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Modelo de inovação empreendedor vs. corporativo: a sinergia entre startups e empresas maduras
No dia 5 de agosto o Centro de Open Innovation – Brasil realizou a segunda Reunião Temática do ano. Com o apoio da Agência de Inovação da USP e da Allagi, o evento aconteceu no auditório Professor Dr. Osvaldo Fadigas Fontes Torres, localizado no prédio do Centro de Computação e Eletrônica (CCE).
Com o tema “Modelo de inovação empreendedor vs. corporativo: a sinergia entre startups e empresas maduras”, o ciclo de palestras recebeu cerca de 90 pessoas , entre eles professores, pesquisadores, empreendedores, e representantes de grandes empresas como Portugal Telecom, Thales, Claro, Buscapé, Grupo Centroflora, entre outras, que debateram como iniciar o processo de inovação nas corporações, as formas de financiamento e incentivos governamentais que impulsionam a inovação. O evento foi mediado por Bruno Rondani, fundador e diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil.
A reunião teve abertura de Cláudio Tervydis, diretor de inovação da Agência USP de Inovação seguido por André Saito, vice-coordenador acadêmico do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) que abordou a relação ‘Modelo de Inovação Empreendedor vs. Corporativo’, destacando as diferentes fases para o crescimento de um negócio. “Os empresários devem ter visão crítica sobre o momento certo para investir, empreender. Tem que estar atento ao fluxo do mercado e observar as melhores formas para fazer a empresa crescer, mesmo que esse crescimento signifique abrir mão de parte da instituição para investidores externos. O importante é estar apto para inovar na administração e sentir o que o mercado pede”, afirmou Saito.
A palestra do vice-coordenador do GV Cepe deu abertura a uma série de discussões e relatos, por parte dos participantes, sobre suas experiências na hora de empreender e inovar, trazendo a tona dois lados da moeda em um mesmo ambiente: pessoas que deixaram suas empresas para buscar investir no negócio próprio e empreendedores que buscam idéias para viabilizar em outras empresas, já estabelecidas no mercado.
Rodrigo Borges, sócio e co-fundador do Buscapé, deu sequência ao evento, apresentando uma palestra inédita sobre como foi o processo que tornou sua empresa uma das maiores referências do mercado brasileiro no ramo de TI. “Todo começo é difícil e no nosso caso foi ainda mais complicado, pois, de certa forma, inventamos um serviço que não existi
a no mercado. Investimos todo nosso tempo, enfrentamos grandes empresas e nos mantemos no mercado até a coisa funcionar. Foi uma iniciativa inovadora, recebemos propostas de empreendedores internacionais, buscamos recursos internos, analisamos o mercado e conquistamos nosso patamar”, disse Borges.
Segundo Rodrigo, o Buscapé está em constante caça a novos projetos e, para os interessados em mostrar e viabilizar suas ideias, a empresa disponibiliza o email m&a@buscape.com.br como contato. O evento foi transmitido ao vivo e acompanhado por mais de 700 pessoas pela IPTV da Agência USP de Inovação. O vídeo estará disponível em breve. Para ter acesso as apresentações da reunião, acesse o link: http://www.slideshare.net/Allagi/reunio-temtica-modelo-de-inovao-empreendedor-vs-corporativo-a-sinergia-entre-startups-e-empresas-maduras
As Reuniões Temáticas são organizadas pela equipe do Centro e viabilizadas pela Allagi e instituições que sediam os eventos. A próxima reunião acontecerá no dia 6 de outubro, no Inovatec 2010, em Belo Horizonte, com o tema “Gestão da Inovação e do Conhecimento”. Para saber a programação dos próximos eventos, inclusive a terceira edição do Seminário (www.openinnovationseminar.com.br), acesse: http://openinnovationbrasil.ning.com/events/reuniao-tematica-inteligencia
1 comment 11/08/2010
Pequena e média empresa no foco da inovação
A agência de Inovação Inova Unicamp promoveu, no último dia 4, o evento Café de Inovação, um ciclo de palestras que reuniu executivos das áreas de P,D&I para debaterem a inovação em pequenas e médias empresas. Os palestrantes convidados foram Fábio Bueno, membro do Comitê Temático “Inovação nas PMEs”, Kleber Bacili, diretor de tecnologia da Sensedia, e Bruno Rondani, presidente do conselho administrativo da Allagi.
