Posts Taggedinovação aberta

Eventos sobre open innovation em 2010

por Verónica Savignano

Caros leitores, vejam alguns eventos sobre inovação aberta e temas correlatos que vão ocorrer durante 2010.

5 a 8 de janeiro de 2010. Hawaii International conference on system sciences – Minitrack:  Collaboration Systems for Open Innovation. Hawai. Mais informações: http://www.hicss.hawaii.edu/HICSS_43/apahome43.htm

25 a 27 de janeiro. CoDev2010. 9 th annual international congress on co-development and open innovation. Phoenix, Arizona Area (EUA). Organizado por The Management Roundtable e PDMA (Product Development and Management Association). Mais informações: http://events.roundtable.com/codev.

1 a 4 de fevereiro. ASAP Global Alliance Summit. Conferência sobre gestão de alianças estratégicas e colaborações. Anaheim, CA (EUA). Organizado por ASAP (Association of Strategic Alliance Professionals). Mais informações: http://www.strategic-alliances.org.

8 a 10 de fevereiro. Front End of Innovation Europe. Critical Factors for Balancing Short-term Profitability with Long-term Sustainability. Amsterdam (Países Baixos). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feieurope/home.xml.

17 e 18 de março. Breakthrough Innovation 2010. Barcelona (Espanha). Organizado por Connecting Group. Mais informações: http://www.connecting-group.com/Web/EventOverview.aspx?Identificador=8

3 a 5 de maio. Front End of Innovation USA. A New Front End of Innovation: The Era of Collaboration. Boston, MA (EUA). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feiusa

Neste ano também teremos, no Brasil, a terceira edição do Open Innovation Seminar. Na plataforma de colaboração do Centro de Open Innovation, há um forum criado para receber sugestões para a organização do evento.

4 comments 16/12/2009

Manual europeu de diretrizes para pesquisa colaborativa

por Verónica Savignano

Está online a versão 1.1 do manual de diretrizes da Responsible Partnering para boas práticas em pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento entre ICTs (Instituições Científicas e Tecnológicas) e empresas.

O manual é baseado nos resultados de eventos e outras atividades desenvolvidas pelas organizações européias a que lideram a iniciativa Responsible Partnering. Trata-se de organizações de apoio à pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica que representam setores ligados à academia (três delas) e  à indústria (apenas uma): a European University Association (EUA), European Association of Research and Technology Organizations (EARTO), a ProTon (rede de escritórios de transferência de conhecimento de instituições de ensino e pesquisa da Europa) e a European Industrial Research Management Associatio (Eirma).

A seguir, um resumo das diretrizes para empresas, ICTs e governos enumeradas no manual:

  • Desenvolver uma visão estratégica de como as atividades de pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento vão auxiliar as partes a atingir seus objetivos. Definir políticas, comunicá-las e garantir compreensão e alinhamento.
  • Alinhar, com transparência, os interesses e expectativas dos vários parceiros envolvidos.
  • Usar práticas consolidadas (não re-inventar a roda) e adotá-las como práticas-padrão (isso ajudará no desenvolvimento de colaborações duradouras).
  • Disponibilizar apoio profissional de alta qualidade para a gestão da pesquisa colaborativa e da transferência de conhecimento.
  • Desenvolver programas e ambientes de aprendizagem para que as equipes adquiram habilidades inerentes à inovação aberta: gestão de projetos, empreendedorismo, desenvolvimento de negócios, gestão da propriedade intelectual.
  • Conseguir uma gestão da propriedade intelectual eficaz, que facilite a criação de valor num contexto de inovação aberta, maximize o potencial de comercialização e incentive futuros investimentos em pesquisa.
  • Abordar a inovação de maneira interdisciplinar, incluindo a inovação no modelo de negócios, no design e organizacional.
  • Incentivar a pesquisa avançada,  a educação e treinamento de alta qualidade e  a existência de escritórios de transferência tecnológica com profissionais competentes nas instituições públicas.

Um ponto interessante citado várias vezes no documento é a afirmação de que as atividades de pesquisa colaborativa são mais produtivas dentro de ambientes relativamente estáveis, embora também dinâmicos, onde há confiança.

