Implementando uma cultura de inovação em P&D
A Editora Elsevier, conhecida por suas mais variadas publicações científicas e ferramentas de pesquisa, realizará o fórum “Implementando uma cultura de inovação em P&D”, no dia 8 de julho, no Hotel Caesar Park, em São Paulo. O evento abordará a importância do acesso à informação de qualidade para a inovação nas empresas e tem como objetivo auxiliar as empresas a conhecer as técnicas, ferramentas e discussões mais atualizadas sobre a inovação em P&D.
O evento, organizado no dia 08 de julho para também celebrar o Dia do Pesquisador Brasileiro, contará com três palestras a cerca do processo de inovação empresarial. A primeira delas será ministrada pelo Professor-Doutor Paulo Bastos Tigre, especialista em Gestão da Inovação, autor do livro “Gestão da Inovação – A Economia da Tecnologia no Brasil”, que falará a respeito das expertises a serem desenvolvidas para o gerenciamento de uma cultura inovadora.
Em seguida, Humberto Bastos, gerente regional da Elsevier para o mercado corporativo na América Latina, irá apresentar um painel sobre as mais novas ferramentas de busca de informação disponíveis para estimular a inovação em P&D.
Por fim, Bruno Rondani, presidente do conselho administrativo da Allagi, abordará a questão da inovação aberta nos processos de pesquisa e as políticas públicas disponíveis para o estímulo ao P&D das empresas.
Programação:
09h00 – 09h30 – Wellcome Coffee – recebimento dos convidados.
09h30 – 10h15 – Gestão da Inovação – A Economia da Tecnologia no Brasil.
Palestrante: Prof. Dr. Paulo Bastos Tigre, especialista e consultor em Gestão da Inovação.
10h15 – 11h00 – Uso de Ferramentas de Informação para Acelerar a Inovação em P&D.
Palestrante: Humberto Bastos, Gerente Regional da Elsevier para a América Latina.
11h00 – 11h45 – Inovação Aberta em P&D e Fundos Públicos de Estímulo à Pesquisa nas Empresas.
Palestrante: Bruno Rondani, presidente do conselho administrativo da Allagi, empresa especialista em consultoria em inovação.
12h00 – Almoço no restaurante Amaranto.
Serviço:
Data: 08/07/2010
Horário: de 9:00 às 12:00 horas.
Local: Hotel Caesar Park – Faria Lima
Sala: São Paulo 7
Endereço: Rua Olimpíadas, 205 , São Paulo, SP, Brasil
(11) 3049 6622 tel
Para mais informações sobre o evento, contate:
Mariana Meyer
m.meyer@elsevier.com
Ger. de Des. Contas Corporativas
T.: 21 3970 9209 / 21 9482 – 5896
Joanna Cariello
corporate@elsevier.com.br
Divisão de Contas Corporativas
Telefone: 21 3970 -9395
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Novas Ferramentas de Pesquisas em Propriedade Intelectual
Durante a semana passada foram anunciadas em Genebra e Washington DC, duas novas ferramentas de buscas de documentos de propriedade intelectual, ambos com potencial de facilitar pesquisas de marcas, patentes e outros direitos intelectuais.
A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) lançou em 1 de Junho a ferramenta WIPO GOLD, um recurso gratuito para acessar suas bases de dados. Sua principal característica é facilitar o acesso a uma ampla quantidade de dados e informações relacionadas, por exemplo, a tecnologias, estatísticas, padrões internacionais, sistemas de classificação, leis e tratados de PI. Esta iniciativa faz parte de um compromisso da OMPI em diminuir a distância de conhecimento e acesso à informação entre países.
“The launch of WIPO GOLD is a significant step towards fulfilling one of the organisation’s strategic goals – that of serving as a world reference source for IP information and analysis,” afirmou o diretor geral da OMPI, Francis Gurry.
Paralelamente, o escritório de marcas e patentes norte-americano (USPTO) anunciou um acordo de dois anos com a Google para formar e disponibilizar ao público um conjunto de dados das marcas e patentes depositadas e concedidas naquele escritório, bem como informações sobre a classificação tecnológica de patentes e procedimentos administrativos como o Trial and Appeal Board (TTAB). No futuro, deverão ser também disponibilizados históricos dos processos de marcas e patentes.
