Prof. Henry Chesbrough recebe o prêmio do Haas Leading Through Innovation Award

por Felipe Meiroz

“Em reconhecimento do seu esforço acadêmico pioneiro em Open Innovation, inovação no setor de serviços e nos processos de pesquisa e desenvolvimento industrial”, o professor Henry Chesbrough recebeu recentemente o prêmio “Haas Leading Through Innovation Award”, da Haas School of Business, em Berkeley, Califórnia.

A Haas é um das mais famosas escolas de administração do mundo e conta com renomados pesquisadores nas mais diversas áreas, incluindo o prêmio Nobel em economia de 2009, o professor Oliver Williamson, um dos pioneiros no estudo do campo multi-disciplinar de economia de custos transacionais e um dos economistas mais citados do mundo.

O Chairman do Centro de Open Innovation Brasil tem contribuído para unir “a academia e a comunidade de negócios e o seu trabalho tem tido um impacto positivo na sociedade como um todo.”, segundo as palavras de Rich Lyons, dean do Bank of America na Haas School.

E mais está por vir. O PhD de Berkeley está trabalhando em seu novo livro, cujo escopo será a inovação aberta no setor de serviços, setor onde o P,D&I não são tão estudados e encorajados. Um dos principais focos do seu estudo será o restaurante “El Bulli”, que é um dos pioneiros em pesquisa e desenvolvimento de novos alimentos. Pode-se dizer que o modelo do restaurante é, no mínimo, peculiar. Ele deliberadamente fecha suas portas por seis meses, ou mais, como está previsto para os anos de 2013 e 2014, o qual permanecerá fechado. O objetivo: desenvolver novos pratos com base em pesquisas sobre “Gastronomia Molecular”, aproveitando-se de pesquisas internas e externas”. O restaurante também realiza parceiras com hotéis e companhias aéreas para desenvolver seu modelo de negócio.

O prof. Henry  Chesbrough leciona na Haas School of Business da Universidade da Califórnia – Berkeley, onde é diretor-fundador executivo do Center for Open Innovation. Além disso, ele é chairman do Centro de Open Innovation no Brasil e membro do advisory board da Allagi.

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Inovação Aberta para o Sistema de Educação

Por Rafael Levy

Embora o paradigma da inovação aberta tenha surgido a partir de um estudo com enfoque inicialmente tecnológico, ele se estendeu dos processos de pesquisa & desenvolvimento industrial para modelos de negócio. Porém, equivoca-se quem restringe as principais aplicações do mesmo na área corporativa e/ou acadêmica.

Conforme já divulgamos anteriormente aqui no nosso blog, a Casa Branca orientou todas as suas agências e departamentos a pensarem na inovação aberta na aplicação de seus orçamentos anuais.

Assim, o U.S. Department of Education, abraçando a iniciativa, acabou de criar um portal de Open Innovation onde as pessoas-chave envolvidas no processo de educação podem compartilhar ideias e colaborar no desenvolvimento das mesmas de forma a melhorar a educação no país.

Além disso, o portal também irá estimular o patrocínio de desafios, ou seja, competições online para premiar soluções identificadas pela comunidade do portal como promissora. Caberá ao patrocinador criar o desafio, estabelecer os critérios e premiar o vencedor.

Para um país como o Brasil cuja qualidade de ensino está longe do ideal, uma iniciativa como essa serve de exemplo.

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Um guia para implementação da Open Innovation

por Fabrício Menardi

No final do ano passado, o Institute for Manufacturing (IfM) da Universidade de Cambridge (Inglaterra) publicou um novo guia para orientar empresas interessadas em adotar práticas de inovação aberta.

O trabalho, “How to Implement Open Innovation: Lessons from studying large multinational companies”, é o resultado de dois anos de estudos de trinta grandes empresas de diversos setores, incluindo, energia, aerospacial, defesa, software e mídia, eletrônica e telecomunicações e visa por meio de exemplos atuais ilustrar como as empresas podem construir uma cultura de Inovação Aberta (OI), criar e capturar valor por meio do compartilhamento de tecnologias e conhecimento com outras organizações:

“Among the guidance contained within the report is how companies can build an open innovation culture, how to develop the necessary skills within the business and how to motivate employees.”

“It is thought that open innovation could be a way of improving a firm’s ability to create and capture value, by improving the rate and quality of innovation. Rather than relying on internal resources firms share knowledge and technologies with other companies in a bid to create new commercial opportunities.”

