Manual europeu de diretrizes para pesquisa colaborativa
10/12/2009
por Verónica Savignano
Está online a versão 1.1 do manual de diretrizes da Responsible Partnering para boas práticas em pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento entre ICTs (Instituições Científicas e Tecnológicas) e empresas.
O manual é baseado nos resultados de eventos e outras atividades desenvolvidas pelas organizações européias a que lideram a iniciativa Responsible Partnering. Trata-se de organizações de apoio à pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica que representam setores ligados à academia (três delas) e à indústria (apenas uma): a European University Association (EUA), European Association of Research and Technology Organizations (EARTO), a ProTon (rede de escritórios de transferência de conhecimento de instituições de ensino e pesquisa da Europa) e a European Industrial Research Management Associatio (Eirma).
A seguir, um resumo das diretrizes para empresas, ICTs e governos enumeradas no manual:
- Desenvolver uma visão estratégica de como as atividades de pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento vão auxiliar as partes a atingir seus objetivos. Definir políticas, comunicá-las e garantir compreensão e alinhamento.
- Alinhar, com transparência, os interesses e expectativas dos vários parceiros envolvidos.
- Usar práticas consolidadas (não re-inventar a roda) e adotá-las como práticas-padrão (isso ajudará no desenvolvimento de colaborações duradouras).
- Disponibilizar apoio profissional de alta qualidade para a gestão da pesquisa colaborativa e da transferência de conhecimento.
- Desenvolver programas e ambientes de aprendizagem para que as equipes adquiram habilidades inerentes à inovação aberta: gestão de projetos, empreendedorismo, desenvolvimento de negócios, gestão da propriedade intelectual.
- Conseguir uma gestão da propriedade intelectual eficaz, que facilite a criação de valor num contexto de inovação aberta, maximize o potencial de comercialização e incentive futuros investimentos em pesquisa.
- Abordar a inovação de maneira interdisciplinar, incluindo a inovação no modelo de negócios, no design e organizacional.
- Incentivar a pesquisa avançada, a educação e treinamento de alta qualidade e a existência de escritórios de transferência tecnológica com profissionais competentes nas instituições públicas.
Um ponto interessante citado várias vezes no documento é a afirmação de que as atividades de pesquisa colaborativa são mais produtivas dentro de ambientes relativamente estáveis, embora também dinâmicos, onde há confiança.
O manual inclui seções sobre os pontos a considerar para redigir um convênio de pesquisa colaborativa, aspectos legais da colaboração e ckecklist para aplicar as diretrizes na empresa.
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