Posts TaggedP&D

Doutores trabalhando NAS empresas ou COM as empresas?

por Verónica Savignano

Vários textos  têm abordado a questão da quantidade de pessoal com alta qualificação (mestres e doutores) que trabalha em empresas brasileiras em atividades de P&D. Geralmente, o raciocínio é mais ou menos o seguinte: há poucos doutores contratados pelas nossas empresas e isso é um problema para a inovação no país. 

Em A ampliação dos recursos humanos em P&D na indústria brasileira, artigo de pesquisadores da Unicamp,  mostra-se que a quantidade de pessoas com nível superior empregada em atividades de P&D nas nossas empresas industriais aumentou de 2003 para 2005, sendo que o número de doutores dobrou! Porém, o número absoluto de mestres (3.132) e doutores (1.189) ainda é considerado pequeno…

Lendo o artigo, tive uma dúvida que gostaria de compartilhar com os leitores. Os indicadores brasileiros de recursos humanos em P&D incluem aqueles mestres e doutores que trabalham nas universidades interagindo com empresas dentro de modelos abertos? Se a resposta for “não”, quanto aumentariam esses números absolutos se os incluíssemos? Quantos doutores há no Brasil trabalhando em atividades de P&D com empresas, dentro ou fora delas?

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3 comments 24/04/2009

Uma Torre de Babel da inovação

por Verónica Savignano

Hoje quero indicar para vocês a leitura de mais um texto sobre políticas públicas e Open Innovation. Trata-se do relatório da Vision Era.Net intitulado Policies for Open Innovation: Theory, Framework and Cases. O estudo, realizado por pesquisadores dos Países Baixos, Bélgica (Flandres) e Estônia, com a participação de Henry Chesbrough, indagou a presença de políticas públicas para Open Innovation nesses países.

Antes de começar, curtam esta bela paisagem dos Países Baixos

Vamos agora aos resultados do estudo!

Nesses países, estão muito presentes as políticas para:

  • incentivar  o financiamento de pesquisa e tecnologia
  • estimular a interação, de modo geral, e os clusters regionais, mais particularmente
  • garantir o acesso ao financiamento para empreendedores
  • difundir de maneira organizada o conhecimento científico
  • estimular a concorrência

Estão razoavelmente presentes as políticas para:

  • estimular a ação de intermediários, por exemplo, para gerenciar as redes de colaboração e a propriedade intelectual
  • incentivar a criação e sobrevivência de novos empreendimentos, que dinamizam a economia e desafiam as empresas consolidadas a inovar mais
  • oferecer financiamento à pesquisa, abundante e distribuído de acordo com critérios de excelência
  • incentivar a educação em todos os níveis
  • flexibilizar o mercado de trabalho em prol da mobilidade do trabalhador

Pouco presentes, as políticas para:

  • apoiar sistemas de propriedade intelectual de alta qualidade
  • desenvolver ambientes interativos, com informação e assessoria sobre colaboração, networking, empreendedorismo e gestão da propriedade intelectual
  • educar para o empreendedorismo
  • avaliar a distribuição do dinheiro público para pesquisa
  • permitir a migração de trabalhadores, que deve ser vista como oportunidade em vez de ameaça

Nada ou quase nada presentes, as políticas para…

  • incentivar standards industriais
  • incentivar “user innovation“, considerando que os usuários são agentes de P&D muito mal representados nas estatísticas
  • intensificar os mercados de tecnologia, criando, por exemplo, sistemas para cotar e licenciar a propriedade intelectual e para visualizar a oferta e a demanda
  • estimular o empreendedorismo corporativo

Vale destacar para os nossos leitores acadêmicos que estudam estes temas que os autores do texto dão as seguintes sugestões para continuar a pesquisa por eles iniciada:

  • pesquisas similares em outros países (why not Brazil!)
  • estudos mais quantitativos, comparando quanto dinheiro é investido em cada linha de política pública
  • estudos sobre a relação entre a globalização e a otimização da elaboração de políticas públicas: quais podem ser oferecidas pelas nações, quais em nível internacional, quais numa combinação de ambos os níveis

O relatório finaliza concluindo que Open Innovation pede adaptações das políticas públicas em um leque de áreas, que vão muito além da tradicional P&D, como mercado de trabalho e educação.  Os autores advertem que é essencial identificar estruturas efetivas que permitam governar e integrar todas essas políticas para o desenvolvimento de Open Innovation.

Tomara que tal difícil missão não acabe como a Torre de Babel, representada nesta obra do artista flamengo Pieter Bruegel the Elder…

1 comment 28/11/2008

Tendências e Previsões de Pesquisa e Desenvolvimento em 2008 segundo o IRI

por Lucas Aquino

Foi lançado em fevereiro de 2008 o resultado do estudo do Industrial Research Institute (IRI), associação das empresas inovadoras com atividade nos EUA que conta com mais de 230 grandes empresas de todo o mundo, sobre as tendências e previsões de P&D para 2008, revelando que há um otimismo das empresas-membro sobre o futuro.

