Artigo sobre parcerias na indústria farmacêutica

11/02/2009

por Samanta Yang

Boa tarde pessoal, como vão?

Agora há pouco estava lendo o artigo: Estratégias de competição na Indústria Farmacêutica: das cadeias verticais às parcerias flexiveis, de autoria de Caissa Veloso E. Sousa (FEAD) e Erich Vale E. Sousa (FEEVALE), publicado no XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP 2007).

A pricípio, o título de trabalho nos leva à sensação de que o que vai ser discutido é interessante e de profundidade. Pois não achei nada disso… Achei um texto superficial e com informações bastante repetidas e já conhecidas. Mas o que me chamou a atenção deste artigo, e por isso venho escrever aqui, é o final dele. Nas conclusões, os autores escrevem o seguinte trecho:

“As formas assumidas na composição das parcerias na indústria farmacêutica, demonstram que estas dificilmente assumem modelos de parcerias em formato de redes, salvo nas fases iniciais dos projetos. De outra forma, o que se observa são parcerias flexíveis nas fases onde o objetivo de interação é o produto frente ao seu mercado, incluindo propaganda e estratégias de marketing compartilhado, ou as inúmeras incorporações e fusões observadas em especial nas duas últimas décadas, visando dentre outros objetivos aumentar seu poder no mercado”.

Na primeira vez que li estas últimas frases, não entendi. Depois reli e achei um tanto polêmico e é exatamente por isso que gostaria de discutir e saber a opinião de vocês. Vejam que este trecho não somente nega toda a minha pesquisa de mestrado, que estuda justamente as interações entre as indústrias farmacêuticas e seus stakeholders no processo de inovação, mas também o que temos lido, ouvido e falado a respeito de open innovation em indústrias farmacêuticas. Além disso, tenho visto em minhas pesquisas que essa relação de parceria não ocorre somente nas fases iniciais da pesquisa, mas durante todo o processo de desenvolvimento de produto até seu lançamento – alternando, é claro, o grau de envolvimento dos parceiros durante o projeto.

Além disso, durante todos os meus anos no cenário farmacêutico, nunca havia ouvido falar do que ele chama de co-marketing e co-promoção como parcerias desenvolvidas neste setor. Ao contrário, estes comportamentos me parecem um pouco contraditórios em se tratando de medicamentos.

Gostaria que vocês pensassem a respeito do assunto e, se possível, dessem a opinião de vocês. Ela me ajudaria bastante a embasar um contraponto deste trabalho no meu projeto.

Acho que era isso…

Bjos

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3 Comments Add your own

  • 1. Robert Woolley  |  13/02/2009 at 12:12

    Samanta,

    Lí somente o trecho apresentado por você, e concordo com sua opinião.
    A inovação aberta como conhecemos ou qualquer tipo de auxilio entre empresas para alavancar o processo de inovação tem sido notório desde meados da década de 90.

    Vive-se uma epoca de apreensão no mundo farmacêutico. A partir deste ano muitas patentes de medicamentos blockbusters estão expirando, e não há previsão de lançamento de novos medicamentos químicos para os próximos 15 anos.
    Por outro lado os biofármacos tem sido uma alternativa para superar esse “penhasco tecnologico”. As Industrias tem se mobilizado para financiar as empresas de biotecnologia, tem realizado parcerias para descoberta de novos biofarmacos, Algumas como BMS tem mudado seu core business para area biotecnologica, e claro, as fusões e aquisições como a recente fusão da Pfizer com a Wyeth, e algumas tentativas de aquisições de empresas de genéricos indianas.
    O Brasil acompanha a tendencia, e iniciativas de celeiros de inovação custeados por industrias nacionais tem se tornado comum. Soma-se a isso as parcerias de empresas e Universidades públicas para desenvolvimento de novas tecnologicas, processos e produtos.
    Certamente o artigo foi infeliz em comentar somente o aspecto comercial, e a preocupação das empresas em manter seus Market-share, sem contemplar os esforços mundiais na real descoberta de novos fármacos via inovação.

  • 2. Fernando Henrique de Souza Freitas  |  08/09/2009 at 20:33

    Estou desenvolvendo meu TCC nessa área.

    O título é: Relações de cooperação entre as indústrias farmacêuticas do estado de Goiás.

    Vou ler o artigo ao qual você se refere e depois posto a minha opinião.

    Mas gostaria desde já solicitar material que me ajude no desenvolvimento do meu trabalho. O referencial teórico já está praticamente concluído, mas é sempre bom ler um pouco mais.

    Agradeço sua atenção e fico no aguardo de um contato o quanto antes.

  • 3. Edna Santos  |  14/01/2010 at 16:24

    Olá Samanta,

    Gostaria de ver o teu material, é possível?
    Sou pesquisadora e meu objeto de estudo é a cooperação no DAIA (Anápolis – GO), terceiro maior polo farmaceutico do Brasil.
    Se possível, entre em contato via e:mail pois estou pesquisando extamante os níveis de cooperação existentes no DAIA e em outros modelos do Brasil e do Mundo. Afinal, precisamos de uma refencia consistente para afirmar se existe ou não cooperação entre das indústrias farmaceuticas…
    Um abraço e obrigada!

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