      Segundo seus autores, o trabalho pretende responder à seguinte pergunta: “Eu quero implementar a inovação aberta – por onde começar e o que eu devo fazer? Sendo assim, ele fornece uma visão geral das abordagens existentes para Open Innovation e delineia como uma empresa pode começar a implementar uma estratégia para atender às suas necessidades.

      O guia é particularmente relevante para os CEOs, CTOs e gerentes de P&D e das cadeias de suplementos das empresas, como também para aqueles gestores que já tiveram experiências com a implementação da OI:

“While not a panacea to all business problems, it can be a positive process. We think the report offers an overview of existing approaches to OI and an outline of how to implement it and some of the main obstacles that need to be overcome.”

“While Open Innovation is a relatively new phenomenon, it has started to gain traction in businesses across a range of sectors. We wanted to try and find out if there was a framework or guide for other firms to implement Open Innovation and to understand what people involved in its adoption did on a day-to-day basis.

      A partir da pesquisa realizada entrevistas, ficou claro que a OI significa coisas diferentes para as diferentes empresas estudas. No entanto, todas as empresas envolvidas reconhecem que a OI é uma oportunidade para melhorar a capacidade de inovação e para enfrentar os desafios de negócios:

“While each company will face different challenges and will have different reasons for pursuing open innovation, the report offers a framework which can be tailored to their needs.”

      O estudo foi escrito por Letizia Mortara, Johann Jakob Napp, Imke Slacik e Tim Minshall pesquisadores do Centre for Technology Management, do Institute for Manufacturing e pode ser acessado através do site do próprio IfM.

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Inovação Aberta na Indústria Farmacêutica

por Cláudio Mazzola

Quando se fala em inovação na indústria farmacêutica é comum vir à cabeça a ideia de altos custos de P&D, litígios de patentes e conhecimento mantido a sete chaves.

Sim, é um modelo que ainda funciona de certo modo, razoavelmente bem até hoje.

Entretanto, cabe apontar que com o surgimento de inovação aberta, o estereótipo dessa indústria tem se transformado.

É o caso, por exemplo, da GlaxoSmithKline, ou simplesmente, GSK.

Decidida a colocar em prática a proposta da inovação aberta dentro e fora de seu perímetro, essa gigante farmacêutica informou recentemente por meio de seu blog que muito mais do que deixar em domínio público quase 800 documentos de patentes sobre doenças tropicais, coloca também à disposição seu know-how, recursos financeiros e infraestrutura para de empresas, organizações não governamentais, pesquisadores, bem como demais interessados que queiram participar de descobrir novas drogas contra a malária.

A proposta é ousada, mas sensata, pois espera com isso criar parcerias, reduzir tempo e riscos de pesquisa, atrair talentos e ideias, gerar e acumular conhecimento e principalmente, participar em novos negócios.

Nada de novo para aquela velha lógica de menos custos e mais receitas.

Add comment 19/02/2010

A Inovação Aberta como Política de Estado

por Fabrício Menardi

A Inovação Aberta entrou oficialmente na pauta da Política de Estado dos países ibero-americanos.

O estímulo ao intercâmbio e à transferência de tecnologias entre empresas e governos, de acordo com o conceito de inovação aberta, é um dos itens da Declaração de Lisboa , documento final que foi aprovado no âmbito da XIX Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo , que ocorreu em Portugal no final do ano passado.

A Cimeira (Cúpula ou Conferência) Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo é uma reunião anual dos chefes de Estado e Governo de vinte e dois países da América Latina e da Europa, entre eles, o Brasil. Os seus objetivos são a promoção da cooperação e o desenvolvimento entre os países ibero-americanos.

Ao final da XIX Cimeira, cujo tema central foi a inovação, os lideres dos países participantes se comprometeram a ”Dar prioridade à inovação no quadro das estratégias nacionais de desenvolvimento dos nossos países, mediante a formulação e implementação de políticas públicas de médio e longo prazo, sejam de natureza fiscal, financeira ou de crédito, dirigidas aos agentes da inovação e do conhecimento (empresas, principalmente as pequenas e médias empresas, universidades, centros de I&D, governos, setores sociais) e à população em geral, e promovendo a sua interação, estimulando, consequentemente a implementação gradual de uma cultura de inovação.” e acordaram, entre outras coisas, “Estimular o intercâmbio e a transferência de tecnologias entre empresas e governos dos países da região, de acordo com o conceito de inovação aberta.”

