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Inovação aberta, de web2.0 até empreendedorismo corporativo
por Verónica Savignano
Cunhado pelo professor Henry Chesbrough em 2003, o conceito de open innovation hoje é de todos. Neste blog gostamos de acompanhar como a idéia da inovação aberta vai ganhando espaços e como diversos grupos se apropriam dela e imprimem variadas nuances.
Alguns gostam de bater na tecla da tríade universidade-empresa-governo para viabilizar o desenvolvimento de novas tecnologias. Outros focam na inovação desenvolvida junto ao usuário, colhendo e gerenciando seu feedback para melhorar produtos existentes ou criar novos. Para outros, open innovation é sinônimo daqueles portais de seekers and solvers – os marketplaces da inovação, ou de outras ferramentas de colaboração, geralmente classificadas dentro da idéia de web 2.0.
Muitos falam da sua experiências com a inovação aberta no desenvolvimento e aprimoramento de produtos e serviços junto aos seus fornecedores. E tem ainda um grupo menor que prefere focar na relação do empreendedorismo com o venture capital.
Todas as vertentes estão presentes nesta apresentação do Bruno Rondani sobre open innovation que recebi nestes dias. Vejam:
Add comment 28/08/2009
Inscrições para curso sobre open innovation no PECE-USP
por Verónica Savignano
Estão abertas até 24 de julho as inscrições para a segunda turma do curso de treinamento “Criação de programas de inovação: Open Innovation”, oferecido pelo PECE/USP.
O curso está dividido em nove módulos em que se abordarão temas do contexto de inovação aberta, como definições de P,D&I, como o Sistema Nacional de Inovação, Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva, Licenciamento de Tecnologia, Propriedade Intelectual, Empreendedorismo e Venture Capital. O tema open innovation deve permear todos esses tópicos.
Os cursos do PECE costumam oferecer um conhecimento bastante prático aos seus alunos. Nesse contexto, este curso visa, na sua segunda edição, passar a experiência dos seus instrutores no aproveitamento de oportunidades de financiamento à inovação existentes no sistema brasileiro de inovação, sem abrir mão, porém, dos fundamentos teóricos da primeira versão do curso.
Outra novidade com relação à primeira edição é que agora o curso está inserido no MBA de Gestão de Desenvolvimento de Produtos do PECE como disciplina eletiva.
Mais informações, no site do curso.
Add comment 01/07/2009
Pós-graduação em inovação, venture capital e empreendedorismo
por André Saito
A FGV-SP está com inscrições abertas para a segunda turma do Post Graduate Diploma em Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo. O novo curso contribui para a crescente oferta de educação e treinamento para profissionais de inovação, uma indicação de que a área possui um corpo de conhecimento próprio e requer formação específica.
O diferencial desse programa é a integração de três áreas críticas para a inovação aberta: empreendedorismo, que trata do processo de criação de empresas; venture capital, que aborda o financiamento de negócios de alto potencial; e a inovação em si. Assim, o curso atrai desde o empreendedor em potencial até o investidor em busca de negócios inovadores, além de gestores da inovação, naturalmente.
Com um número de vagas reduzido, disciplinas que fazem parte do mestrado acadêmico e profissional da instituição, e um regime intensivo de estudos, o curso tem a proposta ambiciosa de tornar-se referência na formação de empreendedores e gestores profissionais voltados à dinâmica da inovação aberta.
Para quem tiver interesse, o site do programa tem mais informações: www.fgv.br/diplomaivce. As inscrições vão até 6/7.
Add comment 24/06/2009
Efeitos da crise na indústria de Venture Capital
por Rafael Levy
A National Venture Capital Association (NVCA) dos Estados Unidos divulgou os dados sobre as saídas de fundos de Venture Capital das startups em 2008.
A crise financeira teve um grande impacto principalmente nas saídas dos fundos através de IPOs. O segundo trimestre do ano foi o primeiro desde 1978 em que não houve nenhuma abertura de capital de empresas financiadas por Venture Capital, tendo havido apenas mais um IPO desde então.
Com o fim dos IPOs (as previsões da maioria do VCs é de que essa janela só volte a abrir depois de 2010), a alternativa restante para os fundos e para as startups são as saídas através de M&A (Mergers & Acquisitions), que apesar de terem também diminuído em 2008, ainda continuam em um patamar relevante.
Dessa forma, a situação é propícia para uma intensificação das relações entre as grandes empresas e as empresas nascentes, criando ainda mais oportunidades para as corporações buscarem fontes externas de inovação criadas pelo empreendedorismo.
Outro dado interessante é que, segundo as previsões das maioria dos fundos americanos, os investimentos em Clean Tech deverão aumentar. As áreas de Biotecnologia e Equipamentos Médicos deverão permanecer com investimentos estáveis, enquanto que as empresas de Internet, Software, Wireless, Mídia e Semicondutores devem enfrentar dificuldades para levantar recursos.


