Posts Taggedcrowdsourcing

Fiat Mio, Tecnisa e Agência Click no Open Innovation Seminar

por Verónica Savignano

Projeto Fiat Mio e Projeto Open innovation Tecnisa
Participantes:
Abel Reis, Presidente e COO da AgênciaClick
João Batista Ciaco, Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat
Romeo Busarello, Diretor de Marketing da Tecnisa Engenharia

Co-criação e Redes de usuários é o tema que vai reunir

  • o diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat,  João Batista Ciaco;
  • o diretor de Marketing da Tecnisa Engenharia,  Romeo Busarello, e
  • Abel Reis, Presidente e COO da AgênciaClick

no Open Innovation Seminar no dia 23 de outubro.

Imagino que a sessão vai gerar muitíssimas perguntas do público. Eu mesma estou curiosa por saber mais sobre, por exemplo:

  • Propriedade intelectual. Como todos já sabem, a Fiat lançou uma plataforma para coletar idéias sobre como deve ser o carro do futuro, o Fiat MIO. Essas idéias ficam publicadas no site do Fiat MIO, sob a licença Creative Commons. Como funciona a aplicação da licença sobre essas idéias? De modo geral, como lidar com propriedade intelectual em projetos de crowdsourcing?
  • Como as empresas podem se beneficiar do uso de novas mídias e mídias sociais para desenvolver inovações nos produtos e ter melhores resultados de marketing? São muitas as empresas que hoje estão presentes em blogs, Orkut, Twitter, Facebook etc. Mas quais são os resultados das mais bem-sucedidas? E como chegaram lá? A construtora Tecnisa e a Agência Click têm vários cases para contar. Tecnisa é dona do primeiro blog corporativo do mercado imobiliário, aproveita as novas mídias para estar em contato com clientes e funcionários e tem tido experiências positivas de crowdsourcing. A Agência Click é responsável pela comunicação digital de, entre outras, a Fiat, e promove eventos de crowdsourcing em marketing, como o recente Laboratório de Open Source Branding, na Campus Party.

Convido os nossos leitores a participarem desta sessão desde já colocando perguntas para os apresentadores. Prometo repassá-las para os palestrantes.

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3 comments 08/09/2009

Innovation Challenge Brasil

por Fabiano Armellini

O Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, em parceria com a Idea Crossing, traz ao Brasil o Innovation Challenge que tem o objetivo de criar soluções inovadoras para problemas de grandes empresas. Esta é a primeira vez que a competição acontece fora dos Estados Unidos.

A PepsiCo e a Bunge serão as patrocinadoras da edição brasileira. As empresas vão desenvolver uma pergunta que envolva a gestão do negócio e que fomente a criatividade dos grupos na busca por soluções inovadoras. O Innovation Challenge envolve duas etapas: a online e a final. Os grupos inscritos participarão de uma conference call com executivos das duas empresas, em que o objetivo será esclarecer dúvidas e obter informações para desenvolver a proposta de inovação.

Esse tipo de desafio estimula a geração de idéias por fontes externas às empresas, e se trata de uma excelente oportunidade para alunos de pós-graduação ou MBA exercitarem sua capacidade criativa em desafios reais propostos por empresas atuantes.

Os estudantes interessados em participar devem montar grupos de três a cinco alunos que estudem na mesma instituição de ensino e que estejam cursando pós-graduação ou MBA. As inscrições devem ser feitas pelo site www.brazil.innovationchallenge.com, e vão até 22 de agosto.

Mais detalhes pelo telefone (11) 4504-2400, por email (innovation@insper.org.br) ou no site www.brazil.innovationchallenge.com.

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Add comment 27/06/2009

Colaboração na prática

por Anna Helena Juenemann

Notícias publicadas na web na semana passada sobre colaboração em empresas e crowdsourcing para resolver problemas de bairros e cidades.