O interessante de tudo isso é notar que embora dados e informações de marcas e patentes físicas sempre estivessem disponíveis para o público, o acesso na maioria das vezes se restringia àqueles mais especializados no assunto ou próximo dos escritórios de marcas e patentes. Com o surgimento e popularização dos meios de comunicação digital, o acesso aos dados e informações das bases de marcas e patente públicas ficou facilitado. Entretanto, a coleta de dados, análise de informações e difusão do conhecimento ainda possui um alcance limitado. Com essas iniciativas de disponibilizar os dados e informações tecnicas, juridicas e administrativas consolidados e integrados ao longo do tempo, muito provavelmente será possível oferecer uma visão panorâmica do sistema de propriedade intelectual e no mundo e dos EUA, principal referência para quem quer compreender o processo de inovação.
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Uso de comunidades de usuários como meio para inovar
Até certo tempo, bons exemplos de inovação em modelos de negócios baseados em comunidades de usuários se restringiam, na maior parte das vezes, a um limitado grupo de empresas como Starbucks, ZOOPA, Fiatmio, Smart ForTwo ou Camisetaria a versão nacional de Threadless.
Recentemente tomei conhecimento sobre o modelo da Procad, uma empresa de Caxias do Sul/RS especializada no desenvolvimento de software 3D para ambientação virtual ou layouts. Focada no setor moveleiro, a empresa é líder no mercado brasileiro com mais de 90% de market share. Suas 60.000 licenças atualmente em uso estão presentes em aproximadamente 12.000 lojas de móveis e pelo menos 3.000 pequenos fabricantes no Brasil e em mais de 30 países.
Devido ao intenso contato com vendedores e fabricantes de móveis a empresa decidiu criar há menos de dois anos duas plataformas dedicadas a estreitar o relacionamento com os seus usuários, com a finalidade oportunizar um compartilhamento de ideias e experiências.
A primeira plataforma, Ideias.Promob, visa receber propostas, seja sobre alterações, inclusões e exclusões de recursos, ferramentas, funcionalidades, serviços tanto do software Promob quanto da empresa Procad e seus agentes.
A segunda plataforma, Galeria.Promob, visa por sua vez, oferecer aos usuários arquitetos, designers, marceneiros, bem como outros profissionais do ramo a possibilidade de disponibilizarem para o público em geral seus portfólios de projetos sobre layouts de ambientes, criados com software da empresa, é claro. Cabe ressaltar que atualmente a plataforma Galerias recebe uma média de 1.000 projetos e 42.000 acessos, valores bastante expressivos para uma empresa que atua em um nicho de mercado.
Em ambas as plataformas, as ideias e projetos mais bem colocados recebem prêmios que variam desde viagens, licenças gratuitas até valores em espécie.
O interessante de tudo isso é notar que muito além de um resultado direto como o aperfeiçoamento do Software e maior publicidade da ferramenta, indiretamente ocorre a valoração da marca e uma maior confiança da empresa não somente dos usuários de seus produtos e serviços, mas principalmente dos clientes finais que são no fundo os maiores interessados por bons móveis e uma boa decoração.
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Curso em Porto Alegre dissemina conceitos e práticas de open innovation a diferentes atores do cenário brasileiro
por Anna Juenemann
Nos dias 28 e 29 de abril foram disseminados os conceitos e práticas de open innovation no Curso de Financiamento de Projetos Inovadores e Programas de Inovação Aberta, realizado em Porto Alegre. O evento atualizou os profissionais a respeito de inovação e fez com que as empresas percebessem a relevância do tema para a competitividade, aprendendo sobre os incentivos do governo para a inovação.
Excedendo as expectativas, sessenta alunos conheceram as técnicas e estratégias para acelerarem a inovação nas suas áreas de atuação. O curso foi dinâmico com exemplos não apenas do instrutor, mas também dos profissionais. As discussões foram bem elaboradas, considerando que o curso contou com vários atores do cenário brasileiro, sendo estes empresários, advogados, professores de universidades, responsáveis por gabinetes de inovação, jovens participando dos primeiros programas de incentivo a pequenas empresas, entre outros. Os profissionais presentes no evento tiveram procedência de 3 Estados, sendo a maioria do Rio Grande do Sul, seguido por Santa Catarina e Rio de Janeiro.