1 comment 13/01/2009
Uma Torre de Babel da inovação
por Verónica Savignano
Hoje quero indicar para vocês a leitura de mais um texto sobre políticas públicas e Open Innovation. Trata-se do relatório da Vision Era.Net intitulado Policies for Open Innovation: Theory, Framework and Cases. O estudo, realizado por pesquisadores dos Países Baixos, Bélgica (Flandres) e Estônia, com a participação de Henry Chesbrough, indagou a presença de políticas públicas para Open Innovation nesses países.
Antes de começar, curtam esta bela paisagem dos Países Baixos
Vamos agora aos resultados do estudo!
Nesses países, estão muito presentes as políticas para:
- incentivar o financiamento de pesquisa e tecnologia
- estimular a interação, de modo geral, e os clusters regionais, mais particularmente
- garantir o acesso ao financiamento para empreendedores
- difundir de maneira organizada o conhecimento científico
- estimular a concorrência
Estão razoavelmente presentes as políticas para:
- estimular a ação de intermediários, por exemplo, para gerenciar as redes de colaboração e a propriedade intelectual
- incentivar a criação e sobrevivência de novos empreendimentos, que dinamizam a economia e desafiam as empresas consolidadas a inovar mais
- oferecer financiamento à pesquisa, abundante e distribuído de acordo com critérios de excelência
- incentivar a educação em todos os níveis
- flexibilizar o mercado de trabalho em prol da mobilidade do trabalhador
Pouco presentes, as políticas para:
- apoiar sistemas de propriedade intelectual de alta qualidade
- desenvolver ambientes interativos, com informação e assessoria sobre colaboração, networking, empreendedorismo e gestão da propriedade intelectual
- educar para o empreendedorismo
- avaliar a distribuição do dinheiro público para pesquisa
- permitir a migração de trabalhadores, que deve ser vista como oportunidade em vez de ameaça
Nada ou quase nada presentes, as políticas para…
- incentivar standards industriais
- incentivar “user innovation“, considerando que os usuários são agentes de P&D muito mal representados nas estatísticas
- intensificar os mercados de tecnologia, criando, por exemplo, sistemas para cotar e licenciar a propriedade intelectual e para visualizar a oferta e a demanda
- estimular o empreendedorismo corporativo
Vale destacar para os nossos leitores acadêmicos que estudam estes temas que os autores do texto dão as seguintes sugestões para continuar a pesquisa por eles iniciada:
- pesquisas similares em outros países (why not Brazil!)
- estudos mais quantitativos, comparando quanto dinheiro é investido em cada linha de política pública
- estudos sobre a relação entre a globalização e a otimização da elaboração de políticas públicas: quais podem ser oferecidas pelas nações, quais em nível internacional, quais numa combinação de ambos os níveis
O relatório finaliza concluindo que Open Innovation pede adaptações das políticas públicas em um leque de áreas, que vão muito além da tradicional P&D, como mercado de trabalho e educação. Os autores advertem que é essencial identificar estruturas efetivas que permitam governar e integrar todas essas políticas para o desenvolvimento de Open Innovation.
Tomara que tal difícil missão não acabe como a Torre de Babel, representada nesta obra do artista flamengo Pieter Bruegel the Elder…
1 comment 28/11/2008
Entendendo o Venture Capital
por Fabiana Grieco
Na última sexta-feira (dia 21/11) André Saito, professor e vice-diretor acadêmico do GVcepe/FGV (e colaborador deste blog), proferiu uma palestra on-line sobre o funcionamento e a lógica do venture capital (VC). A palestra compôs o ciclo de chats e palestras virtuais promovidas pela Anprotec, que teve uma agenda (do dia 17 ao dia 21) participante da Semana Global do Empreendedorismo. Com temas voltados à inovação e ao movimento empreendedor brasileiro, a palestra do prof. André Saito focou a apresentação dos conceitos do Venture Capital, sua representatividade para o mercado de capitais e o ciclo de investimentos. Tópicos como o filtro de seleção dos investimentos e a expectativa dos gestores de Venture Capital também foram apontados. De forma interativa, o público da palestra pôde enviar suas perguntas que foram respondidas ao longo da apresentação. Abaixo é possível visualizar os slides que foram gentilmente cedidos pelo professor:
Add comment 24/11/2008
Palestra sobre Open Innovation na Inovatec
por Fabiana Grieco
Na última quarta-feira (dia 01/10) ocorreu a palestra sobre Open Innovation na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Inovatec). Com a realização da Minasplan e o apoio oficial do governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), a quarta edição do evento reservou espaço para o debate sobre Inovação Aberta com a palestra proferida por Bruno Rondani.
Dentre os tópicos abordados, chamou a atenção dos participantes o case da Xerox e a relação apresentada entre o P&D e o empreendedorismo corporativo. O link do material apresentado segue abaixo:
Open Innovation: Fontes de Inovação, Fontes de Financiamento, Caminhos para a Comercialização
A apresentação suscitou uma interessante discussão entre os participantes. O foco do debate foi como o paradigma de Inovação Aberta pode ser importante para o Brasil, sendo que o cenário para a inovação é tão distinto nos Estados Unidos. No Brasil ainda são poucas as empresas que possuem grandes laboratórios de P&D corporativo e a principal fonte de inovação é a aquisição de tecnologia externa.