Defining Common Collaboration Tensions (blog da Harvard Business Publishing, 06/05/2009)

A colaboração, palavra definida de forma vaga por 70% dos CEOs que acreditam que ela é crucial para seus negócios, foi muito utilizada até a recessão como sinônimo de progresso, já que foi compreendida como a união de pessoas que trabalham de forma coordenada para atingir objetivos comuns. Há, porém, diferentes escalas na curva de colaboração, considerando que quanto mais interações e pessoas unidas há em um ambiente cuidadosamente criado, melhores são os índices de performance. As diferentes escalas da curva são divididas em transactional versus relational collaboration; loosely versus tightly coupled e static versus dynamic, definidas ao longo do texto da Harvard Business Publishing. Esta situação leva à questão de definição do tipo de escala de colaboração que gerará as curvas de colaboração. Pretende-se assim descobrir se as pessoas e instituições posicionam-se melhor através do trabalho conjunto com relações flexíveis e duradouras, em que a performance coletiva rapidamente aumenta e novos conhecimentos se acumulam no tempo. 

Dutch FixMyStreet Goes Live! (blog Open Innovators, 26/04/2009)

Apesar de a colaboração ter um signifcado amplo, ela tem funcionado na prática, a exemplo do Verbeterdebuurt.nl, lançado no dia 25 de abril na Holanda, na busca da participação dos cidadãos através de idéias para resolução de questões das ruas e da vizinhança. Esse site foi inspirado no britânico FixMyStreet, que alcança, em média, 1.000 tópicos por mês. A Verbeterdebuurt.nl chegou no seu lançamento a 100 tópicos. Essas iniciativas são dirigidas por massas criativas – creativecrowds – e suportadas por pioneiros digitais. Considerando que os problemas provém das cidades e bairros, os cidadãos são os que têm uma melhor visão a respeito do que acontece, reduzindo a reação dos lead times. Os problemas são normalmente encaminhados para o governo, onde uma idéia precisa de 10 pessoas que a suportem para seguir em frente. No entanto, em menos tempo, o FixMyStreet resolve aproximadamente 45% dos problemas com idéias da massa de pessoas – crowdsourcing. Acredita-se que o crowdsourcing venha a ser relacionado a longo prazo a “good corporate citizen”.

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Add comment 19/05/2009

Open Innovation na Nestlé

por Verónica Savignano

É interessante acompanhar como cada vez mais empresas publicam informação sobre seus modelos abertos de inovação nos seus sites.

A página da Nestlé, por exemplo, diz reconhecer a necessidade de se abrir ao mundo exterior para inovar mais,  melhor e mais rapidamente e  manifesta que adotou um modelo aberto de inovação no final de 2006.  O modelo é baseado em colaborações e parcerias  em todos os estágios do desenvolvimento de produto, junto a universidades, start-ups, capital empreendedor e fornecedores.

Além disso, o site do Nestlé Research Center conta com um mecanismo de submissão de idéias tecnológicas tipo crowdsourcing. A Nestlé adverte que toda idéia submetida, patenteada ou não, pode ser usada livremente pela empresa. 

O modelo aberto de inovação da Nestlé é discutido numa entrevista da BusinessWeek com o líder das parcerias de inovação (arquivo de áudio).

Add comment 12/01/2009

Crowdsourcing: do Wikipedia à rede social das empresas no futuro

por Frederico von Ah

Surge um novo jargão no mundo dos negócios. Como uma “terceirização às multidões”, o crowdsourcing refere-se ao ato de tomar uma tarefa tradicionalmente realizada por um funcionário ou contratado (interno) e ‘terceirizá-la’ para um grupo indefinido de pessoas – geralmente grande – promovendo um open-call à sociedade. O crowdsourcing surgiu com a linguagem Web 2.0 que permite a navegação amigável e altamente relacionável inspirando Jeff Howe, um jornalista da revista Wired, a escrever diversos artigos relacionados em seu blog e depois consolidar os materiais no livro “Crowdsourcing: Why the Power of the Crowd is Driving the Future of Business” (Crown Business).

