Posts TaggedPolíticas públicas

Instrumentos de apoio à inovação

por Verónica Savignano

Será que podemos reclamar de falta de incentivos à inovação no Brasil?

Eu diria que, no cenário atual,  o Brasil conta com uma série de programas para a inovação que, em conjunto, oferecem um leque interessante de possibilidades de financiamento para empresas de todos os tipos que querem viabilizar projetos de inovação.

Apesar de cada vez mais conhecidas, essas políticas públicas ainda não fazem parte das opções de boa parte dos gestores de inovação. Siglas como PIPE, PITE, PRIME, PAPPE, por exemplo, designam programas públicos de apoio à inovação que vale a pena conhecer para aproveitar.

No dia 23 de outubro, no Open Innovation Seminar, representantes de agências governamentais vão apresentar seus instrumentos de apoio à inovação. O professor Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da Fapesp) e Eduardo Moreira da Costa (Finep) já confirmaram presença nessa Sessão Especial sobre Políticas Públicas. Outro participante confirmado é o professor Carlos Américo Pacheco que, representando o Conselho Superior de Tecnologia e Competitividade da Fiesp, vai apresentar uma avaliação das políticas públicas brasileiras de incentivo à inovação.

Lembrando: as inscrições para o evento, que é realizado pelo Centro de Open Innovation Brasil, com patrocínio oficial e colaboração da Allagi, estão abertas no site.
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Add comment 20/08/2009

Think open innovation, diz a Casa Branca

por Verónica Savignano

Uma notícia publicada ontem na mídia americana tem o seguinte título: White House tells agencies, think “open innovation”.

White House, with the north lawn and fountain in-between, by Seansie

White House, with the north lawn and fountain in-between, by Seansie

A notícia se refere a um documento oficial dirigido às agências e departamentos do governo federal dos Estados Unidos, contendo diretrizes para a elaboração de seus orçamentos de 2011. O documento, de 4 de agosto, é assinado pelos diretores de Gestão e Orçamento e de Política de Ciência e Tecnologia.

Estes gestores da administração Obama solicitam que os pedidos de orçamento das agências explicitem como será aproveitado o modelo de inovação aberta, no qual, de acordo com o documento, o processo que vai da pesquisa à aplicação não precisa ocorrer num único laboratório, agência ou empresa, e sim ser aberto a idéias de vários agentes, em todas as etapas.

O documento recomenda ainda às agências que seus cientistas mantenham contato com pessoas que conheçam os fatores envolvidos na produção e no uso das coisas, desde questões de custos e competitividade até as limitações e oportunidades  que surgem ao se transformar idéias em realidade.

Ou seja, a Casa Branca está pedindo que a inovação seja realizada dentro de modelos abertos e que haja um maior entendimento e  interação dos pesquisadores com a indústria e os consumidores.

Além desse parágrafo sobre inovação aberta, o documento traz outras informações interessantes, como o pedido de re-alocar recursos atualmente destinados a áreas não prioritárias para resolver desafios relacionados à energia, recuperação da economia, saúde e longevidade, defesa e segurança. Outra diretriz interessante diz respeito à necessidade de melhorar a gestão dos portifólios de P&D, incluindo métricas e ferramentas de avaliação.

Sugiro a leitura do documento, de apenas duas páginas e meia.

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2 comments 11/08/2009

Inscrições para curso sobre open innovation no PECE-USP

por Verónica Savignano

Estão abertas até 24 de julho as inscrições para a segunda turma do curso de treinamento “Criação de programas de inovação: Open Innovation”, oferecido pelo PECE/USP.

O curso está dividido em nove módulos em que se abordarão temas do contexto de inovação aberta, como definições de P,D&I, como o Sistema Nacional de Inovação, Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva, Licenciamento de Tecnologia, Propriedade Intelectual, Empreendedorismo e Venture Capital. O tema open innovation deve permear todos esses tópicos.

Os cursos do PECE costumam oferecer um conhecimento bastante prático aos seus alunos. Nesse contexto, este curso visa, na sua segunda edição, passar a experiência dos seus instrutores no aproveitamento de oportunidades de financiamento à inovação existentes no sistema brasileiro de inovação, sem abrir mão, porém, dos fundamentos teóricos da primeira versão do curso.

Outra novidade com relação à primeira edição é que agora o curso está inserido no  MBA de Gestão de Desenvolvimento de Produtos do PECE como disciplina eletiva.

Mais informações, no site do curso.

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Add comment 01/07/2009

Conferência sobre open innovation nas regiões européias

por Verónica Savignano

Mais um exemplo da presença da open innovation na pauta das políticas públicas mundiais.