Add comment 02/10/2008
Começa hoje o XVIII Seminário da Anprotec
por Fabiana Grieco
Open Innovation será abordada sob a perspectiva das Redes de Conhecimento e o Papel do Empreendedor
Começa hoje o maior evento da América Latina no setor de incubação, que abrange o XVIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o XVI Workshop Anprotec. Está programado para esta tarde o painel “Aumentando a competitividade das empresas inovadoras: o papel das redes de conhecimento”, no qual Bruno Rondani participará como palestrante para tratar a questão da Open Innovation sob a perspectiva das Redes de Conhecimento e o Papel do Empreendedor. Ainda hoje, André Saito apresenta o minicurso “Energia para o seu negócio: entendendo o venture capital”. Com o tema central “Empreendedorismo: A Energia para o Brasil Inovador”, a iniciativa visa discutir a importância do empreendedorismo para a geração de inovação no país. Até sexta-feira, dia 26 de setembro, o evento oferecerá rica programação que contempla 9 minicursos, 2 workshops simultâneos, 9 sessões plenárias, entre outras atividades.
Add comment 22/09/2008
Empreendedorismo e Intermediários da Inovação
por Rafael Levy
Nesta semana ocorre na Haas School of Business, na Universidade da Califórnia – Berkeley, a segunda edição do programa “Open Innovation and Corporate Entrepreneurship”, coordenado pelos professores e especialistas em inovação e empreendedorismo Henry Chesbrough, Jerry Engel e David Charron.
O objetivo do programa é apresentar e discutir com executivos como o empreendedorismo corporativo pode ser associado ao modelo de inovação aberta (Open Innovation) para viabilizar a inovação nas empresas. Coloco aqui algumas informações interessantes sobre os resultados das recentes pesquisas sobre inovação aberta realizadas em Berkeley.
Como Henry Chesbrough demonstrou em seu livro Open Innovation, um novo ecossistema para a inovação vem emergindo em diversos setores da economia, resultado de uma divisão do trabalho no processo de inovação. Nesse novo ambiente, o processo de surgimento de uma idéia até a sua introdução no mercado não ocorre mais dentro de uma mesma empresa, mas passa por diferentes agentes durante este processo.
Com essa mudança no processo de inovação, vários novos tipos de agentes vêm surgindo, como os intermediários da inovação, dos quais o caso mais conhecido é o da empresa Innocentive.
A Innocentive originou-se de um projeto da empresa Eli Lilly, que visava procurar soluções externas para problemas internos da empresa. Hoje, a Innocentive possui um portal, ou marketplace, na Internet onde empresas que buscam soluções para seus problemas (seekers) os publicam de forma anônima oferecendo prêmios pela solução. Potenciais solucionadores (solvers) podem tentar resolver o problema e se candidatar ao prêmio. Os solvers devem ceder toda a propriedade intelectual para os seekers ao se candidatar ao prêmio. Dessa forma, com essa máquina funcionando, bastaria aos seekers formularem bem seus problemas que a “sabedoria das multidões” da rede da Innocentive traria os resultados, sem que tenham que correr os riscos de investir e desenvolver a solução internamente.
Desde os primeiros problemas propostos pela Eli Lilly para a Innocentive, a metodologia parecia funcionar bem: a maioria dos problemas propostos foi resolvida com sucesso. O cliente ficou satisfeito e novos desafios foram propostos à rede da Innocentive. Entretanto, o número de problemas propostos pelos clientes não cresceu conforme seria o esperado, mesmo com os bons resultados obtidos anteriormente.
Ou seja, apesar da multiplicação do número de intermediários da inovação (que seguiram a Innocentive nesse mercado, com modelos mais ou menos diferentes), esse mercado ainda não cresceu conforme o esperado.
Para entender os motivos desse baixo crescimento a Haas School of Business fez um levantamento informal com algumas empresas e intermediários que se baseiam nesta comercialização de idéias.
Apesar de ainda inconclusivos e preliminares, os resultados parecem mostrar que foram poucas as soluções comercializadas que realmente foram implementadas e levadas até o mercado, produzindo resultados. Porém, o ponto positivo que a pesquisa parece indicar é que quando a empresa tem uma pessoa (um champion) dedicada a promover e defender a solução, a inovação tem uma chance muito maior de ser bem sucedida.
Acredito que o principal ponto de aprendizado dessa pesquisa é que a simples comercialização de idéias ou soluções não pode prover uma inovação plug-and-play para as empresas. O que a pesquisa de Berkeley mostrou é que estas soluções precisam de um agente disposto a desenvolvê-las e levá-las ao mercado. Aqui ressaltamos a importância da figura do empreendedor, esteja ele localizado dentro de uma grande empresa ou “sozinho” em uma start-up.
A meu ver, a comercialização destas idéias “avulsas”, sem personalidade, sem alguém que as abrace, não é suficiente para cruzar o vale entre a idéia/solução/tecnologia e a criação de valor para o mercado, mas apenas com a figura do empreendedor este desafio da inovação pode ser vencido.
Add comment 18/09/2008
Pequenas empresas investem mais em P&D
1 comment 19/06/2008
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