Posts Taggeduser innovation

Inovação aberta, de web2.0 até empreendedorismo corporativo

por Verónica Savignano

Cunhado pelo professor Henry Chesbrough em 2003, o conceito de open innovation hoje é de todos. Neste blog gostamos de acompanhar como a idéia da inovação aberta vai ganhando espaços e como diversos grupos se apropriam dela e imprimem variadas nuances.

Alguns gostam de bater na tecla da tríade universidade-empresa-governo para viabilizar o desenvolvimento de novas tecnologias. Outros focam na inovação desenvolvida junto ao usuário, colhendo e gerenciando seu feedback para melhorar produtos existentes ou criar novos. Para outros, open innovation é sinônimo daqueles portais de seekers and solvers – os marketplaces da inovação, ou de outras ferramentas de colaboração, geralmente classificadas dentro da idéia de web 2.0.

Muitos  falam da sua experiências com a inovação aberta no desenvolvimento e aprimoramento de produtos e serviços junto aos seus fornecedores. E tem ainda um grupo menor que prefere focar na relação do empreendedorismo com o venture capital.

Todas as vertentes estão presentes nesta apresentação do Bruno Rondani sobre open innovation que recebi nestes dias. Vejam:

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Add comment 28/08/2009

Living Labs: estudo sociológico, novo lab português e workshop

por Verónica Savignano

Algumas notícias nos últimos dias tratam sobre Living Labs.

Se o leitor está se perguntando o que são Living Labs, já adianto que há várias definições na web. Mas podemos dizer que se trata da prática de uma metodologia para co-desenvolvimento de pesquisa e inovação baseado na participação dos usuários de produtos e serviços. 

Normalmente os Living Labs envolvem cidadãos comuns (inclusive as nossas vovós, moradores de rua e demais pessoas que em outros contextos ficariam marginadas do processo de inovação), empresas e órgãos do governo. As inovações podem virar tanto produtos para o mercado quanto serviços públicos. Geradas para atender uma demanda municipal, podem acabar atendendo um mercado global. 

Tem, no mínimo, duas grandes iniciativas de Living Labs:

  • Open Living Labs, da rede européia de Living Labs (ENoLL, na sigla em inglês). Começou em 2006 e conta com financiamento da Comunidade Européia. O Brasil é o único país da América Latina na relação de Living Labs da rede, que já inclui mais de cem labs.
  • Living Labs Global, voltado à criação de um mercado global da mobilidade. Tem este site tipo institucional e este focado na associação de novos membros  (vale a pena visitar; é lindo!)

Vamos às notícias anunciadas na primeira linha deste post:

Estudo europeu apresenta resultados sobre a invenção de aplicações online e de televisão interativa realizada por usuários finais (portal de notícias Trading Markets.com, 28/05/2009)

Parte do projeto Citizen Media, o estudo foi conduzido durante três anos por sociólogos e engenheiros e envolveu participantes de Living Labs de várias cidades da Europa. Empresas como a Alcatel-Lucent tiveram ativa participação na pesquisa. O release destaca que centenas de cidadãos comuns sem experiência particular em TICs (alguns nunca tinham usado a Internet) inventaram uma ampla gama de aplicações online com benefícios sociais.

Constituição da Lighting Living Lab Associação (semanário português Soberania do Povo, 01/05/2009)

Criação de um novo Living Lab da rede européia focado na inovação aberta no campo da iluminação, com destaque para a eficiência energética. Os criadores deste Living Lab português são o município de Águeda, a Universidade de Aveiro e várias empresas.

‘Living Labs’ são destaques no workshop de Inovação Tecnológica (notícias do site do governo de Espírito Santo, 27/04/2009)

A notícia descreve o workshop de Inovação Tecnológica realizado em Vitória, cujo destaque foram os Living Labs. O evento contou com a presença do presidente da Rede Européia de Living Labs e representantes da Nokia e Alfamicro, empresas participantes da iniciativa européia. A programação também contou com palestras sobre os Living Labs brasileiros membros da rede européia. Segundo a notícia, os labs nacionais são: Espírito Santo Cidadania Digital, da Universidade Federal do Espírito Santo; Amazon Living Lab, da Fundação Paulo Feitosa; Innovation Agency, da Inova Unicamp e Mobile Work Spaces Living Lab, da IndT.

Chamada à participação: em direção a um manifesto da co-criação em Living Labs (blog Owela)

O workshop será realizado no dia 24 de agosto e visa expor e discutir práticas de co-criação no contexto de Living Labs com a finalidade de elaborar um manifesto. A submissão de trabalhos (até 1.000 palavras) encerra no dia 10 de maio!