O manual inclui seções sobre os pontos a considerar para redigir um convênio de pesquisa colaborativa, aspectos legais da colaboração e ckecklist para aplicar as diretrizes na empresa.

Add comment 10/12/2009

Curso de Chesbrough e Vanhaverbeke sobre pesquisa em open innovation

por Verónica Savignano

Compartilho com os leitores, especialmente os que estão fazendo doutorado em temas correlatos à inovação aberta, esta informação recebida sobre um seminário para PhDs que estudam open innovation e open business models.

Trata-se de um curso de 2 dias (14 e 15 de janeiro) em Barcelona, na escola de negócios ESADE. Os organizadores são dois dos mais relevantes pesquisadores da área, os professores Henry Chesbrough (colaborador deste blog) e Wim Vanhaverbeke.

A partir da leitura dos tópicos que serão abordados (vejam abaixo, na reprodução do texto de divulgação), infiro que o curso vai fazer uma revisão do arcabouço teórico que pode embasar a pesquisa em inovação aberta, vai colocar os temas de pesquisa emergentes na academia e e vai também falar sobre recursos para a pesquisa em inovação aberta (bases de dados, por exemplo). O texto de divulgação faz menção à possibilidade de que os participantes do seminário discutam com seus pares suas pesquisas em andamento.

Vejam o texto de divulgação dos organizadores:

Seminar Open Innovation & Open Business Models

  • School: ESADE Business School
  • Date: Jan 14-15, 2010
  • Time: 09:00 h. to 13:00 h. - 14:00 h. to 18:00 h.
  • Place: ESADE Business School Address: Barcelona – Sant Cugat Campus
  • Room: To be confirmed
  • ECTS: 3
  • Fee: 660 €. Special fee for CEMS / EDAMBA
  • Language: English
  • Participants max: 25
  • Participants min: 4
  • Enrolment deadline: January 4th , 2010
  • Applications to: Ms. Olga Linares - olgamaria.linares@esade.edu
  • Contact information: Ms.Pilar Gállego - pilar.gallego@esade.edu

ESADE Business School visiting Professors Henry Chesbrough (Haas School of Management  - UC Berkeley & ESADE) and Wim Vanhaverbeke (ESADE, Vlerick Management School
and Hasselt University), are organizing a 2 day PhD seminar about Open and Collaborative Innovation at ESADE – Barcelona.
These two leading researchers in Open Innovation will deal with the latest insights in Open Innovation and explore how PhD students can successfully design and shape research in this area.
The following topics will be discussed during the workshop.
1.    What are the antecedents of Open Innovation? What are the factors leading to more Open Innovation in different industries? Under what conditions can we expect Open Innovation to yield greater performance than Closed Innovation?
2.    How does Open Innovation relate to prior innovation literature (e.g. absorptive capacity, dynamic capabilities, corporate and business level strategy, etc…)? How can Open Innovation be linked to existing innovation management models and theories of the firm? What other relevant theories that can be linked to Open Innovation? What kind of challenges can we expect when doing this? How should theories be adapted to fully explain Open Innovation?
3.    What are some of the underlying business models in Open Innovation? What are the implications of open business models for the current innovation management and strategy literature?
4.    Exploring some emerging areas in Open Innovation:
a.    How can Open Innovation be applied to SMEs in low/ medium tech industries? What are the differences with Open Innovation in high-tech industries? Should Open Innovation be managed differently in SMEs compared to large firms?
b.    Large firms are almost always MNEs. How does a multinational setting and the resultant heterogeneity of external technology resources influence the original Open Innovation framework? Can we discuss the role of resource proximity and regional innovation systems in Open Innovation?
c.    What are the advantages of Open Innovation IP models? How can Open Innovation IP models help in fostering cooperative innovation efforts between a set of firms?  What are the latest developments in the field and how do they challenge the classical view on IP-management?
d.    How can one manage the collaboration between VC backed start-ups and large firms? What are the consequences for the organization of external corporate ventures?
e.    What is the empirical evidence on Open Innovation? What are the databases that can be used for empirical research: publicly available databases, databases developed by companies or innomediaries, etc? How should one design large scale surveys to advance our understanding of Open Innovation?  How can case studies be used in Open Innovation research?
5.  What are the limits and valuable critiques of Open Innovation?
Participants will have the possibility to discuss their ongoing research in small groups and receive feedback from the faculty.

