Posts TaggedOpen innovation
Entrevista do Prof. Henry Chesbrough na HBR Brasil
por André Araujo
A edição brasileira de dezembro último da Harvard Business Review conta com uma interessante entrevista do Prof. Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia – Berkeley, criador e principal referência em Open Innovation no mundo, durante sua visita ao Brasil para o Open Innovation Seminar 2009.
Na entrevista, que marca a nomeação de Chesbrough como chairman do advisory board da Allagi para aplicação da Open Innovation no Brasil, o foco é dado às possibilidades abertas às empresas brasileiras para inovar no cenário internacional. Chesbrough cita como empresas-referência no tema no País a Natura, do setor de cosméticos e a Omnisys, do de defesa/aeroespacial. Segundo ele, a inovação aberta “já está madura para ser parte do processo nessas empresas”, tendo superado a fase de ideia, ainda bastante teórica.
Como tem reafirmado diversas vezes ao longo destes últimos anos, em diversas entrevistas e conferências, ele comenta que os departamentos de P&D das empresas, na nova realidade da inovação aberta, “devem assumir um novo papel”, conectando os departamentos da empresa e conectando-se com universidades e outras empresas, concluindo que “a inovação aberta pode alavancar o P&D – e vice-versa”.
Chesbrough opina ainda acerca das oportunidades de desenvolvimento do Brasil, baseadas na passagem de uma economia baseada em recursos naturais para outra, fundamentada em conhecimento. Neste contexto, a educação ocupa um papel fundamental, segundo ele.
Além da entrevista, seu mais recente artigo, intitulado “Como a inovação aberta pode ajudar em tempos difíceis” também é apresentado na edição deste mês (cujo tema é “Foco na Inovação), traduzido para o português.
1 comment 18/01/2010
Eventos sobre open innovation em 2010
por Verónica Savignano
Caros leitores, vejam alguns eventos sobre inovação aberta e temas correlatos que vão ocorrer durante 2010.
5 a 8 de janeiro de 2010. Hawaii International conference on system sciences – Minitrack: Collaboration Systems for Open Innovation. Hawai. Mais informações: http://www.hicss.hawaii.edu/HICSS_43/apahome43.htm
25 a 27 de janeiro. CoDev2010. 9 th annual international congress on co-development and open innovation. Phoenix, Arizona Area (EUA). Organizado por The Management Roundtable e PDMA (Product Development and Management Association). Mais informações: http://events.roundtable.com/codev.
1 a 4 de fevereiro. ASAP Global Alliance Summit. Conferência sobre gestão de alianças estratégicas e colaborações. Anaheim, CA (EUA). Organizado por ASAP (Association of Strategic Alliance Professionals). Mais informações: http://www.strategic-alliances.org.
8 a 10 de fevereiro. Front End of Innovation Europe. Critical Factors for Balancing Short-term Profitability with Long-term Sustainability. Amsterdam (Países Baixos). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feieurope/home.xml.
17 e 18 de março. Breakthrough Innovation 2010. Barcelona (Espanha). Organizado por Connecting Group. Mais informações: http://www.connecting-group.com/Web/EventOverview.aspx?Identificador=8
3 a 5 de maio. Front End of Innovation USA. A New Front End of Innovation: The Era of Collaboration. Boston, MA (EUA). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feiusa
2 comments 16/12/2009
Manual europeu de diretrizes para pesquisa colaborativa
por Verónica Savignano
Está online a versão 1.1 do manual de diretrizes da Responsible Partnering para boas práticas em pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento entre ICTs (Instituições Científicas e Tecnológicas) e empresas.
O manual é baseado nos resultados de eventos e outras atividades desenvolvidas pelas organizações européias a que lideram a iniciativa Responsible Partnering. Trata-se de organizações de apoio à pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica que representam setores ligados à academia (três delas) e à indústria (apenas uma): a European University Association (EUA), European Association of Research and Technology Organizations (EARTO), a ProTon (rede de escritórios de transferência de conhecimento de instituições de ensino e pesquisa da Europa) e a European Industrial Research Management Associatio (Eirma).
