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Gestão da PI entre organizações em um modelo de inovação aberta
por Cláudio Mazzola
Nos últimos anos, as atividades de P&D vêm sendo consideradas cada vez menos como processos lineares e isolados e cada vez mais como sistemas complexos que envolvem parcerias entre agentes de naturezas distintas.
Para que essas parcerias sejam bem sucedidas, elas devem ser amparadas por uma abordagem clara da propriedade intelectual (PI). Sem uma boa gestão da PI, pode-se minar a vantagem competitiva para as partes.
No entanto, é comum no cenário nacional haver falta de conhecimento sobre a própria PI e seus processos de gestão, bem como ausência de clareza e de objetivo durante as negociações de desenvolvimento conjunto.
Nesse contexto se insere, oportunamente, a sessão técnica sobre gestão de PI do Open Innovation Seminar. O painel promete reunir profissionais e especialistas para trocar pontos de vista e experiências sobre a gestão da PI entre organizações em todas as etapas do projeto de inovação tecnológica (antes, durante e depois).
Add comment 24/09/2009
PI para acelerar a inovação
por Verónica Savignano
A finalidade da Propriedade Intelectual (PI) é proteger o conhecimento? Não, diz Jorge Ávila, presidente do INPI. A proteção é um meio. O fim é promover a circulação do conhecimento.
Neste vídeo do canal Allagi Open Innovation no YouTube, filmado durante o Open Innovation Seminar 2008, Ávila fala sobre o papel da PI na inovação aberta: viabilizar parcerias para acelerar a inovação. Em vez de esconder a minha descoberta até ter condições de transformá-la em algo rentável, exemplifica Ávila, posso fazer parcerias e gerar renda mais rapidamente.
1 comment 15/04/2009
Artigo sobre parcerias na indústria farmacêutica
por Samanta Yang
Boa tarde pessoal, como vão?
Agora há pouco estava lendo o artigo: Estratégias de competição na Indústria Farmacêutica: das cadeias verticais às parcerias flexiveis, de autoria de Caissa Veloso E. Sousa (FEAD) e Erich Vale E. Sousa (FEEVALE), publicado no XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP 2007).
A pricípio, o título de trabalho nos leva à sensação de que o que vai ser discutido é interessante e de profundidade. Pois não achei nada disso… Achei um texto superficial e com informações bastante repetidas e já conhecidas. Mas o que me chamou a atenção deste artigo, e por isso venho escrever aqui, é o final dele. Nas conclusões, os autores escrevem o seguinte trecho:
“As formas assumidas na composição das parcerias na indústria farmacêutica, demonstram que estas dificilmente assumem modelos de parcerias em formato de redes, salvo nas fases iniciais dos projetos. De outra forma, o que se observa são parcerias flexíveis nas fases onde o objetivo de interação é o produto frente ao seu mercado, incluindo propaganda e estratégias de marketing compartilhado, ou as inúmeras incorporações e fusões observadas em especial nas duas últimas décadas, visando dentre outros objetivos aumentar seu poder no mercado”.
Na primeira vez que li estas últimas frases, não entendi. Depois reli e achei um tanto polêmico e é exatamente por isso que gostaria de discutir e saber a opinião de vocês. Vejam que este trecho não somente nega toda a minha pesquisa de mestrado, que estuda justamente as interações entre as indústrias farmacêuticas e seus stakeholders no processo de inovação, mas também o que temos lido, ouvido e falado a respeito de open innovation em indústrias farmacêuticas. Além disso, tenho visto em minhas pesquisas que essa relação de parceria não ocorre somente nas fases iniciais da pesquisa, mas durante todo o processo de desenvolvimento de produto até seu lançamento – alternando, é claro, o grau de envolvimento dos parceiros durante o projeto.
Além disso, durante todos os meus anos no cenário farmacêutico, nunca havia ouvido falar do que ele chama de co-marketing e co-promoção como parcerias desenvolvidas neste setor. Ao contrário, estes comportamentos me parecem um pouco contraditórios em se tratando de medicamentos.
Gostaria que vocês pensassem a respeito do assunto e, se possível, dessem a opinião de vocês. Ela me ajudaria bastante a embasar um contraponto deste trabalho no meu projeto.
Acho que era isso…
Bjos
3 comments 11/02/2009