Os chefes de estado e de governo dos países ibero-americanos comprometeram-se ainda a ”assegurar e promover o acesso e o uso, livre e seguro, das tecnologias de informação e comunicação a toda a sociedade e em particular entre a infância, juventude e pessoas com deficiências, fomentando a inclusão e a igualdade, especialmente de género, geracional e territorial, convertendo o acesso num direito básico e universal”.

A XX Cimeira Ibero-americana, agendada para este ano na Argentina, será dedicada à Educação e Inclusão.

Add comment 13/02/2010

Entrevista do Prof. Henry Chesbrough na HBR Brasil

HBR Dezembro 2009

HBR Dezembro 2009

por André Araujo

A edição brasileira de dezembro último da Harvard Business Review conta com uma interessante entrevista do Prof. Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia – Berkeley, criador e principal referência em Open Innovation no mundo, durante sua visita  ao Brasil para o Open Innovation Seminar 2009.

Na entrevista, que marca a nomeação de Chesbrough como chairman do advisory board da Allagi para aplicação da Open Innovation no Brasil, o foco é dado às possibilidades abertas às empresas brasileiras para inovar no cenário internacional. Chesbrough cita como empresas-referência no tema no País a Natura, do setor de cosméticos e a Omnisys, do de defesa/aeroespacial. Segundo ele, a inovação aberta “já está madura para ser parte do processo nessas empresas”, tendo superado a fase de ideia, ainda bastante teórica.

Como tem reafirmado diversas vezes ao longo destes últimos anos, em diversas entrevistas e conferências, ele comenta que os departamentos de P&D das empresas, na nova realidade da inovação aberta, “devem assumir um novo papel”, conectando os departamentos da empresa e conectando-se com universidades e outras empresas, concluindo que “a inovação aberta pode alavancar o P&D – e vice-versa”.

Chesbrough opina ainda acerca das oportunidades de desenvolvimento do Brasil, baseadas na passagem de uma economia baseada em recursos naturais para outra, fundamentada em conhecimento. Neste contexto, a educação ocupa um papel fundamental, segundo ele.

Além da entrevista, seu mais recente artigo, intitulado “Como a inovação aberta pode ajudar em tempos difíceis” também é apresentado na edição deste mês (cujo tema é “Foco na Inovação), traduzido para o português.

1 comment 18/01/2010

OI <> IP

por Cláudio Mazzola

No artigo Open Innovation and Intellectual Property Rights, Bronwyn H. Hall descreve como um direito de exclusividade e de exclusão como o da propriedade intelectual consegue tão bem harmonizar com um paradigma cuja natureza é estimular o fluxo de ideias internas e externas de uma empresa para levar em menos tempo, custo e risco um determinado produto/serviço ao mercado.

E como estudo de caso, o artigo cita as práticas de empresas tradicionalmente conhecidas por investir fortemente em inovação tecnológica e direitos de propriedade intelectual tais como IBM, Phillips e Microsoft.

Neste novo contexto não deixa de ser curioso notar que ao passo em que os pedidos de patentes, muitos deles referentes aos polêmicos métodos de negócio, aumentam, passa a ser também comum a “doação” de patentes principalmente para o público universitário mais entusiasmado por plataformas abertas como a do software livre.

Em um primeiro momento, para um cético qualquer, tais benfeitorias seriam vistas como ações meramente pontuais e que visam atingir somente um efeito “social” visto que tratariam de patentes sem qualquer valor econômico para a empresa.

Ledo engano… Antes fosse mera filantropia.

Observando mais claramente o conceito, uma vez que nenhuma empresa é capaz de desenvolver toda a tecnologia necessária internamente, para empresas como a Microsoft ou IBM, nada melhor do que incentivar em centros de pesquisas mundo afora uma rede de especialistas anônimos para aperfeiçoar uma série de produtos que necessitam operar corretamente com os de outras empresas quer seja competidores diretos ou empresas com modelos de negócio diferentes, como por exemplo, os fornecedores de software livre.

Simplesmente, uma forma sutil e inteligente de manter a vantagem competitiva.

Por fim, o autor descreve outros papéis que a inovação aberta proporciona em especial para a interação entre as empresas farmacêuticas e de biotecnologia, uma espécie de simbiose onde uma sem outra não sobrevive em novos mercados.