Realizado em parceria com o Ciesp e com apoio da CNPq, o evento foi iniciado com a apresentação de Fábio Bueno, do Comitê Temático “Inovação nas PMEs”, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), que foi criado especialmente para conhecer o processo de inovação nas pequenas e médias, analisar programas de apoio nacionais e internacionais, bem como legislação e incentivos.
Segundo estudo apresentado por Bueno, desenvolvido junto a empresários, quatro problemas foram identificados como agentes que dificultam a inovação: falta de financiamento e recursos, burocracia, falta de apoio de parceiros tecnológicos e capacitação. Para sanar esses pontos, a Anpei desenvolveu iniciativas como cursos de capacitação e workshops.
A inovação aberta também foi tema do evento, sendo apresentada por Rondani em nome da Allagi. Bruno abordou os principais fundamentos desse conceito, criado por Henry Chesbrough em 2003 no livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology.
Rondani ressaltou que a inovação aberta pode ser utilizada em qualquer parte do processo de inovação de grandes corporações assim como em pequenas e médias empresas, o que traria um diferencial na gestão da inovação nesses segmentos.
Kleber Bacili, diretor de tecnologia da Sensedia, fechou o ciclo de palestras apresentando sua empresa como um bom caso de empreendedorismo corporativo. A Sensedia foi criada a partir de uma tecnologia desenvolvida em parceria com uma grande empresa e a universidade. Fornecedora de soluções para reutilização de software e governança SOA (Arquitetura Orientada a Serviços), a empresa recebeu apoio de fundo de seed money (Novarum), mesmo sendo é uma spin-out da Ci&T, resultante de um projeto de pesquisa e desenvolvimento em parceria com o Instituto de Computação da Unicamp.
O Café de Inovação faz parte de um projeto da Inova Unicamp, aprovado no âmbito do edital 13/2009 do CNPq, que consiste na realização de eventos destinados a promover a sensibilização, conscientização e mobilização de empresários para a importância da inovação. Para acessar as apresentações utilizadas nessa reunião, acesse o link: http://www.inova.unicamp.br/paginas/eventos.php?id_evento=916
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Inscrições para o Programa de Treinamento em open innovation terminam dia 12 de julho
- Elaborar propostas para captação de recursos públicos para projetos que estejam alinhados com as exigências dos editais;
- Aproveitar de maneira eficiente os mecanismos de incentivo à inovação;
- Prospectar, reconhecer, analisar e expor as oportunidades de inovação;
- Identificar, concretizar e gerenciar parcerias para complementar competências e compartilhar riscos no co-desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica;
- Selecionar as ferramentas para gestão de projetos e programas de inovação aberta;
- Desenvolver um programa para implantação de uma estrutura de inovação aberta para sua empresa.
2 comments 09/07/2010
Indicação de Leitura
por Felipe Meiroz
Atualmente há tanta literatura sobre gestão empresarial que se torna difícil distinguir o joio do trigo, principalmente quando estamos falando do assunto da moda: “inovação”. Entretanto, a revista da DOM (Fundação Dom Cabral) deste trimestre traz um caderno especial sobre gestão da inovação nas empresas, cujos artigos valem a pena ser comentados (e lidos).
No artigo sobre os desafios brasileiros de se realizar inovação aberta, Bruno Rondani e Henry Chesbrough descrevem os três modelos da prática de inovação aberta: o de fora para dentro (Outside-In), o qual se caracteriza pela utilização de agentes externos (fornecedores, clientes, universidades) como cooperadores e a contratação de P&D externo e aquisições; o de dentro para fora (Inside-out), o qual se caracteriza pela disponibilização de patentes, licenciamento e spin-outs; e a acoplada (Coupled), na qual redes de inovação são formadas, com acordos como o licenciamento cruzado, co-desenvolvimento, joint-ventures, spin-offs.