A seguir, um resumo das diretrizes para empresas, ICTs e governos enumeradas no manual:
- Desenvolver uma visão estratégica de como as atividades de pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento vão auxiliar as partes a atingir seus objetivos. Definir políticas, comunicá-las e garantir compreensão e alinhamento.
- Alinhar, com transparência, os interesses e expectativas dos vários parceiros envolvidos.
- Usar práticas consolidadas (não re-inventar a roda) e adotá-las como práticas-padrão (isso ajudará no desenvolvimento de colaborações duradouras).
- Disponibilizar apoio profissional de alta qualidade para a gestão da pesquisa colaborativa e da transferência de conhecimento.
- Desenvolver programas e ambientes de aprendizagem para que as equipes adquiram habilidades inerentes à inovação aberta: gestão de projetos, empreendedorismo, desenvolvimento de negócios, gestão da propriedade intelectual.
- Conseguir uma gestão da propriedade intelectual eficaz, que facilite a criação de valor num contexto de inovação aberta, maximize o potencial de comercialização e incentive futuros investimentos em pesquisa.
- Abordar a inovação de maneira interdisciplinar, incluindo a inovação no modelo de negócios, no design e organizacional.
- Incentivar a pesquisa avançada, a educação e treinamento de alta qualidade e a existência de escritórios de transferência tecnológica com profissionais competentes nas instituições públicas.
Um ponto interessante citado várias vezes no documento é a afirmação de que as atividades de pesquisa colaborativa são mais produtivas dentro de ambientes relativamente estáveis, embora também dinâmicos, onde há confiança.
O manual inclui seções sobre os pontos a considerar para redigir um convênio de pesquisa colaborativa, aspectos legais da colaboração e ckecklist para aplicar as diretrizes na empresa.
Add comment 10/12/2009
Curso de Chesbrough e Vanhaverbeke sobre pesquisa em open innovation
por Verónica Savignano
Compartilho com os leitores, especialmente os que estão fazendo doutorado em temas correlatos à inovação aberta, esta informação recebida sobre um seminário para PhDs que estudam open innovation e open business models.
Trata-se de um curso de 2 dias (14 e 15 de janeiro) em Barcelona, na escola de negócios ESADE. Os organizadores são dois dos mais relevantes pesquisadores da área, os professores Henry Chesbrough (colaborador deste blog) e Wim Vanhaverbeke.
A partir da leitura dos tópicos que serão abordados (vejam abaixo, na reprodução do texto de divulgação), infiro que o curso vai fazer uma revisão do arcabouço teórico que pode embasar a pesquisa em inovação aberta, vai colocar os temas de pesquisa emergentes na academia e e vai também falar sobre recursos para a pesquisa em inovação aberta (bases de dados, por exemplo). O texto de divulgação faz menção à possibilidade de que os participantes do seminário discutam com seus pares suas pesquisas em andamento.
Vejam o texto de divulgação dos organizadores:
- School: ESADE Business School

- Date: Jan 14-15, 2010
- Time: 09:00 h. to 13:00 h. - 14:00 h. to 18:00 h.
- Place: ESADE Business School Address: Barcelona – Sant Cugat Campus
- Room: To be confirmed
- ECTS: 3
- Fee: 660 €. Special fee for CEMS / EDAMBA
- Language: English
- Participants max: 25
- Participants min: 4
- Enrolment deadline: January 4th , 2010
- Applications to: Ms. Olga Linares - olgamaria.linares@esade.edu
- Contact information: Ms.Pilar Gállego - pilar.gallego@esade.edu
Add comment 07/12/2009
Riscos da inovação aberta
por Verónica Savignano
O artigo Open R&D and open innovation: exploring the phenomenon, dos editores convidados da edição especial da R&D Management de setembro deste ano (entre eles, Henry Chesbrough), cita um estudo realizado em 2008 com 107 empresas européias de todos os portes, em que as companhias mencionam quais são os riscos ligados a atividades de inovação aberta. Os riscos mais freqüentes apontados pelo estudo são:
- Perda de conhecimento (48%)
- Custos de coordenação mais altos (48%)
- Perda de controle e maior complexidade (41%)
Longe de diminuir a importância da inovação aberta, descrita no mesmo artigo como necessária para atender as crescentes demandas por ciclos de inovação mais curtos e time to market reduzido, os autores aconselham um equilíbrio entre inovação aberta e fechada e instigam os estudiosos a continuar se esforçando para entender melhor os mecanismos do processo de inovação, dentro e fora da companhia.