Vejam a conferência Regions as catalysts of Open Innovation, marcada para o dia 11 de junho em Bruxelas e promovida pela ERRIN (rede de pesquisa e inovação em regiões européias). O evento vai abordar o status, desafios e oportunidades da open innovation nas diversas regiões da ERRIN e o papel da inovação aberta num plano europeu de inovação.

 

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Add comment 28/04/2009

De “Open Innovation in Global Networks” para “Global Open Innovation Networks”

por Bruno Rondani

A alteração no nome do simpósio sobre open innovation organizados pela OCDE primeiramente em 2008 e recentemente em 2009 resume bem como progrediu o conceito dentro da organização.

Em 2008 o simpósio foi anunciado da seguinte forma:

OECD Business Symposium on Open Innovation in Global Networks, Copenhagen, 25-26 February 2008

Em 2009, mudou para:

Symposium on Global Open Innovation Networks, Paris, 23 January 2009

Essa aparentemente sutil alteração reflete bem como o conceito de open innovation está cada vez mais ganhando credibilidade entre os formuladores de políticas públicas. Pesquisadores da OCDE reconhecem a crescente influência que o fenômeno denominado open innovation tem exercido no modo como as empresas inovam.

Tive a oportunidade de participar semana passada do simpósio realizado na sede da OCDE em Paris e aproveito este espaço para compartilhar com os colegas algumas das principais idéias discutidas no evento e as suas implicações para o Brasil.

Rapidamente, descrevo como foi o formato do evento. Em breve, o material apresentado deve estar disponível para download no website da OCDE. Para os mais apressados, tenho todo o material impresso e coloco a disposição para quem quiser tirar cópias.

Basicamente, o evento reuniu cerca de 50 pessoas. Excluindo os palestrantes, em sua maioria o público era formado por representantes de grandes corporações européias com forte tradição em investimentos em P&D. Entre os palestrantes havia uma mistura equilibrada entre formuladores de políticas públicas, dirigentes de institutos de pesquisa, sócios de consultorias e diretores de P&D europeus.

O evento foi dividido em 4 sessões. Cada uma delas com um moderador e 4 palestrantes.

  1. A primeira sessão foi dedicada a apresentar a aplicação de open innovation em diferentes contextos (países, indústrias, tipo de inovação alvejada – incremental ou radical).
  2. A segunda sessão tratou especificamente de práticas de gestão de open innovation.
  3. A terceira sessão abordou exemplos de diferentes tipos de parcerias ao longo da cadeia de inovação, bem como as barreiras para  open innovation.
  4. A última sessão focou aspectos sobre políticas públicas e open innovation.

Apesar da organização dos temas em diferentes sessões, muito mais marcante foi a diferença do discurso entre os grupos em que se enquadrava cada um dos palestrantes.

  1. Os palestrantes que classifiquei como formuladores de políticas públicas (ou afins) são: Keon de Backer, Karen Maguire e Mario Cervantes da OCDE, Frédérique Sachwald do Ministério de Ensino Superior e Pesquisa da França, Thomas Durand da Ecole Centrale Paris e Thierry Weil da Ecole de Mines de Paris.
  2. Os dirigentes de institutos de pesquisa eram: Alain Guedon do Institut Pasteur, Laurent Kott do Inria Transfert e Lorenz Kaiser do Fraunhofer-Gesellschaft.
  3. Sócios de consultoria palestrantes eram Steffen Gackstatter da Monitor e Nicolas Sultan da ATKearney.
  4. Finalmente, representantes por parte das empresas foram: Erich Ruesche da IBM, Carlos Härtel da GE, René Rohrbeck da Deusche Telekom, Gary Donnan da Thomson e Dominique Pons da Alcatel-Thales.
  5. Havia ainda dois representantes de entidades público-privada: Emmanuel Leprince do Comité Richelieu e Sylvain Dorschner da System@tic, sobre as quais farei um comentário em separado.