Essa é a 24ª versão da pesquisa e foi coordenada por Jim Scinta, gerente de P&D da ConocoPhilips. A pesquisa foi respondida por aproximadamente 80 empresas membros do IRI. Essas empresas somam mais de 157 centros de P&D fora dos EUA, espalhados em 31 países, o que dá uma boa idéia de quais são suas intenções fora do solo americano.

Apesar das dificuldades que a economia americana vem enfrentando, como a alta nos preços de energia e o dólar mais fraco, há um planejamento de maiores gastos com P&D, já que 38% dos respondentes apontaram um crescimento acima de 5% nos investimentos em relação ao ano de 2007. Além disso, há um planejado crescimento nas ações de Open Innovation pelas empresas, principalmente com foco no desenvolvimento de novos negócios.

Para os líderes de P&D, a grande “novidade” é o desafio de aumentar a velocidade de crescimento da companhia através da inovação, ao mesmo tempo em que lutam para ter o time na quantidade e qualidade que necessitam para executar os programas planejados. De certa forma, para tentar equilibrar um pouco isso, a tendência que eles apontam é de crescimento nos projetos colaborativos com outras companhias e universidades. Já para acelerar a inovação na empresa e balancear projetos com objetivos de curto/longo prazo, os gestores reportaram um aumento nos montantes de compra/venda de tecnologia, outsourcing de P&D para outras empresas, parcerias com universidade para pesquisa pré-competitiva e joint-ventures em P&D.

Alinhada com as práticas de Open Innovation e buscando a diferenciação dos produtos e serviços, as empresas estão transferindo mais verbas para o desenvolvimento de novos negócios (um crescimento contínuo nos últimos 10 anos da pesquisa do IRI), ao mesmo tempo em que diminuem os investimentos em P&D focados na sustentação dos negócios atuais (queda seguida nos investimentos nos últimos 10 anos). Segundo o autor, isso parece estar acontecendo devido a uma canibalização planejada dos produtos das empresas. Além disso, há uma ótima oportunidade para empreendedores dispostos a desenvolver novas tecnologias e apostar no desenvolvimento de novos negócios focados no mercado dessas grandes empresas, dado o apetite cada vez maior delas investirem em novos negócios, como mostra o aumento nos investimentos em fusões e aquisições para a aquisição de tecnologias.

Em suma, as empresas pesquisadas estão apostando bastante seu crescimento nos investimentos em P&D, com um grande foco no desenvolvimento de novos negócios. Os gestores de P&D vão continuar sofrendo a pressão de inovar cada vez mais rápido, ao mesmo tempo em que sofrem por não contarem com o staff que consideram ideal. Isso abre espaço para eles aumentarem suas práticas de Open Innovation com as universidades e outras empresas, ao passo em que criam oportunidades para os empreendedores.

3 comments 26/08/2008

Pequenas empresas investem mais em P&D – Parte II

por Bruno Rondani

Seguem os principais pontos comentados pela Daiane no post “Pequenas empresas investem mais em P&D”.

1) É clara a idéia que o open innovation é um modelo colaborativo e beneficia todos os agentes envolvidos. No entanto é menos clara a seqüência de eventos em que isso ocorre e a posição dos agentes envolvidos.O que significa dizer que o P&D nas pequenas empresas subiu de 4,4% para 22,5%? Se a importância dessas empresas é indiscutível, a sua posição não parece tão óbvia. Seria possível um modelo em que existissem apenas pequenas empresas? Ou no open innovation sempre existe uma demanda por tecnologia de um agente líder que inicia o movimento em todo o sistema e promove o desenvolvimento tecnológico nos agentes contribuintes?

2) O open innovation funcionaria num ambiente sem o agente líder? Num ambiente sem grandes empresas ou governo demandando tecnologia? Quantas empresas no Brasil seriam capazes de assumir o papel do agente líder?

3) O caso das compras governamentais também não pode ser tomado como potencial. Ainda que tenham propiciado o crescimento da Omnisys, é fato concreto que desde sempre o governo atua de forma incipiente nesta área.Assim, mesmo que o modelo seja genérico e aplicável a qualquer país seu sucesso dependerá, em grande medida, do número de agentes lideres capazes de iniciar o movimento colaborativo de expansão da inovação.

Vou tentar oferecer uma resposta para os pontos que você levantou. Antes, faço um resumo para verificar se o entendi bem.

De acordo com sua compreensão, o modelo Open Innovation parece pressupor a existência de um agente líder demandante de tecnologia para que as pequenas empresas de base tecnológica possam integrar o modelo, contribuindo para a expansão da inovação.