 

 

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Add comment 06/05/2009

User Innovation na Google

por Verónica Savignano

Não são poucos os leitores que gostam de acompanhar as inovações nos produtos e serviços e no modelo de negócios da Google. Vejam esta iniciativa de Open Innovation; mais especificamente, de user innovation:

Em funcionamento desde dezembro, a plataforma Google Product Ideas está recebendo feedback e novas idéias sobre produtos da Google. Qualquer pessoa pode participar; basta ter ou criar uma conta Google.

Além da ferramenta para publicar as idéias próprias e votar e discutir as dos outros, a equipe da Google criou um blog dedicado a destacar alguns resultados desta iniciativa, desde as idéias mais votadas até os lançamentos e melhoras desenvolvidas com base no feedback dos usuários.

Inicialmente, a proposta é opinar sobre a linha Google Mobile, que inclui, entre outros produtos especialmente planejados para celulares e similares, o motor de busca Google, o Gmail e os mapas Google.

Em menos de um mês, a plataforma reuniu cerca de 1800 idéias e 95 mil votos de quase 6 mil pessoas

Add comment 05/01/2009

Uma Torre de Babel da inovação

por Verónica Savignano

Hoje quero indicar para vocês a leitura de mais um texto sobre políticas públicas e Open Innovation. Trata-se do relatório da Vision Era.Net intitulado Policies for Open Innovation: Theory, Framework and Cases. O estudo, realizado por pesquisadores dos Países Baixos, Bélgica (Flandres) e Estônia, com a participação de Henry Chesbrough, indagou a presença de políticas públicas para Open Innovation nesses países.

Antes de começar, curtam esta bela paisagem dos Países Baixos

Vamos agora aos resultados do estudo!

Nesses países, estão muito presentes as políticas para:

  • incentivar  o financiamento de pesquisa e tecnologia
  • estimular a interação, de modo geral, e os clusters regionais, mais particularmente
  • garantir o acesso ao financiamento para empreendedores
  • difundir de maneira organizada o conhecimento científico
  • estimular a concorrência

Estão razoavelmente presentes as políticas para:

  • estimular a ação de intermediários, por exemplo, para gerenciar as redes de colaboração e a propriedade intelectual
  • incentivar a criação e sobrevivência de novos empreendimentos, que dinamizam a economia e desafiam as empresas consolidadas a inovar mais
  • oferecer financiamento à pesquisa, abundante e distribuído de acordo com critérios de excelência
  • incentivar a educação em todos os níveis
  • flexibilizar o mercado de trabalho em prol da mobilidade do trabalhador

Pouco presentes, as políticas para:

  • apoiar sistemas de propriedade intelectual de alta qualidade
  • desenvolver ambientes interativos, com informação e assessoria sobre colaboração, networking, empreendedorismo e gestão da propriedade intelectual
  • educar para o empreendedorismo
  • avaliar a distribuição do dinheiro público para pesquisa
  • permitir a migração de trabalhadores, que deve ser vista como oportunidade em vez de ameaça

Nada ou quase nada presentes, as políticas para…

  • incentivar standards industriais
  • incentivar “user innovation“, considerando que os usuários são agentes de P&D muito mal representados nas estatísticas
  • intensificar os mercados de tecnologia, criando, por exemplo, sistemas para cotar e licenciar a propriedade intelectual e para visualizar a oferta e a demanda
  • estimular o empreendedorismo corporativo

Vale destacar para os nossos leitores acadêmicos que estudam estes temas que os autores do texto dão as seguintes sugestões para continuar a pesquisa por eles iniciada:

  • pesquisas similares em outros países (why not Brazil!)
  • estudos mais quantitativos, comparando quanto dinheiro é investido em cada linha de política pública
  • estudos sobre a relação entre a globalização e a otimização da elaboração de políticas públicas: quais podem ser oferecidas pelas nações, quais em nível internacional, quais numa combinação de ambos os níveis

O relatório finaliza concluindo que Open Innovation pede adaptações das políticas públicas em um leque de áreas, que vão muito além da tradicional P&D, como mercado de trabalho e educação.  Os autores advertem que é essencial identificar estruturas efetivas que permitam governar e integrar todas essas políticas para o desenvolvimento de Open Innovation.

Tomara que tal difícil missão não acabe como a Torre de Babel, representada nesta obra do artista flamengo Pieter Bruegel the Elder…

1 comment 28/11/2008


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Allagi é uma consultoria especializada em Open Innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

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