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PI para acelerar a inovação
por Verónica Savignano
A finalidade da Propriedade Intelectual (PI) é proteger o conhecimento? Não, diz Jorge Ávila, presidente do INPI. A proteção é um meio. O fim é promover a circulação do conhecimento.
Neste vídeo do canal Allagi Open Innovation no YouTube, filmado durante o Open Innovation Seminar 2008, Ávila fala sobre o papel da PI na inovação aberta: viabilizar parcerias para acelerar a inovação. Em vez de esconder a minha descoberta até ter condições de transformá-la em algo rentável, exemplifica Ávila, posso fazer parcerias e gerar renda mais rapidamente.
1 comment 15/04/2009
A crise, a oportunidade e a inovação
por Robert Wooley
Ultimamente uma pergunta ecoa entre meus colegas do setor de patentes: A crise americana (ou mundial) vai refletir nos processos de inovação tecnológica aqui no Brasil? Há um grande temor que a crise venha desencadear a redução de investimentos em inovações tecnológicas.
Não podemos afirmar qual o setor no Brasil que será mais impactado pela crise, mas é possível prever que os mais inovadores serão os menos afetados.
Semana passada, aconteceu em São Paulo a 2° ENIFarMed destinada à troca de informações e experiências sobre os processos de inovação tecnológica nas indústrias farmacêuticas nacionais.
Diante de tal crise mundial, e dentro do próprio setor farmacêutico mundial, existe um pânico em torno de uma interrupção de lançamentos de novos medicamentos “blockbusters” e a extinção das patentes dos atuais “blockbusters”.
O cenário da indústria farmacêutica nacional é dicotômico. Muitos entendem ser o momento ideal para a consolidação da indústria Farmacêutica Brasileira no mercado mundial, com lançamentos de novos cosméticos e medicamentos a partir de nossa biodiversidade.
Para outros, o momento é desfavorável, pois o setor está engessado pelas disputas administrativas entre o INPI e ANVISA na análise e concessão de patentes de medicamentos, e o atraso nas políticas de inovações e o baixo aproveitamento do potencial intelectual de nossos mestres e doutores, e temem que o país perca o momento oportuno.
Longe das questões políticas, as indústrias nacionais estão se movendo. Iniciativas como a criação da Incrementha PD&I, centro de pesquisa independente para o desenvolvimento de tecnologias patrocinado pela BioLab Sanus e Eurofarma como estratégias de mercado; o lançamento de medicamentos com inovações incrementais pela Cristália; a inauguração de nova planta pela Libbs são exemplos de maturidade de ação.
Essas modificações refletem diretamente na busca por profissionais. Surgem vagas para profissionais que, além do conhecimento técnico na área de engenharias, biotecnologia e farmo-química, tenham expertises em Propriedade Intelectual, Pesquisa Científica e Processo de inovação aberta.
Atualmente é menos importante ter equipes de alta performance mas sem entrosamento, do que ter profissionais menos especializados tecnicamente, mas com capacidade de reunir tecnologias, captar investimentos, analisar cenários, identificar oportunidades, e, principalmente, formar redes de inovação dentro e fora da empresa.
Sendo assim, independentemente da crise e da Política, as empresas farmacêuticas estão sabendo aproveitar as oportunidades ao investir em inovação tecnológica e buscar profissionais diferenciados.
Inovar não é ter um barco para enfrentar um dilúvio, mas ter leme no barco para que, quando as águas do dilúvio baixarem, seu barco repouse em solo fértil.
1 comment 20/11/2008
INPI, Finep e Fapesp na “rota do Open Innovation”
O Open Innovation Seminar 2008 contou com um grande apoio e interesse no modelo de inovação aberta manifestados pelos órgãos públicos envolvidos com o processo de inovação. Universidades públicas, Fapesp, FINEP e INPI estão considerando o Open Innovation como um modelo relevante para o Brasil, envolvendo empresas, institutos de pesquisa, governo e fundos de investimento.
Diversas notícias publicadas nas últimas semanas têm refletido esse interesse. Segundo o INPI, o “Brasil favorece a inovação aberta”, pois o cenário nacional (legislação, incentivos fiscais, universidades de qualidade e empresas dispostas a trabalhar em parceria) é propício para a adoção de práticas de Open Innovation.
A FINEP já se considera “na rota do Open Innovation”. Como citou Eduardo Costa, Diretor de Inovação da instituição, “existe um grande volume de capital para ser investido em inovação na FINEP. Precisamos de mais programas e idéias, como as que norteiam o Open Innovation”.
Para a Fapesp, a grande contribuição do Open Innovation é a criação de “Redes Inovativas”, destacando que as agências de fomento “têm como seus principais objetivos a promoção de parceria da universidade com o setor produtivo e facilitar as atividades de propriedade intelectual da universidade”.
Tudo isso tem conseqüências muito positivas. Esses efeitos mostram que as propostas de projetos colaborativos dentro do modelo do Open Innovation estão sendo bem vistas por essas agências e que as empresas que se estruturarem nesse sentido serão bem compreendidas.
Essa é mais uma vantagem do modelo desenhado por Henry Chesbrough: ele propõe uma terminologia e definições que permitem que certos conceitos tenham o mesmo entendimento por grande parte dos agentes envolvidos (empresas, universidades e governo), viabilizando e facilitando a criação de parcerias e relacionamentos tão necessários a um processo aberto de inovação.
1 comment 06/07/2008