A vantagem competitiva para as empresas agora reside em sua capacidade de “articular conhecimento e recursos (internos e externos) para inovar”[1]. Eles demonstram essa mudança de paradigma ao analisar como alguns centros de P&D se re-inventaram nos últimos anos, e como grandes laboratórios não suportaram a pressão de outros laboratórios (como os chineses), como o exemplo do laboratório da Lucent, que se fundiu ao da Alcatel.
No Brasil, o sistema nacional de inovação já está na agenda do governo, e políticas públicas promovem a “interação entre empresas e universidades, o fortalecimento das áreas de P&D de empresas, a consolidação da indústria de Venture Capital; a criação de incubadoras de novos negócisos e benefícios especiais para start-ups, a formação de parques tecnológicos”, incentivando:
- Projetos em parcerias com ICTs- Instituições Científicas e Tecnológicas;
- Subvenção de Pesquisadores na empresa;
- Projetos de P&D e inovação;
- Criação de novos negócios; e
- Criação de Parques tecnológicos.
O artigo conclui revelando cases como a criação dos institutos Vita Nova de Pesquisa e Inovação (EMS), do Votorantim Novos Negócios, e principalmente o Centro de Open Innovation-Brasil está trazendo a realidade da inovação aberta para o país.
Nos três artigos sobre intra-empreendedorismo muito é enfatizado sobre a importância da corporação implantar e manter uma cultura de inovação e entrepreneurship interno para o desenvolvimento de suas inovações.
Neles se destaca o fato de que a inovação não ocorre por acaso, nem é um fenômeno fortuito. Para se viabilizar, ela exige processos formais e pessoas motivadas. Logo, é imprescindível se fortalecer a cultura da inovação, criando um comportamento empreendedor entre seus colaboradores, através de políticas de incentivo e recompensa a tais funcionários. Isso se deve ao fato de que muitas pessoas não são somente motivadas por fins econômicos, mas por um desejo de realizar algo substancial dentro da empresa, e serem reconhecidas e recompensadas por tal comportamento.
A forte difusão de uma cultura de inovação [2], através da criação de um ambiente estimulante para o “espírito empreendedor”, levará a organização a um “nível superior de produtividade, inovação e serviço”. Como exemplos clássicos são citadas empresas como Genentech, Google, e Brasilata (caberia aqui também mencionar o exemplo do BuscaPé), que dão liberdade aos seus funcionários para desenvolver o que quiserem em 20% do seu tempo.
Alguns colaboradores são motivados não só pelo sucesso de seus negócios, mas pelo impacto que causam na sociedade [3]. Os intraempreendedores sociais, termo descrito pela consultoria estratégica SustainAbility, se “movem inspirados pelo desejo de promover uma verdadeira transformação nas empresas [...], desenvolvendo soluções práticas para desafios sócio-ambientais”. Exemplos como funcionários da Vodafone, que estão implantando um serviço bancário móvel para a população do Quênia (80% da população não é atendida pelo sistema financeiro tradicional), ou o da Danone, que criou uma linha de produtos altamente nutritivos a preços razoáveis, para alimentar as crianças de Bangladesh (56% sofriam de desnutrição) mostram que é possível desenvolver um modelo de negócio viável que contenha um lado social impactante.
A motivação também pode vir através de um programa corporativo forte, como o caso do Projeto de Competitividade Integrado (PCI), lançado pelo CEO do grupo FIAT na América Latina [4], o qual motivou os funcionários a reduzir os custos em 4,5% em um ano. Atividades de “revisão de processos, otimização de compras e contratos, processos logísticos, teardown, programas de sugestões, re-sale, [...], sinergia entre as empresas” levaram a uma “mudança profunda na cultura organizacional”. O programa, que começou como uma meta para sair da crise, acabou por se tornar “uma metodologia de uso constante na busca pela competitividade em todas as empresas”.
