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Evento: Inovação nas pequenas e médias empresas
No dia 9 de agosto, Bruno Rondani, fundador da Allagi, participará do Café de Inovação, criado pela Agência de Inovação da Unicamp (Inova). O evento consiste em um ciclo de debates, com o ideal de promover discussões em torno de assuntos relacionados à inovação tecnológica.
O tema da palestra é “Inovação nas Pequenas e Médias Empresas”, e tem como objetivo aproximar as empresas das tecnologias desenvolvidas na Unicamp, visando promover a interação entre a universidade e o mundo coorporativo.
Abaixo a programação. Para participar, basta clicar no convite e preencher a inscrição.
Serviço
Inovação nas Pequenas e Médias Empresas
4 de agosto de 2010
Auditório Ciesp – R. Padre Camargo Lacerda, 37 – Campinas – SP
Mais informações: http://www.inova.unicamp.br/
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Programa Pró-Inovação/RS
por Anna Helena Juenemann
A governadora Yeda Crusius assinou ontem os decretos que regulamentam a Lei de Inovação e o Programa Pró-Inovação/RS, anunciou o jornal Zero Hora.
O governo do Rio Grande do Sul demonstra a relevância da inovação para o Estado, promovendo a regulamentação dos principais artigos da Lei da Inovação (Lei nº 13.196, de 13/07/09), através de ações que beneficiam diretamente os setores produtivos e de pesquisa, e lançando o Programa Pró-Inovação/RS. Essas ações, que incentivam a inovação e a pesquisa científica e tecnológica em ambiente produtivo, contribuem para o desenvolvimento do Estado, a medida que ampliam as atividades da indústria e geram mais empregos. Os investimentos se destinam a empreendimentos industriais e agroindustriais e a centros de pesquisa e desenvolvimento que busquem introduzir novos processos, produtos e serviços.
A grande novidade é o Programa Pró-Inovação/RS, que visa incentivar empreendedores de empresas de base tecnológica, com alto grau de competitividade e fortes parcerias com universidades e centros de pesquisa. O programa prevê a concessão de incentivos financeiros e fiscais para empresas que invistam em inovação, desenvolvendo novas capacidades, com utilização de recursos humanos especializados. As pesquisas produzidas serão aplicadas de forma rápida e efetiva no setor, processo que deve agregar mais valor aos produtos, promovendo maior diversificação da economia gaúcha.
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Lei de inovação gaúcha
por Anna Helena Juenemann
Seguindo o exemplo de outros Estados, o Rio Grande do Sul avançou com a Lei de Inovação, não restrita a empresas tecnológicas. A lei foi sancionada pela governadora do estado no dia 13 de julho, após aprovação por unanimidade da Assembléia Legislativa, em 17 de junho. Esta lei (lei 13.196, de 13 de junho de 2009) traz regras claras para os investimentos em inovação, regulando o ambiente e a disciplina em questões como o licenciamento de pesquisadores e o uso de instalações de pesquisa.
Conforme o coordenador do Conselho de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Estado, Ricardo Felizzola, a lei incentiva um ambiente ideal a empresas inovadoras, o que exige combinar oferta de crédito, mão-de-obra qualificada e estímulo ao empreendedorismo.
A lei demonstra que o governo percebeu que ocorre geração de riqueza por meio da inovação, como ocorre no Canadá, na Coréia do Sul e na Finlândia, por exemplo, onde os governos apoiam as iniciativas de inovação.
Seguem os principais pontos da legislação a respeito de inovação e sobre como podem ser colocados em prática, conforme o Zero Hora (13 de julho de 2009, p. 14).

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Finep reduz juros de financiamento para projetos de pesquisa e inovação
por Anna Helena Juenemann
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) juntamente com o Ministério de Ciência e Tecnologia, reduziu as taxas de juros cobradas em seus empréstimos, acompanhando a recente redução da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo – de 6,25% para 6% a.a. A instituição de fomento a pesquisa e desenvolvimento tomou essa atitude, pois ela busca incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, trabalhando, portanto, com captação de recursos em fundos atrelados à TJLP a juros mais altos que os que ela oferece.