Vale a pena ler

Add comment 14/01/2010

Eventos sobre open innovation em 2010

por Verónica Savignano

Caros leitores, vejam alguns eventos sobre inovação aberta e temas correlatos que vão ocorrer durante 2010.

5 a 8 de janeiro de 2010. Hawaii International conference on system sciences – Minitrack:  Collaboration Systems for Open Innovation. Hawai. Mais informações: http://www.hicss.hawaii.edu/HICSS_43/apahome43.htm

25 a 27 de janeiro. CoDev2010. 9 th annual international congress on co-development and open innovation. Phoenix, Arizona Area (EUA). Organizado por The Management Roundtable e PDMA (Product Development and Management Association). Mais informações: http://events.roundtable.com/codev.

1 a 4 de fevereiro. ASAP Global Alliance Summit. Conferência sobre gestão de alianças estratégicas e colaborações. Anaheim, CA (EUA). Organizado por ASAP (Association of Strategic Alliance Professionals). Mais informações: http://www.strategic-alliances.org.

8 a 10 de fevereiro. Front End of Innovation Europe. Critical Factors for Balancing Short-term Profitability with Long-term Sustainability. Amsterdam (Países Baixos). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feieurope/home.xml.

17 e 18 de março. Breakthrough Innovation 2010. Barcelona (Espanha). Organizado por Connecting Group. Mais informações: http://www.connecting-group.com/Web/EventOverview.aspx?Identificador=8

3 a 5 de maio. Front End of Innovation USA. A New Front End of Innovation: The Era of Collaboration. Boston, MA (EUA). Organizado por PDMA(Product Development and Management Association) e IIR (Institute for International Research). Mais informações: http://www.iirusa.com/feiusa

Neste ano também teremos, no Brasil, a terceira edição do Open Innovation Seminar. Na plataforma de colaboração do Centro de Open Innovation, há um forum criado para receber sugestões para a organização do evento.

2 comments 16/12/2009

Manual europeu de diretrizes para pesquisa colaborativa

por Verónica Savignano

Está online a versão 1.1 do manual de diretrizes da Responsible Partnering para boas práticas em pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento entre ICTs (Instituições Científicas e Tecnológicas) e empresas.

O manual é baseado nos resultados de eventos e outras atividades desenvolvidas pelas organizações européias a que lideram a iniciativa Responsible Partnering. Trata-se de organizações de apoio à pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica que representam setores ligados à academia (três delas) e  à indústria (apenas uma): a European University Association (EUA), European Association of Research and Technology Organizations (EARTO), a ProTon (rede de escritórios de transferência de conhecimento de instituições de ensino e pesquisa da Europa) e a European Industrial Research Management Associatio (Eirma).

A seguir, um resumo das diretrizes para empresas, ICTs e governos enumeradas no manual:

  • Desenvolver uma visão estratégica de como as atividades de pesquisa colaborativa e transferência de conhecimento vão auxiliar as partes a atingir seus objetivos. Definir políticas, comunicá-las e garantir compreensão e alinhamento.
  • Alinhar, com transparência, os interesses e expectativas dos vários parceiros envolvidos.
  • Usar práticas consolidadas (não re-inventar a roda) e adotá-las como práticas-padrão (isso ajudará no desenvolvimento de colaborações duradouras).
  • Disponibilizar apoio profissional de alta qualidade para a gestão da pesquisa colaborativa e da transferência de conhecimento.
  • Desenvolver programas e ambientes de aprendizagem para que as equipes adquiram habilidades inerentes à inovação aberta: gestão de projetos, empreendedorismo, desenvolvimento de negócios, gestão da propriedade intelectual.
  • Conseguir uma gestão da propriedade intelectual eficaz, que facilite a criação de valor num contexto de inovação aberta, maximize o potencial de comercialização e incentive futuros investimentos em pesquisa.
  • Abordar a inovação de maneira interdisciplinar, incluindo a inovação no modelo de negócios, no design e organizacional.
  • Incentivar a pesquisa avançada,  a educação e treinamento de alta qualidade e  a existência de escritórios de transferência tecnológica com profissionais competentes nas instituições públicas.

Um ponto interessante citado várias vezes no documento é a afirmação de que as atividades de pesquisa colaborativa são mais produtivas dentro de ambientes relativamente estáveis, embora também dinâmicos, onde há confiança.