A satisfação dos alunos em relação ao curso ultrapassou 95%. Como conseqüência, surgiu a demanda por um curso mais extenso para o segundo semestre, com maior explanação dos conteúdos de políticas públicas.
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Evento: Propriedade Intelectual como Ferramenta para o Estímulo da Inovação
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do site British Council
O British Council programou para o próximo dia 27 de maio, às 19:00hs, na Bliblioteca e Centro de Informação do Centro Brasileiro Britânico em São Paulo, uma mesa-redonda sobre o tema “Propriedade Intelectual como Ferramenta para o Estímulo da Inovação” que contará com a participação de Mariangela Sampaio (Gerente da Área de Legal Marketing Support da Unilever Brasil), Eduardo Paranhos Montenegro (Assuntos Jurídicos e Corporativos da Microsoft Brasil) e do Prof. Dr. Danilo Igliori (Adam Smith Fellow in Political Economy, peloPembroke College Cambridge, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo e Professor Afiliado do Department of Land Economy da Universidade de Cambridge).
O grupo irá debater como a Propriedade Intelectual funciona dentro de cada uma de suas áreas de atuação no fomento da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, além de apresentar também uma visão acadêmica dos efeitos econômicos decorrentes do estímulo a clusters de indústrias criativas e start-ups.
Data: 27 de maio de 2010
Local: Biblioteca e Centro de Informação – Centro Brasileiro Britânico
Rua Ferreira de Araújo, 741 – térreo – São Paulo
Horário: 19h00
As inscrições são gratuitas e limitadas e devem ser feitas com antecedência mediante envio de email para: uk.alumninetwork@britishcouncil.org.br.
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Seminário de Reciclagem e Valorização dos Resíduos Sólidos: Meio Ambiente 2010
2 comments 17/05/2010
MCT disponibiliza nova versão do formulário eletrônico para o envio de informações sobre incentivos fiscais em P&D
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) aprovou no último dia 29, a Portaria nº 327, que aprova o formulário eletrônico para que as pessoas jurídicas beneficiárias dos incentivos fiscais previstos no capítulo III da Lei nº 11.196/05 e regulamentados pelo Decreto nº 5.798/06 prestem ao MCT as informações anuais sobre os seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, através da remessa de formulário eletrônico preenchido até o dia 31 de julho de cada ano através do endereço www.mct.gov.br/formpd, com as informações referentes às atividades dos seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica realizadas no ano anterior.
As empresas que não enviarem o formulário eletrônico ao MCT perderão o direito aos incentivos utilizados e terão de recolher o valor correspondente aos tributos não pagos em decorrência dos incentivos utilizados no ano base, 2009 (DOU de 30/4/10, MCT, pág. 28).
Nesse mesmo ato, o MCT revogou a Portaria nº 943 que instituiu o formulário para que as empresas beneficiárias dos incentivos fiscais previstos da Lei nº 11.196, prestassem as informações anuais sobre os seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.
O formulário do ano passado contava com onze itens de preenchimento. O novo formulário eletrônico apresenta dez itens (alguns mudando de posição na sequência de preenchimento em relação ao formulário do ano passado), a saber:
- Identificação da Empresa
- Características da Empresa
- Programas de P&D e Projetos (item 4, no formulário de 2009)
- Produtos e Processos (item 8, no formulário de 2009)
- Patentes e Registros (item 10, no formulário de 2009)
- Organização (item 3, no formulário de 2009)
- Dispêndios do Programa (item 5, no formulário de 2009)
- Incentivos Fiscais
- Apoio do Governo
- Outras informações
Neste novo formulário foram abolidos os itens 6 “Instituições de P&D” e 7 “Cooperação com clientes e fornecedores”, que no formulário anterior, respectivamente, pediam informações sobre a contratação de instituições de P&D e universidades e sobre as formas de cooperação com clientes e fornecedores das empresas na execução de seus programas de P&D.