A conclusão desses artigos é que é necessário desenvolver mecanismos que possam não só estimular tais comportamentos saudáveis, mas estruturar a empresa para aproveitar o potencial destes colaboradores para inovar. Entretanto, nenhum dos artigos menciona como implementar tais estruturas, como alterar processos ou da importância de se utilizar ferramentas de softwares de inovação aberta para potencializar a inovação (mais sobre este assunto nos próximos posts).
[1] “Inovação aberta: um modelo a ser explorado no Brasil”, Bruno Rondani e Henry Chesbrough – http://www.slideshare.net/Allagi/dom-artigo-rondanichesbrough
[2]“A cultura empreendedora como aliada da inovação”, Anderson Rossi e Afonso Cozzi
[3]“Intraempreendedorismo social e agregação de valor”, Heiko Spitzeck
[4]“Uma nova cultura de inovação que gera resultados”, editorial
Fonte: Revista DOM – Mar – Jun 2010.
Add comment 10/05/2010
Primeiro edital com modalidade “Apoio à Inovação Aberta” é lançado no Brasil
Nesta última segunda-feira, 03/05/10, foi lançado o primeiro edital no Brasil com objetivo explícito de apoiar a inovação aberta: é a chamada FAPESB/SECTI-010/2010, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia.
Este traz uma possibilidade de apoio público até então inexistente no Sistema Nacional de Inovação (SNI) Brasileiro: apóia projetos de cooperação empresa-empresa. Uma destas, que será a responsável pelo desenvolvimento do projeto (“executora”), deverá ser micro, pequena ou média e, evidentemente, baiana. A empresa parceira (“proponente co-financiadora”) tem a única exigência legal de ser brasileira. Ambas são imprescindíveis para a apresentação de propostas.
Destas empresas se exige contrapartida, financeira ou não-financeira: para a baiana, varia de 5 a 30% do valor total solicitado à FAPESB, dependendo do seu porte; para a parceira, deve ser no mínimo do mesmo valor solicitado à FAPESB, com um mínimo de 80% em contrapartida financeira.
O valor aportado pela FAPESB nos projetos é subvencionado (ou seja, a fundo perdido) e seu valor máximo é limitado em R$ 1 milhão por projeto – com duração máxima de 18 meses -, sendo o valor total alocado ao edital de R$ 5 milhões. Outro ponto importante é que a FAPESB se abstém dos resultados que gerem propriedade intelectual (PI). A PI resultante será compartilhada conforme acordo prévio apenas entre as duas empresas e os inventores.
O funcionamento da chamada com relação aos itens que podem ser custeados com recursos do governo baiano apresenta uma limitação, similar ao Programa Subvenção Econômica, da FINEP: as despesas previstas devem ser apenas de custeio. Despesas de capital necessárias devem ser incluídas na contrapartida. Ademais, serão valorizadas, quando do julgamento, propostas que apresentem potencial de instalação de departamentos de P,D&I no TECNOBAHIA (novo parque tecnológico de Salvador) ou tenham como objetivo o atendimento de demandas associadas à realização da Copa de 2014 na sede baiana.
O prazo final para limite de propostas é o dia 3 de setembro próximo. Excelente oportunidade para empresas que visam a expandir suas atividades para a região Nordeste, ou desejam estabelecer atividades de P,D&I na região. Vale lembrar que a região Nordeste tem prioridade no repasse de recursos de todos os editais de agências federais, e a redução de custo possível por lá se estabelecer pode ser extremamente vantajosa.
A FAPESB vem se destacando dentre as fundações estaduais de amparo à pesquisa no Brasil, principalmente pela quantidade de mecanismos de apoio à inovação no Estado, provendo auxílio a atividades desde pesquisa básica até o desenvolvimento de inovação tecnológica. Atualmente, cinco editais muito interessantes para as empresas baianas estão recebendo propostas: PAPPE Subvenção Econômica, Pesquisador na Empresa, Apoio à Inovação Aberta e Cooperação entre Empresas e ICTs.
