O uso da tecnologia de colaboração nas empresas
27/11/2009
por João Andrade
Os trabalhadores do conhecimento, categoria que representa 75% da classe trabalhadora norte-americana, são players importantes na inovação e crescimento sustentável, mas a maior parte do seu trabalho ainda permanece incompreendida. Seu papel nas corporações é o de colaboração, o que se traduz em interagir para resolver problemas, promover o engajamento com parceiros, servir os clientes e fomentar novas idéias. A tecnologia e os processos desempenham um papel de suportá-los no trabalho, aumentando sua produtividade.
A natureza do trabalho colaborativo varia entre altos níveis de abstração, como o desempenhado por cientistas, até a manutenção de redes profissionais de contato, para a resolução de problemas mais simples. Aumentar a qualidade do trabalho executado por esses diferentes perfis não é uma tarefa trivial, requer uma visão sistemática sobre tecnologias de suporte (wikis, redes sociais, vídeos, google wave) e sobre a natureza do trabalho a ser desenvolvido (complexidade, intensidade e periodicidade de interações, dentre outras).
Estruturar o trabalho colaborativo pode economizar bastante tempo e dinheiro, minimizando o dispêndio de esforços em iniciativas desnecessárias. A maior parte das empresas está começando a trilhar este caminho e, ainda que a tecnologia seja tradicionalmente associada à redução de custos e headcount, no paradigma de trabalho colaborativo, é um multiplicador de interações e de extensão da esfera de influência dos trabalhadores do conhecimento.
A aplicação de tecnologias de suporte à colaboração passa por entender quais os requisitos específicos para tarefas interativas (escopo da colaboração, fluxo da informação pelos stakeholders), mapear quais tarefas geram valor para a organização (colaboração com o cliente, parceiros, etc) e determinar as ineficiências e desperdícios que podem afetar as interações (divergência, desentendimento, dentre outros). De posse destas informações, o gestor de inovação pode estabelecer a base para o trabalho colaborativo em sua empresa.
Fortalecer a colaboração na empresa requer competências não muito intuitivas para a maioria dos gestores. Tomando como o exemplo o rapaz que ganha R$12.000 para ficar na internet na Tecnisa, citado por Romeo Busarello, Diretor de Marketing, durante o Open Innovation Seminar 2009, percebe-se o caráter de novidade do trabalhador do conhecimento e de seu ferramental produtivo. As empresas devem atentar para esse novo profissional colaborativo, segmentando suas tarefas críticas e provendo a infraestrutura necessária para desempenhá-las.
Entry Filed under: Gestão da Inovação, Profissional da inovação. Tags: colaboração, tecnologias de suporte, trabalhador do conhecimento.
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1.
João Paulo Dias Andrade | 08/02/2010 at 20:23
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