O novo formulário apresenta também algumas mudanças no conteúdo dos itens de preenchimento. São poucas e pontuais, mas relevantes, Vamos a elas:
No item 1, “Identificação da Empresa”, houve um aumento no números de subitens a serem preenchidos, de 18 para 22, sendo que a nova e principal mudança se deu pela introdução de um subitem que pergunta se a empresa se beneficia dos incentivos fiscais previstos na Lei 8.248/1991, dispositivo legal relacionado à capacitação e competitividade no setor de informática e automação.
O item 2, “Características da Empresa”, pede duas novas informações em relação ao ano anterior: número de empregados do empresa e se ela fechou o ano fiscal base com prejuízo fiscal.
Em relação ao item 3, “Programas de P&D e Projetos” foram abolidas os subitens alterações e desvios no programa de P&D da empresa.
No “Produtos e Processos, o quarto item do novo formulário, houve um diminuição significativa nas informações requisitadas: de 15 subitens verificado no ano anterior para apenas seis neste ano. Por exemplo, foram abandonada as questões relativas aos processos substancialmente aperfeiçoados ou novos introduzidos pela empresa e à mudança de expectativa ou abandono da empresa em relação a seus projetos e linhas de P&D.
Em contrapartida, o MCT introduziu uma questão sobre a relevância dos novos produtos introduzidos pela empresa.
Em “Patentes e Registros”, item 5, do formulário, não houve mudança digna de nota. Permaneceram as questão relativas aos mecanismos de proteção ao conhecimento utilizados pela empresa.
“Organização” é sexto item do formulário, houve também um drástica redução de informações solicitadas: de nove em 2009 para somente três nesse ano. Desapareceram informações sobre mudanças na estratégia corporativa, técnicas de gestão, mudanças estruturais, implementação de métodos de controle e gerenciamento, gestão da qualidade. Permaneceram apenas as questões sobre as áreas responsáveis pela gestão das atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, e infraestruturas voltadas à P&D.
Para estes ano, o item 7, Dispêndio do Programa” teve seus campos de preenchimentos reduzidos. No entanto, há um campo novo relativo à descrição gastos da empresa com de bens intangíveis em suas atividades de P&D.
O detalhamento dos gastos com bens intangíveis e com outros dispêndios marcam a maior mudança na prestação de contas do formulário. Essas mudanças verificadas no item “Dispêndios do Programa” impactam realmente na forma de prestar contas ao MCT, que agora pede praticamente toda a relação de gastos da empresa de forma detalhada.
O quadro que trata das incentivos fiscais (deduções, redução de IPI, depreciação acelerada incentivada) e fazia parte do item 7 no formulário anterior foi transformado no formulário atual no item 8, “Incentivos Fiscais”, mantendo a forma e conteúdo anterior.
À parte essa mudança estrutural, a principal alteração no conteúdo do item 7 é relativa às informações sobre o pesquisadores no quadro da empresa. Para este ano, o MCT solicita apenas informações sobre o número de pessoas em dedicação exclusiva ocupadas com as atividades de P&D. Em 2009, eram solicitados também dados sobre profissionais em dedicação parcial e seu percentual médio de dedicação às atividades de P&D. O subitem relativo à adesão da empresa aos programas de subvenção do governo também não existe mais.
O item 9, “Apoio do Governo”, se manteve como no ano passado.
No último campo, “Outras Informações”, aboliu-se todas as questões relativas ao fato da empresa não ter realizado nenhuma inovação tecnológica no ano anterior e criou-se campos de respostas sobre prêmios de inovação tecnológica que a empresa recebeu e para sugestões de aperfeiçoamento dos sistemas de incentivos fiscais da Lei do Bem.
Todas essas alterações no formulário eletrônico vislumbram a intenção do MCT de facilitar a prestação por parte das empresas de informações referentes às atividades dos seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. E mais do que isso, buscam evidencias sobre os esforços das empresas na consolidação de seus programas de P&D.
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Reunião OIC Brasil – Ferramentas de TI para gestão de inovação
No dia 20 de maio será realizada na AES Eletropaulo (Rua do Lavapés, 463 – São Paulo) das 14h00 às 17h30 a primeira reunião de 2010 do Centro de Open Innovation – Brasil que abordará o tema “Ferramentas de TI para gestão de inovação”.
Programação proposta:
14:00 – Abertura da reunião pela Eletropaulo
14:10 – Introdução sobre Business Process e ferramentas de apoio a inovação, por Francisco Barguil – Opus Software.
