O que vimos no Open Innovation Seminar
30/10/2009
por Verónica Savignano
“Neste ano os participantes estão muito mais cientes/inteirados (“much more aware”) da inovação aberta”, comentou o professor Henry Chesbrough, comparando o Open Innovation Seminar 2009 (realizado pelo Centro de Open Innovation – Brasil com apoio e patrocínio oficial da Allagi) com a edição de 2008, quando ele veio pela primeira vez ao Brasil.
Vale acrescentar às palavras do professor Chesbrough que, nos painéis e sessões deste ano, pudemos ver mais empresas implementando modelos open, mais resultados de iniciativas de inovação aberta, mais casos brasileiros de sucesso em open innovation e open business models, mais variedade nas abordagens da inovação aberta e, sobretudo, mais análise por parte das empresas a respeito de suas ações de open innovation.
Cerca de 350 pessoas interessadas em inovação aberta estávamos no Renaissance São Paulo nos dias 22 e 23. É interessante notar que o ecossistema completo de inovação aberta estava presente no evento: gestores de inovação e P&D de grandes companhias, cientistas, empreendedores, profissionais de universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento, consultores, investidores, representantes de órgãos do governo e do terceiro setor, advogados, escritórios de propriedade intelectual, contadores, profissionais do maketing…
Todos esses dados reforçam a relevância da inovação aberta num momento em que o Brasil, citando novamente comentários do professor Chesbrough, está na transição para uma economia baseada no conhecimento.
Mas as discussões, longe de tratar da pertinência ou não da open innovation, focaram nos desafios que surgem na implementação dos modelos. O primeiro painel mostrou um panorama dos cursos dedicados a formar gestores de inovação e trouxe a discussão de como atender a necessidade de um novo profissional voltado a articular e gerenciar recursos internos e externos. Em outra mesa de debate, vimos uma Petrobrás mostrando seu auto-diagnóstico dos pontos fortes e fracos na implementação da inovação aberta, os resultados dos programas de parcerias da Natura e da Braskem e o caso da Omnisys, que, em se valendo da inovação aberta, passou de micro-empresa a centro de P&D de um grupo multinacional.
O professor Chesbrough, em sua palestra exclusiva, falou longamente sobre como gerar valor econômico a partir dos projetos de inovação que estão agonizando no funil de inovação e detalhou casos de grandes companhias multinacionais que mostraram diversas maneiras de abrir as fronteiras dos centros de pesquisa e desenvolvimento. Chesbrough também participou com comentários e, até mesmo, conselhos, sobre as falas dos participantes dos painéis do primeiro dia.
Redes sociais, empreendedorismo como modelo de inovação, avanços e desafios na interação entre ICTs e empresas… Foram muitos os temas, os comentários e provocações. Certamente, vamos continuar a discussão. Em breve teremos acesso aos vídeos e apresentações para compartilhar com os leitores deste blog. Acompanhem!
Entry Filed under: Gestão da Inovação, Open innovation. Etiquetas: henry chesbrough, open innovation seminar.
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1.
Eloisa | 30/10/2009 at 20:13
Gostaria de saber quando vai sair a tradução dos livros do Prof. Chesbroug, para português.
Obrigada.