Em um recente artigo publicado na Newsweek (12/09), Barret Sheridan mostra um caso bem sucedido promovido pela InnoCentive, que havia sido contratada pela Procter & Gamble. A empresa gostaria de criar um detergente de lavar louças que ‘avisasse’ qual a quantidade certa de sabão deveria ser adicionada para lavar adequadamente uma pia repleta de louças sujas. A empresa já havia realizado algumas pesquisas, mas não encontrava uma solução. Por meio da rede da InnoCentive, um químico italiano de fundo de quintal apresentou suas pesquisas de um corante que deixava a água azul a partir de uma certa quantidade de sabão adicionado. Ele embolsou um prêmio de US$ 30 mil e a P&G encontrou uma solução para seu problema.

Outro exemplo extremamente interessante foi protagonizado pelo Google ao lançar um jogo on-line chamado Google Image Labeler em que as duplas precisam dar nomes às imagens que vão aparecendo na tela. Ganham pontos se os dois, que não se conhecem e estão localizadas em diferentes partes do planeta, derem o mesmo nome à figura. Parece algo tolo, mas é, na verdade, uma grande sacada. Ao invés de contratar pessoas para identificar as imagens, o Google resolveu usar o poder da multidão para completar a tarefa. Pessoas aleatórias ao redor do mundo jogam em duplas e ganham pontos. Essa é a recompensa. Dessa forma o Google consegue identificar milhões e milhões de imagens de forma rápida e barata.

O Wikipedia também é um exemplo muito conhecido desse tipo de interação. O trabalho de definição enciclopédico dos termos é dividido com milhares de pessoas, transformando pesados e estáticos livros de informação em um sítio em constante atualização. Quando se pensa em seu uso nas empresas é claro que desafios de integração, de qualidade e tempo são fortemente impactados. Acontece que os custos caem exponencialmente e o resultado final pode ter um tamanho/escala gigantesco.

Em outro artigo da CNN apresentando uma pesquisa sobre expectativas para o futuro no México em 2050, uma das “10 idéias atuais para negócios futuros” baseia-se na idéia de uma rede social para cada empresa. Segundo César Castro, diretor de pesquisas do Instituto do Futuro (IFTF), com sede na Califórnia, em 2050 “todas as empresas irão ter uma rede social”. As relações de trabalho entre as empresas estarão definidas pelo crowdsourcing, um processo em que os projetos e recompensas são propostos a um grupo de pessoas externas. Esse empregado do futuro trabalhará mais (estima-se até 12 horas), provavelmente de sua casa e sem reuniões presenciais. Terá que trabalhar em equipe, mas “conectado” a outras pessoas em diferentes locais. Se com o outsourcing (terceirizações) as empresas buscam soluções contratando serviços de terceiros, o crowdsourcing aposta na auto-organização e no benefício mútuo do compartilhamento da informação em redes.

As atuais plataformas de entretenimento e de contato, como o Facebook, Messenger, YouTube, MySapce, são apenas um esboço de como será a comunicação entre as pessoas, nas empresas e dentre empresas. Atualmente, o processo por meio do qual as empresas podem compartilhar as inovações e a informação desenvolvida em certa companhia é conhecido como Open Innovation, que um dia poderá evoluir e incluir diretamente o Crowdsourcing. Algo em sintonia com o conclamado “trabalhador do conhecimento”, já apontado por Drucker. É possível vislumbrar grandes alterações nas relações com as “instituições empregadoras”. Os trabalhos estão se tornando cada vez mais complexos. Inovações, criatividade, custos e escala são alguns dos fatores-chave que podem ser altamente catalisados pelo trabalho de multidões em uma rede realmente aberta.

5 comments 02/10/2008


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Allagi é uma consultoria especializada em Open Innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

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