Apesar da riqueza do debate e da diversidade das opiniões, alguns pontos fundamentais caracterizaram cada um dos grupos. De forma resumida, aponto as principais idéias comuns entre os membros de cada um dos grupos:

Grupo 1: Formuladores de políticas públicas e afins

  • Em geral, as diretrizes anteriormente definidas para os programas de políticas públicas dos países da OCDE visam à criação de ambientes ou ecossistemas mais propícios para a interação entre atores do processo de inovação. Essas diretrizes são totalmente compatíveis com o fenômeno de open innovation. Desta forma, é útil e necessário que se formulem políticas públicas para incentivar a disseminação de práticas de open innovation.
  • Open innovation e redes de inovação global são práticas totalmente aderentes. Estão cada vez mais integradas à medida que as empresas cada vez mais estão internacionalizando o seu P&D e abrindo o seu processo de inovação para parceiros externos. Desta forma, faz sentido que as nações estimulem a formação de redes globais para inovação e levam em consideração a abertura cada vez maior desse processo.
  • Uma modalidade cada vez mais comum e ainda muito pouco estudada de open innovation é o que está sendo denominado de corporate venturing. Grandes corporações estão elas mesmas criando fundos de venture capital, participando de fundos geridos por terceiros ou fazendo parcerias com empresas investidas por fundos de terceiros.
  • Foi destacado também o fato de que países com economias menores tem se demonstrado mais interessados em práticas de open innovation do que os países maiores. Por outro lado, são as empresas maiores que tem se interessado mais em open innovation do que empresas menores.

Grupo 2: Institutos de Pesquisa

  • Em essência esses institutos consideram que já fazem open innovation há anos. Muito antes de se falar sobre isso. Basicamente, o que a onda da open innovation trouxe para esses institutos é (1) o maior interesse por parte dos funcionários e investidores externos na criação de novas empresas a partir de pesquisas realizadas internamente e (2) o maior interesse por parte das empresas em co-financiar projetos de pesquisa, licenciar tecnologias desenvolvidas internamente e aumentar a flexibilidade dos formatos de remuneração do instituto no caso de sucesso das pesquisas (royalties, premiações, shared-revenues, equity).

Grupo 3: Sócios de consultorias

  • Acreditam que open innovation veio para ficar. Não é simplesmente uma moda, mas uma mudança cultural. Apesar disso, open innovation traz alguns desafios ainda não resolvidos como: a questão das métricas, a questão dos paradoxos que open innovation traz para as empresas.

Grupo 4: Representantes de grandes empresas

  • Open innovation é uma forma de levar o P&D mais próximo do usuário, ficar mais próximo da comunidade científica.
  • Open innovation é uma forma que as empresas encontraram para gerenciar o desconhecido (“manage the unknown”)
  • Open innovation deve ser considerado em diferentes contextos nas empresas: solucionar uma demanda específica, absorver uma nova tecnologia para a empresa, inovar na cadeia de valor.
  • Sobre comercializar tecnologias para fora da empresa, nenhuma das empresas mencionou casos.
  •  Sobre as dificuldades de trabalhar com open innovation os problemas citados foram: direitos sobre propriedade intelectual, exclusividade de exploração de tecnologias, certeza de formar parcerias ganha-ganha, alinhamento entre parceiros.

Gostaria de destacar a participação do Thomas Durand que além de professor da ECP é também consultor de empresas e do governo. As principais idéias de Durand são:

  • Open innovation não é novo de maneira nenhuma. Já falamos de NIH há muito tempo. Parcerias para co-desenvolvimento e todas as demais modalidades de open innovation são práticas antigas.
  • Não obstante, a meu ver, a verdadeira contribuição que open innovation traz é a questão da formação de redes que sistematizam o aproveitamento das idéias e tecnologias disponíveis.
  • Open innovation traz um paradoxo fundamental para a teoria da firma. A firma é necessária devido à hierarquia estabelecida que forma uma organização eficiente para explorar determinado processo. O mercado não é uma organização, não tem hierarquia definida e é aberto. A inovação é uma função da firma, que está sendo transferida para o mercado através das redes. Nesse sentido há uma tensão importante entre função da firma e do mercado que o gestor deve lidar.
  • Essa tensão leva a um segundo paradoxo fundamental: inovação tem uma função estratégica para a firma, por isso deve ser controlada pela firma e não pode estar disponível no mercado. Caso contrário não se trata de uma fonte de vantagem competitiva. Desta forma, as redes não podem ser de fato abertas.
  • Spin-offs é algo de fato pouco importante para as firmas, servem apenas para não deixar que projetos desalinhados com os interesses estratégicos da firma morram e as equipes responsáveis desanimem.
  • Open innovation é ótimo para os economistas. Eficiência de mercado, colaboração, compartilhamento de infra-estrutura, sinergia entre atores. Merece atenção especial e políticas públicas para estimulá-lo.
  • Já para administradores, open innovation traz alguns problemas mais sérios, exige muito mais prudência.  

Com relação ao Comité Richelieu e System@tic, iniciativas muito interessantes, vale comentar a importância que está sendo dada para a colaboração entre pequenas empresas e grandes corporações.