O manual inclui seções sobre os pontos a considerar para redigir um convênio de pesquisa colaborativa, aspectos legais da colaboração e ckecklist para aplicar as diretrizes na empresa.

Add comment 10/12/2009

Curso de Chesbrough e Vanhaverbeke sobre pesquisa em open innovation

por Verónica Savignano

Compartilho com os leitores, especialmente os que estão fazendo doutorado em temas correlatos à inovação aberta, esta informação recebida sobre um seminário para PhDs que estudam open innovation e open business models.

Trata-se de um curso de 2 dias (14 e 15 de janeiro) em Barcelona, na escola de negócios ESADE. Os organizadores são dois dos mais relevantes pesquisadores da área, os professores Henry Chesbrough (colaborador deste blog) e Wim Vanhaverbeke.

A partir da leitura dos tópicos que serão abordados (vejam abaixo, na reprodução do texto de divulgação), infiro que o curso vai fazer uma revisão do arcabouço teórico que pode embasar a pesquisa em inovação aberta, vai colocar os temas de pesquisa emergentes na academia e e vai também falar sobre recursos para a pesquisa em inovação aberta (bases de dados, por exemplo). O texto de divulgação faz menção à possibilidade de que os participantes do seminário discutam com seus pares suas pesquisas em andamento.

Vejam o texto de divulgação dos organizadores:

Seminar Open Innovation & Open Business Models

  • School: ESADE Business School
  • Date: Jan 14-15, 2010
  • Time: 09:00 h. to 13:00 h. - 14:00 h. to 18:00 h.
  • Place: ESADE Business School Address: Barcelona – Sant Cugat Campus
  • Room: To be confirmed
  • ECTS: 3
  • Fee: 660 €. Special fee for CEMS / EDAMBA
  • Language: English
  • Participants max: 25
  • Participants min: 4
  • Enrolment deadline: January 4th , 2010
  • Applications to: Ms. Olga Linares - olgamaria.linares@esade.edu
  • Contact information: Ms.Pilar Gállego - pilar.gallego@esade.edu

ESADE Business School visiting Professors Henry Chesbrough (Haas School of Management  - UC Berkeley & ESADE) and Wim Vanhaverbeke (ESADE, Vlerick Management School
and Hasselt University), are organizing a 2 day PhD seminar about Open and Collaborative Innovation at ESADE – Barcelona.
These two leading researchers in Open Innovation will deal with the latest insights in Open Innovation and explore how PhD students can successfully design and shape research in this area.
The following topics will be discussed during the workshop.
1.    What are the antecedents of Open Innovation? What are the factors leading to more Open Innovation in different industries? Under what conditions can we expect Open Innovation to yield greater performance than Closed Innovation?
2.    How does Open Innovation relate to prior innovation literature (e.g. absorptive capacity, dynamic capabilities, corporate and business level strategy, etc…)? How can Open Innovation be linked to existing innovation management models and theories of the firm? What other relevant theories that can be linked to Open Innovation? What kind of challenges can we expect when doing this? How should theories be adapted to fully explain Open Innovation?
3.    What are some of the underlying business models in Open Innovation? What are the implications of open business models for the current innovation management and strategy literature?
4.    Exploring some emerging areas in Open Innovation:
a.    How can Open Innovation be applied to SMEs in low/ medium tech industries? What are the differences with Open Innovation in high-tech industries? Should Open Innovation be managed differently in SMEs compared to large firms?
b.    Large firms are almost always MNEs. How does a multinational setting and the resultant heterogeneity of external technology resources influence the original Open Innovation framework? Can we discuss the role of resource proximity and regional innovation systems in Open Innovation?
c.    What are the advantages of Open Innovation IP models? How can Open Innovation IP models help in fostering cooperative innovation efforts between a set of firms?  What are the latest developments in the field and how do they challenge the classical view on IP-management?
d.    How can one manage the collaboration between VC backed start-ups and large firms? What are the consequences for the organization of external corporate ventures?
e.    What is the empirical evidence on Open Innovation? What are the databases that can be used for empirical research: publicly available databases, databases developed by companies or innomediaries, etc? How should one design large scale surveys to advance our understanding of Open Innovation?  How can case studies be used in Open Innovation research?
5.  What are the limits and valuable critiques of Open Innovation?
Participants will have the possibility to discuss their ongoing research in small groups and receive feedback from the faculty.

Add comment 07/12/2009

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