Creative Commons
05/08/2008
Por Cláudia Castelo Branco,
Para quem tem interesse em conhecer mais sobre o creative commons e a cultura de compartilhamento, indico o vídeo “A Shared Culture“. Pra acompanhar com legendas, basta clicar no icone ao lado do “i”.
Entry Filed under: Aspectos regulatórios. Etiquetas: Colaboração em rede, commons.
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1.
Fabiana Grieco | 06/08/2008 at 13:07
Achei muito interessante este pequeno vídeo sobre Creative Commons, mas acredito que tenha faltado exposições que questionem o modelo de modo menos comprometido com o tema. Por exemplo, é levantada a questão: “Se eu pegar – no sentido de aproveitar e/ou fazer uso – uma coisa sua, tenho que oferecer à próxima pessoa do mesmo modo – sob as mesmas condições? Realmente, é algo para se pensar. As idéias sobre um novo tipo de cultura, uma cultura Folk, são oportunas, ainda que não respondam essa pergunta.
2.
cláudia c.branco | 06/08/2008 at 18:18
fabi, o vídeo é apenas uma geral, sua pergunta é bastante válida.as licenças em cc são diversas e bastante flexíveis para obras intelectuais. A idéia é fazer com que um autor/criador permita uma utilização mais ampla de seus materiais, mas sem infringir as leis de proteção à propriedade intelectual.Com a licença, são os autores que decidem como e sob quais condições seus materiais podem ser utilizados. exemplo: um escritor pode permitir a qualquer pessoa o uso e a alteração de um texto seu, exceto em aplicações comerciais. Note que, neste caso, a licença Creative Commons dá mais liberdade de uso à obra, mas não tira do autor original a possibilidade de geração de renda: ele pode cobrar pelo uso do texto no caso de atividades comerciais.
3.
Fabiana Grieco | 07/08/2008 at 14:22
Clau, concordo que o vídeo dê apenas uma geral sobre o tema, mas ainda acho que o fato de dar voz somente às pessoas que compartilham das mesmas idéias seja uma ação pouco saudável para um debate; independentemente do tema, do assunto debatido. Considero a licença Creative Commons uma alternativa viável para a questão da produção intelectual/artística, levando em conta o maior grau de libardade dado àqueles que querem utilizar, de algum modo, aquilo que já está disponível na web. Apenas devemos considerar cautelosamente os meandros da proteção e da propriedade, como bem explicitou.
4.
Claudio Mazzola | 12/08/2008 at 17:05
É curioso ver que embora inicialmente apresentada em alguns guetos como um movimento pela abolição da propriedade intelectual (no sentido de “tudo seria de todos”), ironicamente a Creative Commons tenha se transformado num movimento de personalização das licenças dos proprietários.
O fato de não rejeitar o controle exercido pelo produtor (pelo contrário, legitima-o) dando ainda mais, a possibilidade de escolher como sua obra deve ser protegida (desde o copyright até o domínio público) e comercializada, por incrível que pareça, faz da ousadia de sua proposta ser ideal para modelos de negócios abertos
Por exemplo, vejam a estratégia da Google em tentar com as licensas CC bater o maior popularizador do conhecimento.
“Why would an expert on a subject take the time to write a knol? One reason would be an altruistic impulse to share wisdom with the world. There’s also the ego juice that might come with being the first authority one encounters in a search for absinthe or Daryl Lamonica. By default, knols use a Creative Commons copyright license, which allows copying and remixing. If they wish, authors can change the settings to register traditional copyright protection.
In addition, there’s money involved. If authors OK it, Google will compensate them with revenue from advertisements served by the company’s AdSense program. If someone writes a top-ranked knol on a subject that’s matched with high-value clicks from Google ads (diseases, travel destinations, personal finance), the payout could be thousands of dollars. (Purists can keep the ads off.)”
http://www.wired.com/software/coolapps/news/2008/07/google_knol?currentPage=all
Esses caras sabem o que fazem.