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Manhã de inovação aberta na segunda-feira
por Verónica Savignano
O pessoal do grupo GAIA do CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer) está divulgando a Manhã da inovação, evento de meio dia que será realizado no auditório do CTI, em Campinas, no dia 5 de outubro. Vejam aqui como chegar.
O tema do encontro será ”open innovation em empresas brasileiras”. O colaborador deste blog Bruno Rondani (diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil e gerente de P&D da Omnisys) fará uma introdução ao tema e, em seguida, será apresentado o caso da Padtec. Finalmente, haverá um debate com a platéia.
As inscrições, gratuitas, devem ser feitas enviando um e-mail para GAIA@cti.gov.br.
Mais informações sobre o evento:
Add comment 02/10/2009
Henry Chesbrough e Eric Von Hippel participam de congresso espanhol sobre Inovação Aberta
por Fabiana Grieco
Na semana passada (dias 22 e 23 de outubro), ocorreu o Business Global Conference+i (BGC+i), em Bilbao, Espanha. Promovido e organizado pela Sociedad para la Promoción y Reconversión Industrial (SPRI), Asociación de Empresas de Electrónica, Tecnologías de la Información y Telecomunicaciones de España (AETIC), Asociación Cluster de Telecomunicaciones (GAIA) e PMP, o evento é reconhecido por abrir espaço para tratar temas de inovação, tecnologia e conhecimento. Em sua sétima edição, o tema do congresso foi “Innovación abierta: la suma de las ideas”.
O evento contou com mais de 700 participantes que foram conferir a apresentação de atrações nacionais e internacionais sobre inovação aberta. Podemos destacar a participação de Henry Chesbrough, diretor executivo e professor do Centro de Open Innovation da Haas School of Business de Berkeley, e de Eric Von Hippel, diretor e professor do Grupo de Inovação e Empreendedorismo da MIT Sloan School of Management.
Chesbrough proferiu a palestra de abertura do evento com uma apresentação sobre Open Innovation focada nos fundamentos da inovação aberta para as empresas, a mobilidade dos profissionais que integram as organizações e a necessidade dos produtos e serviços chegarem ao mercado com maior rapidez. Já Eric Von Hippel chamou a atenção para o fato dos usuários serem cada vez mais capazes de desenvolver seus próprios produtos e serviços novos, por meio das melhorias tecnológicas da informática e comunicações. A abordagem da palestra esteve focada na tendência de democratização da inovação, conhecida como User Innovation.
Além do reconhecimento do público que esteve no evento, a apresentação da Open Innovation chamou a atenção da mídia. O jornal El Mundo publicou no dia 23/10 uma entrevista com Henry Chesbrough, da qual tomo a liberdade de transcrever alguns trechos interessantes em português:
El Mundo: As empresas já sofreram a parte mais traumática da crise?
Chesbrough: Pode ser que tenham passado o pior no que diz respeito às cotações da bolsa, mas acredito que a recessão de seus negócios pode demorar ainda mais um ou dois anos.
El Mundo: Então este é o momento adequado para se atrever a apostar forte na inovação?
Chesbrough: É o momento para experimentar maneiras de crescer, mas sem dedicar importantes recursos antes que se tenha demonstrado sua efetividade.
El Mundo: Com base no panorama, deve se reinventar o conceito de inovação com o fim de se adaptar às características do mercado?
Chesbrough: Acredito que sim. Mas é a empresa que realiza o investimento em inovação, e por isso é quem corre os riscos e decide. No conceito de inovação aberta, pela qual já advogo, pode se aplicar tecnologias de fora da empresa para reduzir o custo, o risco e compartilhar os benefícios com outros.
El Mundo: Como se pode pôr em prática seu conceito de inovação aberta na conjuntura atual?
Chesbrough: Uma forma de fazer isso nas empresas que gozam de uma importante atividade de P&D é utilizar os excedentes deste recurso para empregá-los em outras empresas ou atividades exteriores. Há empresas que foram capazes de investir no exterior uns 20% ou 30% de seus fundos de P&D, e creio que é melhor aplicar esta porcentagem deste modo do que reduzindo o gasto em P&D em 20% ou 30%.
El Mundo: Até que ponto a globalização do mercado limita as empresas na hora de inovar?
Chesbrough: Acredito que a globalização tem diversos efeitos. Um deles é que intensifica a concorrência; outro, que amplia o mercado potencial do qual a empresa pode ser fornecedora. E uma terceira oportunidade é que facilita mais colaboração dentro do processo de inovação. A globalização tem seus benefícios e seus riscos, mas eu pessoalmente creio que a balança se inclina em direção ao lado dos benefícios.
1 comment 30/10/2008
