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Inscrições para curso sobre open innovation no PECE-USP
por Verónica Savignano
Estão abertas até 24 de julho as inscrições para a segunda turma do curso de treinamento “Criação de programas de inovação: Open Innovation”, oferecido pelo PECE/USP.
O curso está dividido em nove módulos em que se abordarão temas do contexto de inovação aberta, como definições de P,D&I, como o Sistema Nacional de Inovação, Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva, Licenciamento de Tecnologia, Propriedade Intelectual, Empreendedorismo e Venture Capital. O tema open innovation deve permear todos esses tópicos.
Os cursos do PECE costumam oferecer um conhecimento bastante prático aos seus alunos. Nesse contexto, este curso visa, na sua segunda edição, passar a experiência dos seus instrutores no aproveitamento de oportunidades de financiamento à inovação existentes no sistema brasileiro de inovação, sem abrir mão, porém, dos fundamentos teóricos da primeira versão do curso.
Outra novidade com relação à primeira edição é que agora o curso está inserido no MBA de Gestão de Desenvolvimento de Produtos do PECE como disciplina eletiva.
Mais informações, no site do curso.
Add comment 01/07/2009
Inovação Aberta, Inteligência Competitiva e Propriedade Intelectual.
por Claudio Mazzola
O setor aeronáutico volta a ser assunto.
Recentemente, a inteligência competitiva da Boeing tomou conhecimento que a inteligência competitiva da Airbus elaborou um dossiê de 46 páginas sobre o status do desenvolvimento do 787 Dreamliner.
Trata-se de uma apresentação de 20 de Outubro de 2008 que analisa com um alto grau de detalhe quase todos os aspectos do programa Dreamliner como peso, motor, certificação, produção, bem como problemas enfrentados por sua concorrente.
“To my knowledge, there has never been a comprehensive analysis of an airliner like this,” disse o jornalista que publicou a reportagem. “It looks at every angle of the program, and analyzes it on a very granular level.”
A inteligência competitiva é uma prática habitual na indústria aeronáutica, mas a informação da análise da Airbus revela um alcance e especificidade dos dados coletados que levantam questões sobre os métodos e as fontes que o consórcio europeu utilizou para coletar seus dados
A Boeing entende que os dados vieram de sua cadeia global de fornecedores pois o documento cita até a insuspeita Spirit Aerosytems de fornecer informações. É claro que a Spirit alega não ter mínima idéia sobre como as informações foram passar nas mãos da Airbus.
Enfim, feito o estrago, o dossier da Airbus irá forçar a Boeing a re-examinar e tomar maior vigor com os acordos de confidencialidade junto à sua cadeia de fornecedores. Eis um cuidado ao se aventurar com inovação aberta.
Agora, para os olhos do público mais curioso, o documento consegue ir mais além.
No dossier há sete slides com informações rotuladas “Boeing Proprietary”. Dois (slides) são nitidamente um CTRL+C, CTRL+V de apresentações utilizadas naquela empresa.
Mas o que falar de desrespeito à PI alheia se o documento sutilmente aponta uma possível infração por parte da Boeing de uma patente da Airbus em um ponto problemático que é a junção da asa. Para quem não se lembra do post “Open Innovation na indústria aeronáutica” , a junção da asa-fuselagem rendeu alguns bons meses de atraso no programa.
Parece até uma provocação. Algo bem pensado e orientado.
Certamente, um belo trabalho de inteligência e um bom caso para advogados.
Mais informações
http://www.flightglobal.com/blogs/flightblogger/2008/12/exclusive-airbus-dreamliner-do.html
1 comment 18/12/2008