14:40 – Overview de ferramentas de apoio à inovação, por André Araujo – Allagi.
15:10 – Ferramentas : Gestão de ideias e processos, por David Burns – Induct Software (via videoconferência).
15:40 – Coffee Break
16:00 – Ferramentas: Inteligência Tecnológica , por Mariana Meyer – Illumin8/ Elsevier
16:30 – Ferramentas : Análise de Propriedade Intelectual, Innography.
17:00 – Painel de encerramento: discussão de necessidades e experiências com as instituições presentes.
Confirmaram a presença representantes das seguintes instituições: AES (Eletropaulo), Albert Einstein, Allagi, Arizona, C.E.S.A.R, Ibope, I3com Engenharia, I4pro Informática, NoDesign, Help Innovation, Business School São Paulo, Pirelli, IELUSC, PUC, CEMAC, RL Engenheiros, Natura, Instituto Atlântico, Omnisys, Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas, entre outras.
O evento é gratuito e está aberto para inscrições. Vagas são limitadas. Para participar é possível confirmar a presença por meio do site do OIC ou pelo e-mail: inscricoes@openinnovation.wiki.br
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Programa de cooperação Brasil-Espanha: FINEP/CDTI

Fonte: FINEP
No próximo dia 17 de maio será aberto o processo de seleção de propostas para o programa CDTI/FINEP 2010, para financiamento de projetos inovadores desenvolvidos em parcerias entre empresas espanholas e brasileiras. Os projetos devem ser apresentados às duas agências de fomento simultâneamente para anlálise e os orçamentos devem ser entre R$ 1 milhão e R$ 80 milhões, no Brasil e superior a 250 mil euros, na Espanha.
Para poderem pleitear os recursos, os projetos devem ter no mínimo uma empresa de cada país, sendo que centros de pesquisas, universidades e empresas de outros países podem entrar como participantes, mas não como proponentes. Outro fator importante é a obrigatoriedade de o projeto ter por objetivo o desenvolvimento de novos produtos que contenham inovação tecnológica para atender uma necessidade expressa do mercado.
No Brasil, as regras de financiamento serão as mesmas do programa Inova Brasil da FINEP O processo de seleção terá duas fases, sendo a primeira fase composta pela apresentação de formulários específicos até o dia 9 de julho de 2010. A avaliação da documentação ocorrerá no interstício de 12 a 31 de julho de 2010. A segunda fase será composta de apresentação de projetos no intervalo de 02 a 29 de setembro de 2010, com divulgação dos resultados a partir de 03 de dezembro de 2010.
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Indicação de Leitura
por Felipe Meiroz
Atualmente há tanta literatura sobre gestão empresarial que se torna difícil distinguir o joio do trigo, principalmente quando estamos falando do assunto da moda: “inovação”. Entretanto, a revista da DOM (Fundação Dom Cabral) deste trimestre traz um caderno especial sobre gestão da inovação nas empresas, cujos artigos valem a pena ser comentados (e lidos).
No artigo sobre os desafios brasileiros de se realizar inovação aberta, Bruno Rondani e Henry Chesbrough descrevem os três modelos da prática de inovação aberta: o de fora para dentro (Outside-In), o qual se caracteriza pela utilização de agentes externos (fornecedores, clientes, universidades) como cooperadores e a contratação de P&D externo e aquisições; o de dentro para fora (Inside-out), o qual se caracteriza pela disponibilização de patentes, licenciamento e spin-outs; e a acoplada (Coupled), na qual redes de inovação são formadas, com acordos como o licenciamento cruzado, co-desenvolvimento, joint-ventures, spin-offs.
A vantagem competitiva para as empresas agora reside em sua capacidade de “articular conhecimento e recursos (internos e externos) para inovar”[1]. Eles demonstram essa mudança de paradigma ao analisar como alguns centros de P&D se re-inventaram nos últimos anos, e como grandes laboratórios não suportaram a pressão de outros laboratórios (como os chineses), como o exemplo do laboratório da Lucent, que se fundiu ao da Alcatel.
