Modelo de inovação empreendedor vs. corporativo: a sinergia entre startups e empresas maduras

No dia 5 de agosto o Centro de Open Innovation – Brasil realizou a segunda Reunião Temática do ano. Com o apoio da Agência de Inovação da USP e da Allagi, o evento aconteceu no auditório Professor Dr. Osvaldo Fadigas Fontes Torres, localizado no prédio do Centro de Computação e Eletrônica (CCE).

Público participante do evento

Com o tema “Modelo de inovação empreendedor vs. corporativo: a sinergia entre startups e empresas maduras”, o ciclo de palestras recebeu cerca de 90 pessoas , entre eles professores, pesquisadores, empreendedores, e representantes de grandes empresas como Portugal Telecom, Thales, Claro, Buscapé, Grupo Centroflora, entre outras, que debateram como iniciar o processo de inovação nas corporações, as formas de financiamento e incentivos governamentais que impulsionam a inovação. O evento foi mediado por Bruno Rondani, fundador e diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil.

A reunião teve abertura de Cláudio Tervydis, diretor de inovação da Agência USP de Inovação seguido por André Saito, vice-coordenador acadêmico do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) que abordou a relação ‘Modelo de Inovação Empreendedor vs. Corporativo’, destacando as diferentes fases para o crescimento de um negócio. “Os empresários devem ter visão crítica sobre o momento certo para investir, empreender. Tem que estar atento ao fluxo do mercado e observar as melhores formas para fazer a empresa crescer, mesmo que esse crescimento signifique abrir mão de parte da instituição para investidores externos. O importante é estar apto para inovar na administração e sentir o que o mercado pede”, afirmou Saito.

A palestra do vice-coordenador do GV Cepe deu abertura a uma série de discussões e relatos, por parte dos participantes, sobre suas experiências na hora de empreender e inovar, trazendo a tona dois lados da moeda em um mesmo ambiente: pessoas que deixaram suas empresas para buscar investir no negócio próprio e empreendedores que buscam idéias para viabilizar em outras empresas, já estabelecidas no mercado.

Saito,  Rondani e Borges

Rodrigo Borges, sócio e co-fundador do Buscapé, deu sequência ao evento, apresentando uma palestra inédita sobre como foi o processo que tornou sua empresa uma das maiores referências do mercado brasileiro no ramo de TI. “Todo começo é difícil e no nosso caso foi ainda mais complicado, pois, de certa forma, inventamos um serviço que não existi

a no mercado. Investimos todo nosso tempo, enfrentamos grandes empresas e nos mantemos no mercado até a coisa funcionar. Foi uma iniciativa inovadora, recebemos propostas de empreendedores internacionais, buscamos recursos internos, analisamos o mercado e conquistamos nosso patamar”, disse Borges.

Segundo Rodrigo, o Buscapé está em constante caça a novos projetos e, para os interessados em mostrar e viabilizar suas ideias, a empresa disponibiliza o email m&a@buscape.com.br como contato. O evento foi transmitido ao vivo e acompanhado por mais de 700 pessoas pela IPTV da Agência USP de Inovação. O vídeo estará disponível em breve. Para ter acesso as apresentações da reunião, acesse o link: http://www.slideshare.net/Allagi/reunio-temtica-modelo-de-inovao-empreendedor-vs-corporativo-a-sinergia-entre-startups-e-empresas-maduras

As Reuniões Temáticas são organizadas pela equipe do Centro e viabilizadas pela Allagi e instituições que sediam os eventos. A próxima reunião acontecerá no dia 6 de outubro, no Inovatec 2010, em Belo Horizonte, com o tema “Gestão da Inovação e do Conhecimento”. Para saber a programação dos próximos eventos, inclusive a terceira edição do Seminário (www.openinnovationseminar.com.br), acesse: http://openinnovationbrasil.ning.com/events/reuniao-tematica-inteligencia

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Pequena e média empresa no foco da inovação

A agência de Inovação Inova Unicamp promoveu, no último dia 4, o evento Café de Inovação, um ciclo de palestras que reuniu executivos das áreas de P,D&I para debaterem a inovação em pequenas e médias empresas. Os palestrantes convidados foram Fábio Bueno, membro do Comitê Temático “Inovação nas PMEs”, Kleber Bacili, diretor de tecnologia da Sensedia, e Bruno Rondani, presidente do conselho administrativo da Allagi.