Add comment 29/01/2009

Uma Torre de Babel da inovação

por Verónica Savignano

Hoje quero indicar para vocês a leitura de mais um texto sobre políticas públicas e Open Innovation. Trata-se do relatório da Vision Era.Net intitulado Policies for Open Innovation: Theory, Framework and Cases. O estudo, realizado por pesquisadores dos Países Baixos, Bélgica (Flandres) e Estônia, com a participação de Henry Chesbrough, indagou a presença de políticas públicas para Open Innovation nesses países.

Antes de começar, curtam esta bela paisagem dos Países Baixos

Vamos agora aos resultados do estudo!

Nesses países, estão muito presentes as políticas para:

  • incentivar  o financiamento de pesquisa e tecnologia
  • estimular a interação, de modo geral, e os clusters regionais, mais particularmente
  • garantir o acesso ao financiamento para empreendedores
  • difundir de maneira organizada o conhecimento científico
  • estimular a concorrência

Estão razoavelmente presentes as políticas para:

  • estimular a ação de intermediários, por exemplo, para gerenciar as redes de colaboração e a propriedade intelectual
  • incentivar a criação e sobrevivência de novos empreendimentos, que dinamizam a economia e desafiam as empresas consolidadas a inovar mais
  • oferecer financiamento à pesquisa, abundante e distribuído de acordo com critérios de excelência
  • incentivar a educação em todos os níveis
  • flexibilizar o mercado de trabalho em prol da mobilidade do trabalhador

Pouco presentes, as políticas para:

  • apoiar sistemas de propriedade intelectual de alta qualidade
  • desenvolver ambientes interativos, com informação e assessoria sobre colaboração, networking, empreendedorismo e gestão da propriedade intelectual
  • educar para o empreendedorismo
  • avaliar a distribuição do dinheiro público para pesquisa
  • permitir a migração de trabalhadores, que deve ser vista como oportunidade em vez de ameaça

Nada ou quase nada presentes, as políticas para…

  • incentivar standards industriais
  • incentivar “user innovation“, considerando que os usuários são agentes de P&D muito mal representados nas estatísticas
  • intensificar os mercados de tecnologia, criando, por exemplo, sistemas para cotar e licenciar a propriedade intelectual e para visualizar a oferta e a demanda
  • estimular o empreendedorismo corporativo

Vale destacar para os nossos leitores acadêmicos que estudam estes temas que os autores do texto dão as seguintes sugestões para continuar a pesquisa por eles iniciada:

  • pesquisas similares em outros países (why not Brazil!)
  • estudos mais quantitativos, comparando quanto dinheiro é investido em cada linha de política pública
  • estudos sobre a relação entre a globalização e a otimização da elaboração de políticas públicas: quais podem ser oferecidas pelas nações, quais em nível internacional, quais numa combinação de ambos os níveis

O relatório finaliza concluindo que Open Innovation pede adaptações das políticas públicas em um leque de áreas, que vão muito além da tradicional P&D, como mercado de trabalho e educação.  Os autores advertem que é essencial identificar estruturas efetivas que permitam governar e integrar todas essas políticas para o desenvolvimento de Open Innovation.

Tomara que tal difícil missão não acabe como a Torre de Babel, representada nesta obra do artista flamengo Pieter Bruegel the Elder…

1 comment 28/11/2008

Nicolsky fala sobre políticas públicas

Nesse vídeo, Roberto Nicolsky, diretor geral da Protec, fala sobre a importância que a mobilização do setor produtivo representa para que se alcance políticas públicas que promovam um ambiente de inovação no país. Segundo Nicolsky, é preciso observar como se deu o desenvolvimento em países como Japão, China e Índia, que através de políticas públicas alcançaram benefícios para a inovação.
” A política desses países foi baseada em mecanismos políticos e complementares, basicamente no compartilhamento de risco. Ou seja, com o governo representando a sociedade”, pontua.
*16/06/08 – Open Innovation Seminar

Mais vídeos do Open Innovation Seminar no Allagi Open Innovation channel

Add comment 20/08/2008

INPI, Finep e Fapesp na “rota do Open Innovation”

O Open Innovation Seminar 2008 contou com um grande apoio e interesse no modelo de inovação aberta manifestados pelos órgãos públicos envolvidos com o processo de inovação. Universidades públicas,  Fapesp, FINEP e INPI estão considerando o Open Innovation como um modelo relevante para o Brasil, envolvendo empresas, institutos de pesquisa, governo e fundos de investimento.

Diversas notícias publicadas nas últimas semanas têm refletido esse interesse. Segundo o INPI, o “Brasil favorece a inovação aberta”, pois o cenário nacional (legislação, incentivos fiscais, universidades de qualidade e empresas dispostas a trabalhar em parceria) é propício para a adoção de práticas de Open Innovation.