Add comment 04/12/2009
Notícias, artigos, entrevistas e oportunidades de financiamento
por Verónica Savignano
Saiu a segunda edição do Boletim Inovação Aberta – newsletter bimestral do Centro de Open Innovation -Brasil.
Esta edição traz, entre outros conteúdos, a visão do diretor de Inovação e Novos Negócios da Telefonica, do diretor científico da Fapesp e do gerente de Estratégia Tecnológica da Petrobrás sobre os desafios dos projetos colaborativos de inovação. Os entrevistados apontam como os principais desafios a barreira cultural à colaboração, o bom entendimento entre as partes sobre objetivos, metodologia e expectativas e o estabelecimento de parcerias entre fornecedores e academia. Vejam as respostas completas deles.
Tem também na edição uma notícia sobre a participação do professor Henry Chesbrough no advisory board da Allagi, com palavras dele sobre a incipiente economia do conhecimento brasileira e sobre a rede de pessoas entusiasmadas com a inovação aberta que ele conheceu no Brasil. “Estamos criando uma rede de pesquisadores, executivos e formuladores de políticas públicas para traçar o percurso da open innovation no Brasil”, diz Chesbrough na notícia.
A seção Suíte de novembro descreve o caso do desenvolvimento do radar meteorológico da Omnisys e mostra como pequenas empresas brasileiras podem encontrar seus lugares nas redes mundiais de inovação aberta, apoiando-se em nossas ICTs e em nossas políticas de incentivo à inovação e fazendo parcerias com grandes empresas.
Também sobre redes mundiais de inovação é a oportunidade de financiamento destacada nesta edição do boletim. Trata-se da Chamada Oseo-Finep – um edital no mínimo interessante, que pode ser compreendido como incentivo à organização dessas redes envolvendo pequenas e médias empresas e seus parceiros.
Além disso, a newsletter traz uma cobertura geral do Open Innovation Seminar, com comentários dos organizadores, da empresa patrocinadora-participante Fosfertil e de Henry Chesbrough, e uma notícia sobre as iniciativas pró inovação da Agência USP. O coordenador do NIT da USP divide as ações em dois tipos: aquelas em que a agência responde a demandas das empresas (parcerias para co-desenvolvimento e o Portal i3 Open Innovation, recentemente lançado) e aquelas que surgem de avanços científicos e tecnológicos e do empreendedorismo dos grupos de pesquisa da universidade e da comunidade universitária como um todo (licenciamento de patentes, incubação de spin-offs e a Olimpíada USP de Inovação).
O boletim, finalmente, convida à leitura de algumas notícias sobre inovação aberta publicadas entre outubro e novembro em diversos veículos online e dos nove artigos acadêmicos da edição especial sobre PD&I aberta do periódico R&D Management. A resenha dos artigos mostra que a open innovation está se consolidando como tema de pesquisa (aparentemente, sem participação de acadêmicos brasileiros – ainda…).
Nesta edição de novembro do Boletim Inovação Aberta, a Allagi participou com patrocínio e colaboração.
Add comment 02/12/2009
BioAccelerate NYC Prize
por Claudio Mazzola
Muitas vezes, quando o assunto é políticas públicas em inovação tecnológica, costuma-se pensar logo em iniciativas do governo federal ou, em muitos poucos casos, estadual.
Eis uma iniciativa, se não pioneira, bastante interessante na esfera municipal.