Realizado em parceria com o Ciesp e com apoio da CNPq, o evento foi iniciado com a apresentação de Fábio Bueno, do Comitê Temático “Inovação nas PMEs”, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), que foi criado especialmente para conhecer o processo de inovação nas pequenas e médias, analisar programas de apoio nacionais e internacionais, bem como legislação e incentivos.

Segundo estudo apresentado por Bueno, desenvolvido junto a empresários, quatro problemas foram identificados como agentes que dificultam a inovação: falta de financiamento e recursos, burocracia, falta de apoio de parceiros tecnológicos e capacitação. Para sanar esses pontos, a Anpei desenvolveu iniciativas como cursos de capacitação e workshops.

A inovação aberta também foi tema do evento, sendo apresentada por Rondani em nome da Allagi. Bruno abordou os principais fundamentos desse conceito, criado por Henry Chesbrough em 2003 no livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology.

Rondani ressaltou que a inovação aberta pode ser utilizada em qualquer parte do processo de inovação de grandes corporações assim como em pequenas e médias empresas, o que traria um diferencial na gestão da inovação nesses segmentos.

Kleber Bacili, diretor de tecnologia da Sensedia, fechou o ciclo de palestras apresentando sua empresa como um bom caso de empreendedorismo corporativo. A Sensedia foi criada a partir de uma tecnologia desenvolvida em parceria com uma grande empresa e a universidade. Fornecedora de soluções para reutilização de software e governança SOA (Arquitetura Orientada a Serviços), a empresa recebeu apoio de fundo de seed money (Novarum), mesmo sendo é uma spin-out da Ci&T, resultante de um projeto de pesquisa e desenvolvimento em parceria com o Instituto de Computação da Unicamp.

O Café de Inovação faz parte de um projeto da Inova Unicamp, aprovado no âmbito do edital 13/2009 do CNPq, que consiste na realização de eventos destinados a promover a sensibilização, conscientização e mobilização de empresários para a importância da inovação. Para acessar as apresentações utilizadas nessa reunião, acesse o link: http://www.inova.unicamp.br/paginas/eventos.php?id_evento=916

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Lançado edital de Subvenção Econômica da Finep para 2010 – Grandes mudanças!

por Rafael Levy

FINEPA Finep acaba de divulgar o novo edital nacional de Subvenção Econômica para o ano de 2010, com o valor total de R$ 500 milhões.

O edital deste ano trouxe várias novidades em relação aos anos anteriores. Podemos citar como as mudanças mais relevantes:

  1. Apenas empresas com fundação e registro na Junta Comercial ou RCPJ anteriores à 31/12/2008 podem participar do edital.
  2. Cada empresa pode apresentar apenas uma proposta por tema.
  3. O total de recursos solicitado à FINEP (somado com o valor já obtido nos editais anteriores de subvenção) não podem ultrapassar o faturamento bruto da empresa no ano de 2009, ou o capital social da empresa, ou R$ 500.000, o que for maior.
  4. Foram alteradas as faixas de contrapartida. Microempresas (de faturamento até R$ 2,4 milhões) precisam aportar agora 10% de contrapartida. Empresas com faturamento até R$ 16 milhões são consideradas pequenas empresas, com contrapartida de 20%. Empresas com faturamento até R$ 90 milhões são consideradas médias empresas, com contrapartida de 50%. Além disso, criou-se uma nova categoria, a de média-grande empresa (faturamento de até R$ 300 milhões) com contrapartida de 100%. Apenas empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões tem contrapartida de 200%.
  5. A regra da contrapartida não trata mais do “grupo econômico” ao qual a empresa pertence. Provavelmente porque as novas regras de contrapartida e de limitação dos recursos subvencionados relacionados ao faturamento e capital social já filtrarão os casos anômalos.
  6. O edital agora permite que despesas acessórias de apoio, como seleção de fornecedores, gestão financeira e contábil, coordenação administrativa, etc, podem ser pagas com recursos da FINEP, limitado a 5% do valor total da proposta.
  7. Foi inserida uma nova etapa eliminatória de apresentação oral pela empresa para a Finep de todas as propostas que atinjam a nota mínima (5 pontos em todos quesitos) na etapa de análise.
  8. A partir de agora, toda proposta enviada à Finep deverá conter como anexo um Plano de Negócios específico para o projeto em questão.