O que entendo do modelo de Open Innovation sobre essa questão é o seguinte: as pequenas empresas estão sendo cada vez mais bem sucedidas em desenvolver inovações. Isso se reflete no aumento de sua participação nos investimentos privados em P&D nos EUA e aumento dos investimentos em venture capital.A inovação não está mais concentrada nas grandes corporações. Como diz Chesbrough: o “jogo da inovação está mais equilibrado”.

Sendo assim, o que devem fazer as empresas líderes? Investir mais e mais em P&D para criar barreiras maiores de entrada e, desta forma, assegurar seu papel de líderes? É exatamente isso que o modelo de Closed Innovation pregou: invista em grandes laboratórios de P&D e ganhe com a economia de escala e escopo (Chandler).

O que está ocorrendo é o oposto, as empresas líderes estão cada vez mais recorrendo à tecnologia desenvolvida pelas pequenas empresas. Alimentadas pela indústria de venture capital, essas pequenas empresas inovadoras devem oferecer opções de saída para os seus investidores. IPO ou aquisição por parte de uma empresa maior são as opções mais visadas.

O que o modelo propõe, então, às grandes empresas? Ele propõe que as grandes empresas reconheçam que as pequenas empresas podem ser uma grande ameaça ou uma grande oportunidade para o seu negócio. Isto é, as grandes empresas devem ficar mais atentas ao surgimento de inovação nas pequenas empresas.

E para as pequenas empresas, o que o modelo propõe? O modelo indica que a parceria com uma grande empresa pode ser uma boa alternativa para remunerar o investimento em P&D feito pela pequena firma.E para o Brasil, que não tem mais do que um punhado de pequenas empresas inovadoras e uma dezena de firmas globais, o que o Open Innovation propõe?

Se formos responder a essa questão utilizando dados passados, reconheço que a resposta deveria ser: não, o modelo não é aplicável ao Brasil. Faltam as premissas básicas para qualquer modelo de inovação: pouco investimento em P&D nas empresas, poucas empresas líderes globais, pouco empreendimento de base tecnológica de sucesso, pouca demanda de tecnologia pelo governo, etc.

Mas não devemos responder a essa pergunta com base somente no passado. Devemos observar a atual situação do país e, mais ainda, aonde estamos indo.O modelo de inovação aberta indica que é através da articulação de recursos internos e externos a inovação será mais rápida e eficazmente alcançada.

O governo já sinalizou, a inovação está na pauta das políticas públicas. Pequenas empresas de base tecnológica estão sendo contempladas com a subvenção econômica, PRIME, juro zero, fundos públicos e privados de seed capital, venture capital, programas de fomento das FAPs, incubadoras de empresas nas universidades e cursos de capacitação para empreendedores. Grandes empresas foram contempladas com a Lei do Bem, subvenção econômica e linhas de financiamento público a juros baixos para inovação. As universidades foram contempladas com a Lei de Inovação, criação dos NITs, Lei do MEC e editais de parceria universidade-empresa.

Isso se parece com o que propõe o Open Innovation? Ao meu ver, sim! O governo está agindo como agente líder aqui!

Vamos analisar o caso da Omnisys, já que você citou:

A Omnisys nasceu em 1997, por um empreendedorismo de necessidade. Ex-engenheiros da antiga Elebra foram “terceirizados” depois de uma crise. Como é comum nesses casos, a Omnisys quase deixou de existir quando a Elebra, sua única cliente, faliu em 2000. Sem desistir, seus engenheiros resolveram levar a cabo a empresa e foram atrás do mercado deixado pela Elebra.

Em 2001 a Omnisys conseguiu seus primeiros contratos diretos com a Aeronáutica brasileira e, a partir dos bons trabalhos realizados, não pára de crescer. Em 2003 decidiu desenvolver um equipamento de alto conteúdo tecnológico e conseguiu para essa empreitada o apoio do IPT, Unicamp e Fapesp. Com isso, a Omnisys estruturou seu centro de P&D e passou a fornecer cada vez mais tecnologia para seus clientes governamentais. A evolução tecnológica foi tão expressiva que o gigante Grupo Thales (mais de 65 mil funcionários) propôs uma parceria com a pequena empresa para desenvolver em conjunto uma nova linha de radares.

Na época a Omnisys contava com apenas 180 funcionários. Em 2006 a Thales oficializou a compra de 51% das quotas da Omnisys, manteve seus fundadores na gestão da empresa e não colocou nenhum diretor francês na operação.

A partir daí, a Omnisys passou a ter uma agenda global dentro do Grupo Thales, identificando oportunidades de inovação para todo o grupo. Nesse processo a Omnisys, ao invés de se tornar uma filial para comercialização dos produtos franceses no Brasil, passa e ser uma parceira global do P&D do Grupo Thales e participa de projetos de inovação para outros países da América Latina, Ásia e, até mesmo, da Europa.