Add comment 07/12/2009

Riscos da inovação aberta

por Verónica Savignano

O artigo Open R&D and open innovation: exploring the phenomenon, dos editores convidados da edição especial da R&D Management de setembro deste ano (entre eles, Henry Chesbrough), cita um estudo realizado em 2008 com 107 empresas européias de todos os portes, em que as companhias mencionam quais são os riscos ligados a atividades de inovação aberta. Os riscos mais freqüentes apontados pelo estudo são:

  • Perda de conhecimento (48%)
  • Custos de coordenação mais altos (48%)
  • Perda de controle e maior complexidade (41%)

Longe de diminuir a importância da inovação aberta, descrita no mesmo artigo como necessária para atender as crescentes demandas por ciclos de inovação mais curtos e time to market reduzido, os autores aconselham um equilíbrio entre inovação aberta e fechada e instigam os estudiosos a continuar se esforçando para entender melhor os mecanismos do processo de inovação, dentro e fora da companhia.

Add comment 04/12/2009

Notícias, artigos, entrevistas e oportunidades de financiamento

por Verónica Savignano

Saiu a segunda edição do Boletim Inovação Aberta – newsletter bimestral do Centro de Open Innovation -Brasil.

Esta edição traz, entre outros conteúdos, a visão do diretor de Inovação e Novos Negócios da Telefonica, do diretor científico da Fapesp e do gerente de Estratégia Tecnológica da Petrobrás sobre os desafios dos projetos colaborativos de inovação. Os entrevistados apontam como os principais desafios a barreira cultural à colaboração, o bom entendimento entre as partes sobre objetivos, metodologia e expectativas e o estabelecimento de parcerias entre fornecedores e academia. Vejam as respostas completas deles.

Tem também na edição uma notícia sobre a participação do professor Henry Chesbrough no advisory board da Allagi, com palavras dele sobre a incipiente economia do conhecimento brasileira e sobre a rede de pessoas entusiasmadas com a inovação aberta que ele conheceu no Brasil. “Estamos criando uma rede de pesquisadores, executivos e formuladores de políticas públicas para traçar o percurso da open innovation no Brasil”, diz Chesbrough na notícia.

A seção Suíte de novembro descreve o caso do desenvolvimento do radar meteorológico da Omnisys e mostra como pequenas empresas brasileiras podem encontrar seus lugares nas redes mundiais de inovação aberta, apoiando-se em nossas ICTs e em nossas políticas de incentivo à inovação e fazendo parcerias com grandes empresas.

Também sobre redes mundiais de inovação é a oportunidade de financiamento destacada nesta edição do boletim. Trata-se da Chamada Oseo-Finep – um edital no mínimo interessante, que pode ser compreendido como incentivo à organização dessas redes envolvendo pequenas e médias empresas e seus parceiros.

Além disso, a newsletter traz uma cobertura geral do Open Innovation Seminar, com comentários dos organizadores, da empresa patrocinadora-participante Fosfertil e de Henry Chesbrough, e uma notícia sobre as iniciativas pró inovação da Agência USP. O coordenador do NIT da USP divide as ações em dois tipos: aquelas em que a agência responde a demandas das empresas (parcerias para co-desenvolvimento e o Portal i3 Open Innovation, recentemente lançado) e aquelas que surgem de avanços científicos e tecnológicos e do empreendedorismo dos grupos de pesquisa da universidade e da comunidade universitária como um todo (licenciamento de patentes, incubação de spin-offs e a Olimpíada USP de Inovação).

O boletim, finalmente, convida à leitura de algumas notícias sobre inovação aberta publicadas entre outubro e novembro em diversos veículos online e  dos nove artigos acadêmicos da edição especial sobre PD&I aberta do periódico R&D Management. A resenha dos artigos mostra que a open innovation está se consolidando como tema de pesquisa (aparentemente, sem participação de acadêmicos brasileiros – ainda…).

Nesta edição de novembro do Boletim Inovação Aberta, a Allagi participou com patrocínio e colaboração.