Em relação a 2008, devido à crise, houve um forte aumento do total de empresas interessadas em financiamento para a inovação, considerando que em 2008 os projetos em análise somavam R$1,6 bi, chegando em 2009 a R$3,4 bi. Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “no contexto da crise e da redução dos investimentos em capital, os empresários entendem que é o momento para acelerar investimentos em inovação”. Ele complementa expondo que o aumento da demanda por crédito em inovação pode alavancar a competitividade da indústria nacional, já que o empresariado compreendeu que pode se sair melhor em termos de produtividade da crise.
Apesar do esforço para incentivar setores nos quais o país já é líder, além de alavancar outros, a Finep sofreu cortes no seu orçamento, perdendo R$1 bi este ano, totalizando R$2,5 bi, montante igual ao de 2008.
Mais informações: Jornal Valor Econômico. 3,4 e 5 de julho de 2009. Página 2.
Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “participamos das políticas anticíclicas do governo”, já que trabalham antenados ao BNDES no que tange a Política de Desenvolvimento Produtivo, tendo estabelecido para 2009 juros a 5% a.a., fortalecendo a competitividade.
Add comment 09/07/2009
Be a Bá de Inovação Tecnológica
por Claudio Mazzola
A geração da inovação depende fundamentalmente da iniciativa das empresas e empreendedores, porém, o desconhecimento sobre os instrumentos existentes, especialmente nas micro e pequenas empresas, a falta de harmonia dos regulamentos vigentes, a dificuldade de acesso aos incentivos, bem como a carência de projetos bem formulados impedem o estímulo à inovação no país.
Assim, a partir de uma iniciativa de Joel Weisz, diretor da Protec e especialista em política e gestão de inovação tecnológica, é lançado em parceria com a CNI, SENAI e IEL o livro “Projetos de Inovação Tecnológica – Planejamento, Formulação, Avaliação, Tomada de Decisões”, o qual visa oferecer as empresas e seus profissionais uma apresentação didática das técnicas para formulação, planejamento, avaliação e tomada de decisões relativas a investimentos em inovação tecnológica.
Aproveitem e boa leitura.
2 comments 25/06/2009
Pós-graduação em inovação, venture capital e empreendedorismo
por André Saito
A FGV-SP está com inscrições abertas para a segunda turma do Post Graduate Diploma em Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo. O novo curso contribui para a crescente oferta de educação e treinamento para profissionais de inovação, uma indicação de que a área possui um corpo de conhecimento próprio e requer formação específica.
O diferencial desse programa é a integração de três áreas críticas para a inovação aberta: empreendedorismo, que trata do processo de criação de empresas; venture capital, que aborda o financiamento de negócios de alto potencial; e a inovação em si. Assim, o curso atrai desde o empreendedor em potencial até o investidor em busca de negócios inovadores, além de gestores da inovação, naturalmente.
Com um número de vagas reduzido, disciplinas que fazem parte do mestrado acadêmico e profissional da instituição, e um regime intensivo de estudos, o curso tem a proposta ambiciosa de tornar-se referência na formação de empreendedores e gestores profissionais voltados à dinâmica da inovação aberta.
Para quem tiver interesse, o site do programa tem mais informações: www.fgv.br/diplomaivce. As inscrições vão até 6/7.
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Inovação entre as MPEs é preocupação do Sebrae/RS
por Anna Helena Juenemann
O jornal Zero Hora de ontem, no caderno Dia da Indústria, informa que o Superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, anuncia que os projetos coletivos, que receberão R$30,476 milhões, dos quais 36% beneficiarão as indústrias, permanecerão em pauta. Todavia, o foco agora é criar programas estaduais de desenvolvimento, que serão permanentes, incentivando setores com maior impacto na economia mundial. Segundo o superintendente, o intuito da nova gestão é “um DNA mais forte para resistir aos processos de crise e para aumentar a competitividade das MPEs. Queremos tornar esses segmentos mais fortes”.