O governo da cidade de Nova Iorque lançou o Prêmio BioAccelerate NYC, uma competição que visa a comercialização das principais pesquisas biomédicas realizadas nos laboratórios locais a fim de que gerem empregos e desenvolvimento para a Big Apple.
Os vencedores serão premiados com até USD 250 mil em subvenção. Em contrapartida, o governo municipal irá receber uma porcentagem das receitas da comercialização dos produtos bem sucedidos financiados pelo programa BioAccelerate NYC Prize para continuar a estimular esforços de pesquisa e comercialização neste campo da ciência.
Outro ponto interessante do projeto é a orientação de empresários da indústria biomédica a fim de ajudar os premiados a refinar o potencial comercial do projeto.
Como o jogo é do “ganha-ganha”, muito provavelmente a ideia se popularizará. Ainda bem.
Mais informações no blog Patent Baristas ou nycbiotech.org.
Add comment 03/11/2009
Perguntas para palestrantes do Open Innovation Seminar
por Verónica Savignano
Queria comunicar aos leitores que há vários canais abertos para que todos participem do Open Innovation Seminar com perguntas para os palestrantes:
- Fórum no ambiente virtual de colaboração do Centro de Open Innovation – Brasil: http://openinnovationbrasil.ning.com.
- Hashtags no formato #OIS2009Painelx (sendo x o número do painel, que consta na programação). Por exemplo, utilizem #OIS2009Painel2 para enviar perguntas pelo Twitter para o painel “Diálogos abertos sobre Inovação e Redes Sociais”.
- Este blog.
Estamos a apenas seis dias do início do evento! Em sua primeira edição, o Open Innovation Seminar contribuiu para a divulgação do conceito de inovação aberta, que hoje está muito mais presente nos meios de comunicação brasileiros, como pudemos acompanhar por meio deste blog. A edição de 2008 também foi fundamental no levantamento dos programas brasileiros de inovação aberta, como o da Natura, Cristália, Omnisys…Além disso, Henry Chesbrough veio pela primeira vez ao Brasil para o evento e, junto a empresas brasileiras, iniciou a criação do Centro de Open Innovation – Brasil.
Neste ano, com Chesbrough novamente entre nós, o evento oferece uma programação voltada a que os profissionais envolvidos em processos de inovação (gestores, pesquisadores, advogados etc.) discutam a implementação e gestão da inovação aberta e levem conhecimento de valor para suas organizações. A programação inclui temas como:
• Gestão da inovação aberta: processos, ferramentas, métricas, parcerias e gestão da propriedade intelectual
• Financiamento e incentivo público à inovação
• Formação dos profissionais de inovação
• Redes sociais e co-criação
• Venture capital, open innovation & corporate venture
• Instituições de pesquisa e desenvolvimento
E palestrantes/ debatedores de organizações como FIAT, Braskem, Wal-Mart, Buscapé, Bradesco, Rapp Collins, Chemtech – Siemens, Natura, Omnisys, Masterminds, Embrapa, Embraer, Tecnisa, Agência Click, Whirlpool, entre outros.
Aproveitem para enviar perguntas sobre qualquer um dos temas ou para qualquer um dos palestrantes (inclusive Henry Chesbrough).
Add comment 16/10/2009
Manhã de inovação aberta na segunda-feira
por Verónica Savignano
O pessoal do grupo GAIA do CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer) está divulgando a Manhã da inovação, evento de meio dia que será realizado no auditório do CTI, em Campinas, no dia 5 de outubro. Vejam aqui como chegar.
O tema do encontro será ”open innovation em empresas brasileiras”. O colaborador deste blog Bruno Rondani (diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil e gerente de P&D da Omnisys) fará uma introdução ao tema e, em seguida, será apresentado o caso da Padtec. Finalmente, haverá um debate com a platéia.
As inscrições, gratuitas, devem ser feitas enviando um e-mail para GAIA@cti.gov.br.
