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Instrumentos de apoio à inovação

por Verónica Savignano

Será que podemos reclamar de falta de incentivos à inovação no Brasil?

Eu diria que, no cenário atual,  o Brasil conta com uma série de programas para a inovação que, em conjunto, oferecem um leque interessante de possibilidades de financiamento para empresas de todos os tipos que querem viabilizar projetos de inovação.

Apesar de cada vez mais conhecidas, essas políticas públicas ainda não fazem parte das opções de boa parte dos gestores de inovação. Siglas como PIPE, PITE, PRIME, PAPPE, por exemplo, designam programas públicos de apoio à inovação que vale a pena conhecer para aproveitar.

No dia 23 de outubro, no Open Innovation Seminar, representantes de agências governamentais vão apresentar seus instrumentos de apoio à inovação. O professor Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da Fapesp) e Eduardo Moreira da Costa (Finep) já confirmaram presença nessa Sessão Especial sobre Políticas Públicas. Outro participante confirmado é o professor Carlos Américo Pacheco que, representando o Conselho Superior de Tecnologia e Competitividade da Fiesp, vai apresentar uma avaliação das políticas públicas brasileiras de incentivo à inovação.

Lembrando: as inscrições para o evento, que é realizado pelo Centro de Open Innovation Brasil, com patrocínio oficial e colaboração da Allagi, estão abertas no site.
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Add comment 20/08/2009

Finep reduz juros de financiamento para projetos de pesquisa e inovação

por Anna Helena Juenemann

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) juntamente com o Ministério de Ciência e Tecnologia, reduziu as taxas de juros cobradas em seus empréstimos, acompanhando a recente redução da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo – de 6,25% para 6% a.a. A instituição de fomento a pesquisa e desenvolvimento tomou essa atitude, pois ela busca incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, trabalhando, portanto, com captação de recursos em fundos atrelados à TJLP a juros mais altos que os que ela oferece.

Em relação a 2008, devido à crise, houve um forte aumento do total de empresas interessadas em financiamento para a inovação, considerando que em 2008 os projetos em análise somavam R$1,6 bi, chegando em 2009 a R$3,4 bi. Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “no contexto da crise e da redução dos investimentos em capital, os empresários entendem que é o momento para acelerar investimentos em inovação”. Ele complementa expondo que o aumento da demanda por crédito em inovação pode alavancar a competitividade da indústria nacional, já que o empresariado compreendeu que pode se sair melhor em termos de produtividade da crise.

Apesar do esforço para incentivar setores nos quais o país já é líder, além de alavancar outros, a Finep sofreu cortes no seu orçamento, perdendo R$1 bi este ano, totalizando R$2,5 bi, montante igual ao de 2008.

Mais informações: Jornal Valor Econômico. 3,4 e 5 de julho de 2009. Página 2.

Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “participamos das políticas anticíclicas do governo”, já que trabalham antenados ao BNDES no que tange a Política de Desenvolvimento Produtivo, tendo estabelecido para 2009 juros a 5% a.a., fortalecendo a competitividade.

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Add comment 09/07/2009

INPI, Finep e Fapesp na “rota do Open Innovation”

O Open Innovation Seminar 2008 contou com um grande apoio e interesse no modelo de inovação aberta manifestados pelos órgãos públicos envolvidos com o processo de inovação. Universidades públicas,  Fapesp, FINEP e INPI estão considerando o Open Innovation como um modelo relevante para o Brasil, envolvendo empresas, institutos de pesquisa, governo e fundos de investimento.

Diversas notícias publicadas nas últimas semanas têm refletido esse interesse. Segundo o INPI, o “Brasil favorece a inovação aberta”, pois o cenário nacional (legislação, incentivos fiscais, universidades de qualidade e empresas dispostas a trabalhar em parceria) é propício para a adoção de práticas de Open Innovation.

A FINEP já se considera “na rota do Open Innovation”. Como citou Eduardo Costa, Diretor de Inovação da instituição, “existe um grande volume de capital para ser investido em inovação na FINEP. Precisamos de mais programas e idéias, como as que norteiam o Open Innovation”.

Para a Fapesp, a grande contribuição do Open Innovation é a criação de “Redes Inovativas”, destacando que as agências de fomento “têm como seus principais objetivos a promoção de parceria da universidade com o setor produtivo e facilitar as atividades de propriedade intelectual da universidade”.

Tudo isso tem conseqüências muito positivas. Esses efeitos mostram que as propostas de projetos colaborativos dentro do modelo do Open Innovation estão sendo bem vistas por essas agências e que as empresas que se estruturarem nesse sentido serão bem compreendidas.

Essa é mais uma vantagem do modelo desenhado por Henry Chesbrough: ele propõe uma terminologia e definições que permitem que certos conceitos tenham o mesmo entendimento por grande parte dos agentes envolvidos (empresas, universidades e governo), viabilizando e facilitando a criação de parcerias e relacionamentos tão necessários a um processo aberto de inovação.

1 comment 06/07/2008


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Allagi é uma consultoria especializada em Open Innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

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