Os programas devem contemplar Tecnologia da Informação e Comunicação, focando no desenvolvimento de harware e software e aproveitando as oportunidades a serem geradas no pólo de alta tecnologia a ser criado em torno da Ceitec, em Porto Alegre. Também serão criados programas para o couro e o calçado, e para o segmento metalmecânico.
Além dos novos programas, a intenção é ampliar o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores já existente para fortalecer cadeias produtivas importantes para a economia gaúcha, promover rodadas de negócios que permitam a substituição de compras que no momento são realizadas fora do Estado e, entre outras ações, aumentar a presença das MPEs na cadeia de fornecedores para as embarcações e plataformas que começam a ser produzidas no Pólo Naval de Rio Grande. As novas empresas – cerca de 42 mil ao ano no Estado – também terão maior apoio, recebendo um kit “Abri Minha Empresa!E agora?”, asssim que se registrarem na Junta Comercial.
O Sebrae/RS também busca linhas de crédito específicas e facilitadas para as MPEs junto aos agentes financeiros com o argumento de que o risco é menor, pois essas empresas investem na qualificação da gestão. Contudo, não é apenas o Sebrae/RS que reúne aportes no Estado, a Finep e a Fiergs também, de modo que o Estado alcança volume recorde de recursos não reembolsáveis para projetos de inovação neste ano. O Estado receberá R$13,4 milhões a fundo perdido da Fapergs para projetos de R$100 mil a R$500 mil, com inscrições até 2 de junho pelo site www.inovapers.com.br. Os projetos de inovação financiados podem ser desenvolvidos em modelos abertos.
Add comment 26/05/2009
Entendendo o Venture Capital
por Fabiana Grieco
Na última sexta-feira (dia 21/11) André Saito, professor e vice-diretor acadêmico do GVcepe/FGV (e colaborador deste blog), proferiu uma palestra on-line sobre o funcionamento e a lógica do venture capital (VC). A palestra compôs o ciclo de chats e palestras virtuais promovidas pela Anprotec, que teve uma agenda (do dia 17 ao dia 21) participante da Semana Global do Empreendedorismo. Com temas voltados à inovação e ao movimento empreendedor brasileiro, a palestra do prof. André Saito focou a apresentação dos conceitos do Venture Capital, sua representatividade para o mercado de capitais e o ciclo de investimentos. Tópicos como o filtro de seleção dos investimentos e a expectativa dos gestores de Venture Capital também foram apontados. De forma interativa, o público da palestra pôde enviar suas perguntas que foram respondidas ao longo da apresentação. Abaixo é possível visualizar os slides que foram gentilmente cedidos pelo professor:
Add comment 24/11/2008
A crise, a oportunidade e a inovação
por Robert Wooley
Ultimamente uma pergunta ecoa entre meus colegas do setor de patentes: A crise americana (ou mundial) vai refletir nos processos de inovação tecnológica aqui no Brasil? Há um grande temor que a crise venha desencadear a redução de investimentos em inovações tecnológicas.
Não podemos afirmar qual o setor no Brasil que será mais impactado pela crise, mas é possível prever que os mais inovadores serão os menos afetados.
Semana passada, aconteceu em São Paulo a 2° ENIFarMed destinada à troca de informações e experiências sobre os processos de inovação tecnológica nas indústrias farmacêuticas nacionais.
Diante de tal crise mundial, e dentro do próprio setor farmacêutico mundial, existe um pânico em torno de uma interrupção de lançamentos de novos medicamentos “blockbusters” e a extinção das patentes dos atuais “blockbusters”.
O cenário da indústria farmacêutica nacional é dicotômico. Muitos entendem ser o momento ideal para a consolidação da indústria Farmacêutica Brasileira no mercado mundial, com lançamentos de novos cosméticos e medicamentos a partir de nossa biodiversidade.