No Brasil, o sistema nacional de inovação já está na agenda do governo, e políticas públicas promovem a “interação entre empresas e universidades, o fortalecimento das áreas de P&D de empresas, a consolidação da indústria de Venture Capital; a criação de incubadoras de novos negócisos e benefícios especiais para start-ups, a formação de parques tecnológicos”, incentivando:
- Projetos em parcerias com ICTs- Instituições Científicas e Tecnológicas;
- Subvenção de Pesquisadores na empresa;
- Projetos de P&D e inovação;
- Criação de novos negócios; e
- Criação de Parques tecnológicos.
O artigo conclui revelando cases como a criação dos institutos Vita Nova de Pesquisa e Inovação (EMS), do Votorantim Novos Negócios, e principalmente o Centro de Open Innovation-Brasil está trazendo a realidade da inovação aberta para o país.
Nos três artigos sobre intra-empreendedorismo muito é enfatizado sobre a importância da corporação implantar e manter uma cultura de inovação e entrepreneurship interno para o desenvolvimento de suas inovações.
Neles se destaca o fato de que a inovação não ocorre por acaso, nem é um fenômeno fortuito. Para se viabilizar, ela exige processos formais e pessoas motivadas. Logo, é imprescindível se fortalecer a cultura da inovação, criando um comportamento empreendedor entre seus colaboradores, através de políticas de incentivo e recompensa a tais funcionários. Isso se deve ao fato de que muitas pessoas não são somente motivadas por fins econômicos, mas por um desejo de realizar algo substancial dentro da empresa, e serem reconhecidas e recompensadas por tal comportamento.
A forte difusão de uma cultura de inovação [2], através da criação de um ambiente estimulante para o “espírito empreendedor”, levará a organização a um “nível superior de produtividade, inovação e serviço”. Como exemplos clássicos são citadas empresas como Genentech, Google, e Brasilata (caberia aqui também mencionar o exemplo do BuscaPé), que dão liberdade aos seus funcionários para desenvolver o que quiserem em 20% do seu tempo.
Alguns colaboradores são motivados não só pelo sucesso de seus negócios, mas pelo impacto que causam na sociedade [3]. Os intraempreendedores sociais, termo descrito pela consultoria estratégica SustainAbility, se “movem inspirados pelo desejo de promover uma verdadeira transformação nas empresas [...], desenvolvendo soluções práticas para desafios sócio-ambientais”. Exemplos como funcionários da Vodafone, que estão implantando um serviço bancário móvel para a população do Quênia (80% da população não é atendida pelo sistema financeiro tradicional), ou o da Danone, que criou uma linha de produtos altamente nutritivos a preços razoáveis, para alimentar as crianças de Bangladesh (56% sofriam de desnutrição) mostram que é possível desenvolver um modelo de negócio viável que contenha um lado social impactante.
A motivação também pode vir através de um programa corporativo forte, como o caso do Projeto de Competitividade Integrado (PCI), lançado pelo CEO do grupo FIAT na América Latina [4], o qual motivou os funcionários a reduzir os custos em 4,5% em um ano. Atividades de “revisão de processos, otimização de compras e contratos, processos logísticos, teardown, programas de sugestões, re-sale, [...], sinergia entre as empresas” levaram a uma “mudança profunda na cultura organizacional”. O programa, que começou como uma meta para sair da crise, acabou por se tornar “uma metodologia de uso constante na busca pela competitividade em todas as empresas”.
A conclusão desses artigos é que é necessário desenvolver mecanismos que possam não só estimular tais comportamentos saudáveis, mas estruturar a empresa para aproveitar o potencial destes colaboradores para inovar. Entretanto, nenhum dos artigos menciona como implementar tais estruturas, como alterar processos ou da importância de se utilizar ferramentas de softwares de inovação aberta para potencializar a inovação (mais sobre este assunto nos próximos posts).
[1] “Inovação aberta: um modelo a ser explorado no Brasil”, Bruno Rondani e Henry Chesbrough – http://www.slideshare.net/Allagi/dom-artigo-rondanichesbrough
[2]“A cultura empreendedora como aliada da inovação”, Anderson Rossi e Afonso Cozzi
[3]“Intraempreendedorismo social e agregação de valor”, Heiko Spitzeck
[4]“Uma nova cultura de inovação que gera resultados”, editorial
Fonte: Revista DOM – Mar – Jun 2010.
Add comment 10/05/2010