1 comment 06/05/2010
Inovação Aberta para o Sistema de Educação
Embora o paradigma da inovação aberta tenha surgido a partir de um estudo com enfoque inicialmente tecnológico, ele se estendeu dos processos de pesquisa & desenvolvimento industrial para modelos de negócio. Porém, equivoca-se quem restringe as principais aplicações do mesmo na área corporativa e/ou acadêmica.
Conforme já divulgamos anteriormente aqui no nosso blog, a Casa Branca orientou todas as suas agências e departamentos a pensarem na inovação aberta na aplicação de seus orçamentos anuais.
Assim, o U.S. Department of Education, abraçando a iniciativa, acabou de criar um portal de Open Innovation onde as pessoas-chave envolvidas no processo de educação podem compartilhar ideias e colaborar no desenvolvimento das mesmas de forma a melhorar a educação no país.
Além disso, o portal também irá estimular o patrocínio de desafios, ou seja, competições online para premiar soluções identificadas pela comunidade do portal como promissora. Caberá ao patrocinador criar o desafio, estabelecer os critérios e premiar o vencedor.
Para um país como o Brasil cuja qualidade de ensino está longe do ideal, uma iniciativa como essa serve de exemplo.
Add comment 03/03/2010
Inovação Aberta na Indústria Farmacêutica
Quando se fala em inovação na indústria farmacêutica é comum vir à cabeça a ideia de altos custos de P&D, litígios de patentes e conhecimento mantido a sete chaves.
Sim, é um modelo que ainda funciona de certo modo, razoavelmente bem até hoje.
Entretanto, cabe apontar que com o surgimento de inovação aberta, o estereótipo dessa indústria tem se transformado.
É o caso, por exemplo, da GlaxoSmithKline, ou simplesmente, GSK.
Decidida a colocar em prática a proposta da inovação aberta dentro e fora de seu perímetro, essa gigante farmacêutica informou recentemente por meio de seu blog que muito mais do que deixar em domínio público quase 800 documentos de patentes sobre doenças tropicais, coloca também à disposição seu know-how, recursos financeiros e infraestrutura para de empresas, organizações não governamentais, pesquisadores, bem como demais interessados que queiram participar de descobrir novas drogas contra a malária.
A proposta é ousada, mas sensata, pois espera com isso criar parcerias, reduzir tempo e riscos de pesquisa, atrair talentos e ideias, gerar e acumular conhecimento e principalmente, participar em novos negócios.
Nada de novo para aquela velha lógica de menos custos e mais receitas.
1 comment 19/02/2010
A Inovação Aberta como Política de Estado
por Fabrício Menardi
A Inovação Aberta entrou oficialmente na pauta da Política de Estado dos países ibero-americanos.
O estímulo ao intercâmbio e à transferência de tecnologias entre empresas e governos, de acordo com o conceito de inovação aberta, é um dos itens da Declaração de Lisboa , documento final que foi aprovado no âmbito da XIX Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo , que ocorreu em Portugal no final do ano passado.
A Cimeira (Cúpula ou Conferência) Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo é uma reunião anual dos chefes de Estado e Governo de vinte e dois países da América Latina e da Europa, entre eles, o Brasil. Os seus objetivos são a promoção da cooperação e o desenvolvimento entre os países ibero-americanos.
Ao final da XIX Cimeira, cujo tema central foi a inovação, os lideres dos países participantes se comprometeram a ”Dar prioridade à inovação no quadro das estratégias nacionais de desenvolvimento dos nossos países, mediante a formulação e implementação de políticas públicas de médio e longo prazo, sejam de natureza fiscal, financeira ou de crédito, dirigidas aos agentes da inovação e do conhecimento (empresas, principalmente as pequenas e médias empresas, universidades, centros de I&D, governos, setores sociais) e à população em geral, e promovendo a sua interação, estimulando, consequentemente a implementação gradual de uma cultura de inovação.” e acordaram, entre outras coisas, “Estimular o intercâmbio e a transferência de tecnologias entre empresas e governos dos países da região, de acordo com o conceito de inovação aberta.”