A FINEP já se considera “na rota do Open Innovation”. Como citou Eduardo Costa, Diretor de Inovação da instituição, “existe um grande volume de capital para ser investido em inovação na FINEP. Precisamos de mais programas e idéias, como as que norteiam o Open Innovation”.

Para a Fapesp, a grande contribuição do Open Innovation é a criação de “Redes Inovativas”, destacando que as agências de fomento “têm como seus principais objetivos a promoção de parceria da universidade com o setor produtivo e facilitar as atividades de propriedade intelectual da universidade”.

Tudo isso tem conseqüências muito positivas. Esses efeitos mostram que as propostas de projetos colaborativos dentro do modelo do Open Innovation estão sendo bem vistas por essas agências e que as empresas que se estruturarem nesse sentido serão bem compreendidas.

Essa é mais uma vantagem do modelo desenhado por Henry Chesbrough: ele propõe uma terminologia e definições que permitem que certos conceitos tenham o mesmo entendimento por grande parte dos agentes envolvidos (empresas, universidades e governo), viabilizando e facilitando a criação de parcerias e relacionamentos tão necessários a um processo aberto de inovação.

1 comment 06/07/2008

Nova chamada Subvenção Econômica – Finep

Amanhã, 13 de maio, a Finep lançará a chamada 2008 de Subvenção Econômica. Nesta terceira edição do edital, assim como em 2007, estarão disponíveis R$ 450 milhões de recursos não-reembolsáveis para as empresas, sendo que no mínimo 40% serão destinados a pequenas empresas.

As áreas apoiadas serão: Tecnologias da Informação e Comunicação; Biotecnologia; Saúde; Programas Estratégicos; Energia e Desenvolvimento Social.

Em relação ao edital do ano passado, houve um aumento do valor mínimo de cada projeto, que agora será de R$ 1 milhão.

A boa notícia para as pequenas empresas é que a contrapartida exigida será menor do que em 2007, estando agora entre 5% e 20% do valor total do projeto, e não mais 25%.

Agora, as más notícias: parece que assim como no ano passado, a característica do edital mais criticada pelas empresas foi repetida: todos projetos submetidos deverão se encaixar dentro dos temas detalhados especificados pela Finep, não havendo temas gerais mais amplos.

Acreditamos que este ponto ainda possa ser corrijido nos próximos editais, visto que a definição de temas muito específicos deixa de fora muitos projetos inovadores com grande potencial.

Deixemos as empresas orientarem os temas. Afinal, são elas os motores de inovação e elas é que sabem onde devem investir.

Talvez a falta de consenso interno na Finep para qualificar um projeto como “inovador” os tenha levado a criar uma “pré-filtragem” que facilite a vida dos avaliadores.

De qualquer forma, nossa função não é criticar. Como dizia William George Ward: “O pessimista se queixa do vento. O otimista espera que ele mude. O realista ajusta as velas.”

Ajustemos, pois, as velas, e saibamos aproveitar dos incentivos disponíveis para viabilizar a inovação!

O edital completo da Finep, assim como os temas específicos, serão divulgados nesta terça-feira no site http://www.finep.gov.br/

Add comment 13/05/2008

Open Innovation e o Cenário Brasileiro – Criação de Programas de Inovação

Elaboramos uma apresentação para discussão do “Open Innovation”, que é o tema do nosso seminário no dia 16 de junho. Esta apresentação, visa apresentar os conceitos básicos de Open Innovation e dar uma visão geral do cenário brasileiro de inovação, através de dados atualizados. Nós proferimos esta palestra no PECE/USP no dia 7 de maio, sob patrocínio do curso de MBA de Gestão e Engenharia de Produtos, que é coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski, da Engenharia Mecânica da Poli/USP.

Os slides de nossa apresentação podem ser vistos a seguir:

Nosso intuito com este material é iniciar a discussão sobre a aplicabilidade de modelos abertos de negócios na gestão de P&D de empresas brasileiras, para deixar o assunto “quente” para a vinda de Henry Chesbrough.

As inscrições para o seminário estão abertas e podem ser feitas no site http://www.openinnovationseminar.com.br/

6 comments 12/05/2008


Open Innovation Seminar 2010 – Participe!

Este blog…

reúne pessoas interessadas em trocar idéias sobre open innovation no Brasil. Comente, indique, cite e participe! Contato: claudio.mazolla@allagi.com.br

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Allagi é uma consultoria especializada em open innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

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