Mais informações sobre o evento:
Add comment 02/10/2009
OIS 2009: Métricas para inovação
por André Araujo
“Métricas para Inovação” será o tema de uma das interessantíssimas sessões de debate da edição deste ano do Open Innovation Seminar. Assunto atual e recorrente na literatura de inovação, são numerosos os relatos de casos de métricas insuficientes, de funcionamento inadequado, que não têm uso prático; em suma, não é exagero dizer que se observa que a maioria das firmas não possui métricas que possam auxiliar efetivamente na gestão da inovação. No Brasil, o cenário é ainda mais caótico: muitas empresas simplesmente não adotam métricas de inovação nos seus sistemas gerenciais.
Para ilustrar a complexidade do assunto, tomemos de início dois levantamentos realizados recentemente por grandes consultorias internacionais de gestão: o “McKinsey Global Survey Results: Assessing innovation metrics”, conduzido em outubro de 2008 e o “Measuring Innovation 2009, The need for action – A BCG Senior Management Survey”, realizado já neste ano. Enquanto o primeiro conclui que as empresas estão, de maneira geral, satisfeitas com o uso de métricas para avaliar seu portfólio de inovação, o segundo afirma, contrariamente ao primeiro, que a minoria dos executivos entrevistados se diz satisfeita com as práticas adotadas por sua empresa para medir inovação. Conclusões conflitantes que demonstram a falta de consenso mesmo entre os principais executivos, quando o assunto é métricas.
Um artigo publicado em 2006 (Innovation Management Measurement: A Review) na International Journal of Management Reviews, de autoria de Adams, Bessant e Phelps, tenta esclarecer o tema, sistematizando boa parte do que já foi estudado acerca de métricas de inovação. Os autores criam um framework, com sete dimensões, e encaixam os indicadores já propostos em cada uma destas, que são: inputs, gerenciamento de conhecimento, estratégia de inovação, cultura e estrutura organizacional, gerenciamento de portfólio, gerenciamento de projeto e comercialização.
Entretanto, sistemas de medição de inovação nas empresas freqüentemente tomam formas mais simples, o que é preferível, visto que a complexidade não favorece a compreensão por parte dos funcionários, nem a praticidade de uso no dia-a-dia da companhia. Com efeito, métricas que demandam muitos recursos para serem avaliadas provavelmente não serão tão úteis a ponto de a empresa se permitir despender todo este esforço. Talvez um dos poucos consensos em se tratando de métricas seja que estas devem ser simples, fáceis de disseminar pela empresa.
Desta forma, um esquema comumente utilizado compreende três categorias de métricas de inovação: input, processos e output. A lógica desta divisão é a de medir recursos alocados para atividades de inovação, a eficácia dos processos inovativos e os resultados que daí decorrem. Se a firma previr recursos escassos para inovação, estará fadada a colher resultados pouco expressivos, o que também ocorrerá se seus processos não funcionarem adequadamente. Ou seja, este framework simples prevê indicadores que permitem avaliar, de forma geral, os fatores necessários para o bom funcionamento do processo de inovação e os resultados gerados como conseqüência.
Há muitas outras opções de frameworks que podem ser utilizados. Um que não se pode deixar de citar é o Balanced Scorecard, que, apesar de não ser focado em inovação também prevê indicadores que avaliam o desempenho destas iniciativas da empresa, alinhando-se à estratégia da firma.
O desafio converge não para saber qual framework é melhor, mas para investigar qual é mais apropriado para cada empresa. Companhias com atuações bastante distintas provavelmente apresentarão variações significativas de um bom sistema de métricas. Da mesma forma, esquemas personalizados para cada empresa serão certamente mais eficientes que a simples replicação de alguma metodologia, por levar em conta as particularidades do ambiente que se está analisando.
Interessante na sessão que ocorrerá no Open Innovation Seminar será observar como empresas inovadoras estão lidando com métricas, quais avanços foram observados. Quais frameworks são utilizados? Constataram-se resultados práticos interessantes com a implementação das métricas? As métricas são efetivamente utilizadas para alinhar incentivos e compensações a elas? Houve extensa comunicação para a empresa das métricas adotadas? Essas e outras perguntas serão interessantes para o debate.
Add comment 29/09/2009