Add comment 02/12/2009

Perguntas para palestrantes do Open Innovation Seminar

por Verónica Savignano

Queria comunicar aos leitores que há vários canais abertos para que todos participem do Open Innovation Seminar com perguntas para os palestrantes:

  • Fórum no ambiente virtual de colaboração do Centro de Open Innovation – Brasil: http://openinnovationbrasil.ning.com.
  • Hashtags no formato #OIS2009Painelx (sendo x o número do painel, que consta na programação). Por exemplo, utilizem #OIS2009Painel2 para enviar  perguntas pelo Twitter para o painel “Diálogos abertos sobre Inovação e Redes Sociais”.
  • Este blog.

Estamos a apenas seis dias do início do evento! Em sua primeira edição, o Open Innovation Seminar contribuiu para a divulgação do conceito de inovação aberta, que hoje está muito mais presente nos meios de comunicação brasileiros, como pudemos acompanhar por meio deste blog. A edição de 2008 também foi fundamental no levantamento dos programas brasileiros de inovação aberta, como o da Natura, Cristália, Omnisys…Além disso, Henry Chesbrough veio pela primeira vez ao Brasil para o evento e, junto a empresas brasileiras, iniciou a criação do Centro de Open Innovation – Brasil.

Neste ano, com Chesbrough novamente entre nós, o evento oferece uma programação voltada a que os profissionais envolvidos em processos de inovação (gestores, pesquisadores, advogados etc.) discutam a implementação e gestão da inovação aberta e levem conhecimento de valor para suas organizações. A programação inclui temas como:

Gestão da inovação aberta: processos, ferramentas, métricas, parcerias e gestão da propriedade intelectual

Financiamento e incentivo público à inovação

Formação dos profissionais de inovação

Redes sociais e co-criação

Venture capital, open innovation & corporate venture

Instituições de pesquisa e desenvolvimento

E palestrantes/ debatedores de organizações como FIAT, Braskem, Wal-Mart, Buscapé, Bradesco, Rapp Collins, Chemtech – Siemens, Natura, Omnisys, Masterminds, Embrapa, Embraer, Tecnisa, Agência Click, Whirlpool, entre outros.

Aproveitem para enviar perguntas sobre qualquer um dos temas ou para qualquer um dos palestrantes (inclusive Henry Chesbrough).

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Add comment 16/10/2009

Manhã de inovação aberta na segunda-feira

Prezados,
O que é “open innovation”?
Por que este é um tema tão comentado no momento atual?
Qual é a sua importância para as empresas brasileiras?
Como esse tema está sendo trabalhado pelas empresas?
Para responder à essas e outras questões relacionadas, o G.A.I.A. está trazendo o que existe de melhor no País:
·        Bruno Rondani, reconhecido como um dos principais especialistas brasileiros em open innovation.
·        A empresa Padtec, um dos cases empresariais brasileiros mais representativos.
·        Prof.Bastiaan Reydon, diretor da Agência Inova e professor do Inst.Economia/Unicamp, que irá coordenar os debates com a platéia.
Esta edição de outubro da Manhã da Inovação acontecerá no auditório do CTI/”Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer”, instituto de pesquisas do Ministério da C&T.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do endereço: GAIA@cti.gov.br (havendo interesse em ter Certificado de participação, favor solicitar no ato da inscrição)
Cordialmente,
Marco A. Silveira
G.A.I.A./“Grupo de Apoio à Inovação e Aprendizagem em organizações e sistemas cooperativos”
MANHÃ DA INOVAÇÃO – 05/Outubro/2009
“Open Innovation em Empresas Brasileiras”
·         Data e hora: 05/Outubro/2009; das 9h00 às 12h00
·         Local: Auditório CTI (vide endereço abaixo)
·         Programação
·         8h45- Recepção aos participantes
·         9h00- Abertura
·         9h05- PALESTRA: “Open Innovation: Fundamentos e aplicação na realidade brasileira” –Bruno Rondani (Gerente de P&D da empresa Omnisys / Diretor-executivo do C

por Verónica Savignano

O pessoal do grupo GAIA do CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer) está divulgando a Manhã da inovação, evento de meio dia que será realizado no auditório do CTI, em Campinas, no dia 5 de outubro. Vejam aqui como chegar.