O que ocorreu aqui? Não houve pressão por parte dos funcionários da Thales para transformar a Omnisys em apenas um ponto de vendas com suporte técnico local? Claro que sim. E qual foi o segredo para os fundadores da Omnisys conseguirem manter a estratégia inicial de ser um parceiro global de P&D do grupo? Conforme admitido pelos próprios franceses:

- Foi a qualificação dos engenheiros da Omnisys

- Foi a articulação do P&D da Omnisys com centros de pesquisa e universidades que aumentaram muito a sua capacidade de inovar

- Foi a disponibilidade de recursos de fomento e financiamento à inovação no país

- Foi a existência de incentivos fiscais para inovação disponíveis no Brasil

Ou seja, foi a bem sucedida aplicação do modelo Open Innovation e a robustez do Sistema Nacional de Inovação do país que possibilitaram essa conquista.

Acredite se quiser!

1 comment 03/07/2008

Inovar em um contexto conservador

** Open Innovation e o Sistema Nacional de Inovação.
Acompanhe as considerações dos debatedores que integram a Mesa 2 do Open Innovation Seminar:

- Para Rodrigo da Rocha Loures,presidente das Indústrias do Paraná, a inovação passa por cooperação estratégica. “No Brasil temos um grande potencial, que é a interação. A desvantagem é uma forte inclinação para a burocracia, que atrapalha a cooperação”. Segundo Loures, é preciso popularizar a inovação, através de políticas públicas e instrumentos que estimulem a cooperação entre P&D e inovação. Outro meio de alcançar essa popularização é através da gestão dos nossos recursos. “É muito dificil ser uma empresa inovadora num contexto conservador, mas temos que aproveitar o momento propício que o Brasil vive para fomentar o empreendedorismo em redes de inovação”, finalizou.

- Roberto Nicolsky, diretor geral da Protec, pontuou em sua apresentação que é preciso observar como se deu o desenvolvimento em países como Japão, China e Índia, que através de políticas públicas alcançaram benefícios para a inovação.” A política desses países foi baseada em mecanismos políticos e complementares, basicamente no compartilhamento de risco. Ou seja, com o governo representando a sociedade”.

- “A inovaçao só acontece quando seu produto é comercializado. No caso da Motorola, uma grande transformação está acontecendo, como a separação entre a produção de celulares e outros produtos.No Brasil, fomos responsavéis pelo lançamento do primeiro celular totalmente feito no Brasil. Esse modelo não veio de fora”, afirmou Maria Ângela do Rêgo Barros, presidente da Anpei e gerente de suporte estratégico da Motorola.

- Jorge Ávila, diretor do INPI, falou sobre ” Propriedade intelectual e Inovação aberta”. De acordo com Ávila, a propriedade intelectual é um sistema que vê como fim o mercado. “Se eu invento algo, a tendência é que eu guarde isso até que tenha chances de comercializá-lo. Na medida que tenho um sistema seguro, isto se torna mais fácil. O sistema de propriedade intelectual é promotor da cooperação,é uma ferramenta que permite estabelecer confiança em uma parceria”, concluiu

Add comment 16/06/2008

Open Innovation e o Sistema Nacional de Inovação

Iniciando agora o debate sobre o “Open Innovation e o Sistema Nacional de Inovação”. Visando aumentar a competitividade da indústria nacional, as políticas públicas têm focado cada vez mais na criação de mecanismos de incentivo e fomento à inovação. Exemplos desse esforço são: a recente criação da Lei de Inovação e da Lei do Bem, a multiplicação de programas de fomento e financiamento a projetos de inovação a partir de agências federais e estaduais, o incentivo à criação de parques tecnológicos e incentivos fiscais pelos municípios e a criação de núcleos de inovação tecnológica, incubadoras de empresas e escritórios de transferência de tecnologia nas universidades públicas. Observa-se nesses programas uma tendência coerente com o modelo de Open Innovation. Entretanto, faz-se necessário um aprofundamento do debate sobre a aplicabilidade dos conceitos do Open Innovation na formulação dessas políticas públicas.

Para debater como como o modelo de Open Innovation pode contribuir para a criação de programas públicos de incentivo e fomento à inovação, Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Temático (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Roberto Nicolsky, diretor Geral da PROTEC, doutor em Física pela Universidade do Rio de Janeiro e atualmente professor adjunto da UFRJ, Maria Ângela do Rêgo Barros, presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI) e gerente de Suporte Estratégico da Motorola Industrial e Instituto de Pesquisas Eldorado,Reginaldo Braga Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), entidade responsável pela articulação, promoção e execução da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do País.

1 comment 16/06/2008


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Allagi é uma consultoria especializada em Open Innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

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