Para outros, o momento é desfavorável, pois o setor está engessado pelas disputas administrativas entre o INPI e ANVISA na análise e concessão de patentes de medicamentos, e o atraso nas políticas de inovações e o baixo aproveitamento do potencial intelectual de nossos mestres e doutores, e temem que o país perca o momento oportuno.
Longe das questões políticas, as indústrias nacionais estão se movendo. Iniciativas como a criação da Incrementha PD&I, centro de pesquisa independente para o desenvolvimento de tecnologias patrocinado pela BioLab Sanus e Eurofarma como estratégias de mercado; o lançamento de medicamentos com inovações incrementais pela Cristália; a inauguração de nova planta pela Libbs são exemplos de maturidade de ação.
Essas modificações refletem diretamente na busca por profissionais. Surgem vagas para profissionais que, além do conhecimento técnico na área de engenharias, biotecnologia e farmo-química, tenham expertises em Propriedade Intelectual, Pesquisa Científica e Processo de inovação aberta.
Atualmente é menos importante ter equipes de alta performance mas sem entrosamento, do que ter profissionais menos especializados tecnicamente, mas com capacidade de reunir tecnologias, captar investimentos, analisar cenários, identificar oportunidades, e, principalmente, formar redes de inovação dentro e fora da empresa.
Sendo assim, independentemente da crise e da Política, as empresas farmacêuticas estão sabendo aproveitar as oportunidades ao investir em inovação tecnológica e buscar profissionais diferenciados.
Inovar não é ter um barco para enfrentar um dilúvio, mas ter leme no barco para que, quando as águas do dilúvio baixarem, seu barco repouse em solo fértil.
1 comment 20/11/2008
Inovação na China: é possível?
por Claudio Mazzola
É comum neste espaço alguns posts tratarem sobre a China. Motivos não faltam.
O post “O que realmente quer a China” cabe aqui confessar, foi uma tentativa um pouco confusa, porque pretensiosa em análise crítica, ao tentar convencer o leitor a encarar de forma mais cética toda publicidade sobre a maior nação em ascensão no mundo.
É inegável que em termos de escala, a produção científica, tecnológica e econômica chinesa bate qualquer país com menos de 1 bilhão de habitantes. Este vigor, porém, não pode ser encarado como sinônimo de um país vanguardista cujo pensamento competitivo está baseado na “destruição criativa”.
Rob Lewis em seu artigo Can open innovation save the West explica de uma forma mais clara e objetiva que embora na China exista um sistema de educação que favorece a ciência e a tecnologia, uma cultura que valorize a atividade econômica e um mercado em potencial não há nas ordens do dia uma agenda pró-inovação como, por exemplo, nos países ocidentais.
“Research and development isn’t the same as innovation but it’s terribly similar.”
Ele também ressalta que para um país estimular a inovação é necessário muito mais do que simplesmente proteger da propriedade intelectual, mas principalmente garantir o fluxo livre da informação.
Logo, tal ceticismo do post anterior quanto a importância da China “potência mundial” não provém somente da cultura generalizada em desrespeitar a propriedade intelectual alheia, mas principalmente porque há um controle excessivo do Partido no acesso e divulgação da informação. Ou seja, no primeiro caso o estado faz pouco caso. Já no segundo, atua de forma intensa. Uma contradição!
Resumindo: como o sistema político é comunista, a informação dificilmente estará “democratizada”. Assim, modelos de inovação como o open ficam praticamente inviáveis por lá.
Por outro lado,
“(…) open innovation could be the opportunity that Western economies are looking for when it comes to competing with the emerging East. It still has a way to go before it becomes standard practice here, but in countries like China, where state censorship of the internet is the norm, it’s inconceivable.
Quem sabe seja esta a pedra para os países desafiarem este Sansão asiático.
3 comments 23/10/2008