Os chefes de estado e de governo dos países ibero-americanos comprometeram-se ainda a ”assegurar e promover o acesso e o uso, livre e seguro, das tecnologias de informação e comunicação a toda a sociedade e em particular entre a infância, juventude e pessoas com deficiências, fomentando a inclusão e a igualdade, especialmente de género, geracional e territorial, convertendo o acesso num direito básico e universal”.
A XX Cimeira Ibero-americana, agendada para este ano na Argentina, será dedicada à Educação e Inclusão.
Add comment 13/02/2010
OI <> IP
No artigo Open Innovation and Intellectual Property Rights, Bronwyn H. Hall descreve como um direito de exclusividade e de exclusão como o da propriedade intelectual consegue tão bem harmonizar com um paradigma cuja natureza é estimular o fluxo de ideias internas e externas de uma empresa para levar em menos tempo, custo e risco um determinado produto/serviço ao mercado.
E como estudo de caso, o artigo cita as práticas de empresas tradicionalmente conhecidas por investir fortemente em inovação tecnológica e direitos de propriedade intelectual tais como IBM, Phillips e Microsoft.
Neste novo contexto não deixa de ser curioso notar que ao passo em que os pedidos de patentes, muitos deles referentes aos polêmicos métodos de negócio, aumentam, passa a ser também comum a “doação” de patentes principalmente para o público universitário mais entusiasmado por plataformas abertas como a do software livre.
Em um primeiro momento, para um cético qualquer, tais benfeitorias seriam vistas como ações meramente pontuais e que visam atingir somente um efeito “social” visto que tratariam de patentes sem qualquer valor econômico para a empresa.
Ledo engano… Antes fosse mera filantropia.
Observando mais claramente o conceito, uma vez que nenhuma empresa é capaz de desenvolver toda a tecnologia necessária internamente, para empresas como a Microsoft ou IBM, nada melhor do que incentivar em centros de pesquisas mundo afora uma rede de especialistas anônimos para aperfeiçoar uma série de produtos que necessitam operar corretamente com os de outras empresas quer seja competidores diretos ou empresas com modelos de negócio diferentes, como por exemplo, os fornecedores de software livre.
Simplesmente, uma forma sutil e inteligente de manter a vantagem competitiva.
Por fim, o autor descreve outros papéis que a inovação aberta proporciona em especial para a interação entre as empresas farmacêuticas e de biotecnologia, uma espécie de simbiose onde uma sem outra não sobrevive em novos mercados.
Vale a pena ler
Add comment 14/01/2010
Eventos sobre open innovation em 2010
por Verónica Savignano
Caros leitores, vejam alguns eventos sobre inovação aberta e temas correlatos que vão ocorrer durante 2010.
5 a 8 de janeiro de 2010. Hawaii International conference on system sciences – Minitrack: Collaboration Systems for Open Innovation. Hawai. Mais informações: http://www.hicss.hawaii.edu/HICSS_43/apahome43.htm
25 a 27 de janeiro. CoDev2010. 9 th annual international congress on co-development and open innovation. Phoenix, Arizona Area (EUA). Organizado por The Management Roundtable e PDMA (Product Development and Management Association). Mais informações: http://events.roundtable.com/codev.
1 a 4 de fevereiro. ASAP Global Alliance Summit. Conferência sobre gestão de alianças estratégicas e colaborações. Anaheim, CA (EUA). Organizado por ASAP (Association of Strategic Alliance Professionals). Mais informações: http://www.strategic-alliances.org.
8 a 10 de fevereiro. Front End of Innovation Europe. Critical Factors for Balancing Short-term Profitability with Long-term Sustainability. Amsterdam (Países Baixos). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feieurope/home.xml.
17 e 18 de março. Breakthrough Innovation 2010. Barcelona (Espanha). Organizado por Connecting Group. Mais informações: http://www.connecting-group.com/Web/EventOverview.aspx?Identificador=8
3 a 5 de maio. Front End of Innovation USA. A New Front End of Innovation: The Era of Collaboration. Boston, MA (EUA). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feiusa
4 comments 16/12/2009