O tema do encontro será ”open innovation em empresas brasileiras”. O colaborador deste blog Bruno Rondani (diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil e gerente de P&D da Omnisys) fará uma introdução ao tema e, em seguida, será apresentado o caso da Padtec. Finalmente, haverá um debate com a platéia.

As inscrições, gratuitas, devem ser feitas enviando um e-mail para GAIA@cti.gov.br.

Mais informações sobre o evento:

http://www.cti.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=234:manha-da-innovacao-051009&catid=75:noticias-&Itemid=263

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Add comment 02/10/2009

OIS 2009: Métricas para inovação

por André Araujo

“Métricas para Inovação” será o tema de uma das interessantíssimas sessões de debate da edição deste ano do Open Innovation Seminar. Assunto atual e recorrente na literatura de inovação, são numerosos os relatos de casos de métricas insuficientes, de funcionamento inadequado, que não têm uso prático; em suma, não é exagero dizer que se observa que a maioria das firmas não possui métricas que possam auxiliar efetivamente na gestão da inovação. No Brasil, o cenário é ainda mais caótico: muitas empresas simplesmente não adotam métricas de inovação nos seus sistemas gerenciais.

Para ilustrar a complexidade do assunto, tomemos de início dois levantamentos realizados recentemente por grandes consultorias internacionais de gestão: o “McKinsey Global Survey Results: Assessing innovation metrics”, conduzido em outubro de 2008 e o “Measuring Innovation 2009, The need for action – A BCG Senior Management Survey”, realizado já neste ano. Enquanto o primeiro conclui que as empresas estão, de maneira geral, satisfeitas com o uso de métricas para avaliar seu portfólio de inovação, o segundo afirma, contrariamente ao primeiro, que a minoria dos executivos entrevistados se diz satisfeita com as práticas adotadas por sua empresa para medir inovação. Conclusões conflitantes que demonstram a falta de consenso mesmo entre os principais executivos, quando o assunto é métricas.

Um artigo publicado em 2006 (Innovation Management Measurement: A Review) na International Journal of Management Reviews, de autoria de Adams, Bessant e Phelps, tenta esclarecer o tema, sistematizando boa parte do que já foi estudado acerca de métricas de inovação. Os autores criam um framework, com sete dimensões, e encaixam os indicadores já propostos em cada uma destas, que são: inputs, gerenciamento de conhecimento, estratégia de inovação, cultura e estrutura organizacional, gerenciamento de portfólio, gerenciamento de projeto e comercialização.

Entretanto, sistemas de medição de inovação nas empresas freqüentemente tomam formas mais simples, o que é preferível, visto que a complexidade não favorece a compreensão por parte dos funcionários, nem a praticidade de uso no dia-a-dia da companhia. Com efeito, métricas que demandam muitos recursos para serem avaliadas provavelmente não serão tão úteis a ponto de a empresa se permitir despender todo este esforço. Talvez um dos poucos consensos em se tratando de métricas seja que estas devem ser simples, fáceis de disseminar pela empresa.

Desta forma, um esquema comumente utilizado compreende três categorias de métricas de inovação: input, processos e output. A lógica desta divisão é a de medir recursos alocados para atividades de inovação, a eficácia dos processos inovativos e os resultados que daí decorrem. Se a firma previr recursos escassos para inovação, estará fadada a colher resultados pouco expressivos, o que também ocorrerá se seus processos não funcionarem adequadamente. Ou seja, este framework simples prevê indicadores que permitem avaliar, de forma geral, os fatores necessários para o bom funcionamento do processo de inovação e os resultados gerados como conseqüência.

Há muitas outras opções de frameworks que podem ser utilizados. Um que não se pode deixar de citar é o Balanced Scorecard, que, apesar de não ser focado em inovação também prevê indicadores que avaliam o desempenho destas iniciativas da empresa, alinhando-se à estratégia da firma.

O desafio converge não para saber qual framework é melhor, mas para investigar qual é mais apropriado para cada empresa. Companhias com atuações bastante distintas provavelmente apresentarão variações significativas de um bom sistema de métricas. Da mesma forma, esquemas personalizados para cada empresa serão certamente mais eficientes que a simples replicação de alguma metodologia, por levar em conta as particularidades do ambiente que se está analisando.

Interessante na sessão que ocorrerá no Open Innovation Seminar será observar como empresas inovadoras estão lidando com métricas, quais avanços foram observados. Quais frameworks são utilizados? Constataram-se resultados práticos interessantes com a implementação das métricas? As métricas são efetivamente utilizadas para alinhar incentivos e compensações a elas? Houve extensa comunicação para a empresa das métricas adotadas? Essas e outras perguntas serão interessantes para o debate.

Add comment 29/09/2009

Licenciamento: o conhecimento flui e a empresa ganha dinheiro

por Verónica Savignano

Estou tão acostumada a ver a IBM associada à inovação aberta em eventos e reportagens que quase não chamou a minha atenção o título da entrevista publicada no portal japonês Tech-On!: “Only Open, Evolving Companies will Survive” John E Kelly III, IBM.

Mas decidi encarar a leitura, me perguntando o que significaria esse “open” no contexto da entrevista, pois há muitas maneiras de ser open e de fazer open innovation.

Lembrei do ecossistema de inovação criado em 2005 pela IBM e parceiros para desenvolver novas tecnologias de chips com empresas como Sony e Toshiba, dividindo os altos investimentos e tentando encurtar os ciclos de desenvolvimento de produto mediante a união de competências.

Mas, na entrevista do portal japonês, fala-se, sobretudo, sobre a estratégia de propriedade intelectual da IBM, uma estratégia aberta na qual se opta por compartilhar, via licenciamento de patentes, o conhecimento gerado e, assim, extrair valor dos investimentos em P&D realizados pela companhia. (Investimentos da ordem dos 6 bilhões de dólares por ano, o que representa, segundo Kelly, mais do que investem todos os concorrentes da IBM juntos). Vejam estas palavras de Kelly:

“If IBM were a closed company, it might be possible to leverage our huge portfolio of 40,000 patents to force all the other companies to stop business. That isn’t our strategy, though. Our strategy is to license technology, receive US$1 billion a year in patent licensing fees, and spend US$6 billion a year on R&D. We don’t recover our investment entirely through licensing, and we have no intention of stifling innovation”.

Vale destacar que o licenciamento de patentes não é norma na IBM. Cada caso é um caso. Em campos como medicina ou educação, a empresa abre mão dos seus direitos de propriedade intelectual, segundo Kelly.

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Add comment 15/09/2009

Inovação aberta, sociedades fechadas (chamada de artigos)

por Verónica Savignano

Caros leitores, tem mais uma revista acadêmica lançando uma edição especial sobre inovação aberta. O periódico é o International Journal of Innovation and Sustainable Development  (IJISD). O nome da edição, “Open Innovation, Closed Societies”.

Contradição entre a visão de OI e a realidade das fronteiras sociais
Algumas perguntas das ciencias sociais
qual o impacto das fronteiras político, econômico, legal, educacional, científico em projetos de OI nacionais e transnacionais?
Quais as dimensões éticas da OI na inovação aberta transnacional?
formas de oi internacional e estratégias da literatura e de estudos de caso
oportunidades oferecidas pela OI para um acesso mais equilibrado a recursos, competencia e mercados
Quais sao as fronteiras que as estratégias de OI devem atravessar dentro dos países? Em quais esferas da sociedade funciona e não funciona a inovação aberta? Projetos de OI não se alicam a determinados formas de organizqação, grupos profissionais,idades etc?

A edição pretende explorar a relação da inovação aberta com as várias fronteiras sociais (geográficas, políticas, econômicas, educacionais, etárias, de gênero, de segmento etc).

Alguns assunto de interesse citados na chamada:
  • Cross-industry OI
  • Cross-border OI
  • International and intranational OI
  • OI beyond economy
  • OI and age
  • OI and gender
  • OI and social structure
  • OI and organisational boundaries
  • OI and business process outsourcing
  • OI and ethics

Texto da chamada: http://www.inderscience.com/browse/callpaper.php?callID=1227

Prazo para submissão dos artigos: 30 de setembro.

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4 comments 24/08/2009

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Open Innovation Seminar 2010 – Participe!

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reúne pessoas interessadas em trocar idéias sobre open innovation no Brasil. Comente, indique, cite e participe! Contato: claudio.mazolla@allagi.com.br

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