O impacto prático das mudanças será sentido principalmente pelas pequenas empresas, pois o edital barra totalmente a participação de startups com menos de 1 ano e meio de existência, além de limitar a R$ 500 mil o valor total subvencionado que pode ser captado pelas startups mais antigas que ainda não tem faturamento ou investimento de capital.

Fica claro que nesse novo edital as médias empresas foram as mais beneficiadas, pois tiveram sua contrapartida reduzida e contarão agora com uma menor concorrência por parte das pequenas empresas, devido às restrições à participação.

Algumas das características dos editais passados ainda estão mantida, como o valor dos projetos (o valor solicitado à FINEP deve estar entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões), a obrigatoriedade do projeto se encaixar nos temas do edital, o prazo máximo de 36 meses, a destinação de no mínimo 40% dos recursos para micro e pequenas empresas e 30% para região Norte, Nordeste e Centro Oeste.

O prazo para entrega das propostas é 7 de Outubro de 2010 e a divulgação final dos resultados será no dia 4 de Abril de 2011.

Atualização 4/8/2010 15:50: A Finep acaba de retirar o edital de seu site. O link acima está inválido. Isso significa que ainda podem haver alterações no edital.

Atualização 9/8/2010: O edital voltou ao ar no final de semana com poucas alterações. O link foi corrigido. Inseri no post acima outra modificação relevante no edital que passa a exigir um Plano de Negócios.

8 comments 04/08/2010

Novas Medidas Provisórias para Inovação Tecnológica

por Cláudio  Mazzola

Prevista na constituição brasileira para ser utilizada em casos de urgência e relevância a Medida Provisória (MP), um ato com força de lei, tem sido desde sua criação,  uma prática recorrente do poder executivo para governar.

Nas últimas semanas houve a publicação de duas MPs importantes para fomentar inovação tecnológica no país.

A primeira (MP 495), assinada no dia 19 de julho, altera entre outras leis, a Lei de Licitações (n° 8.666) e tem como principal objetivo estimular o uso do poder de compra do Estado para incentivar o desenvolvimento tecnológico na indústria nacional.

A segunda (MP 497), assinada no dia 27 de julho, ratifica a desoneração tributária de subvenções governamentais destinadas ao fomento das atividades de P,D&I nas empresas.

Resumindo:

  • As licitações públicas terão como margem de preferência produtos e serviços que levem em consideração o desenvolvimento e a inovação tecnológica do país. Especificamente, quando estiverem na disputa produtos brasileiros e importados, os nacionais podem ter preço até 25% maior e, além disso, o governo poderá fixar “margem adicional” para bens e serviços com tecnologia desenvolvida no país;
  • Finep e o CNPq, bem com as demais agências de fomento poderão firmar convênios e contratos com as fundações das Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs) e das universidades privadas e com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). Paralelamente, Fundações serão obrigadas a publicar semestralmente relatórios de execução dos contratos. Isso quer dizer maior transparência quanto à administração dos recursos públicos;
  • IFEs e as ICTs poderão realizar convênios e contratos, com fundações instituídas com a finalidade de dar apoio a projetos de ensino, pesquisa e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, inclusive na gestão administrativa e financeira desses projetos;
  • Concessão de bolsas por parte das fundações, para alunos de graduação e pós-graduação vinculados a projetos de pesquisa apoiados (servidores das IFEs e das ICTs também poderão receber o beneficio); e
  • Tributos como Imposto de Renda, PIS/Cofins e CSLL não serão cobrados para recursos de subvenções da Finep. Com isso, espera-se um aumento imediato de aproximadamente R$ 234 milhões nos programas de subvenções, os quais trarão benefício principalmente para PMEs, responsáveis por mais da metade das empresas que conseguem aprovar projetos junto à Finep.

As iniciativas fazem parte de um esforço intenso, iniciado há pelo menos uma década para alavancar a ciência e tecnologia e competitividade das empresas no país.

O tema inovação tecnológica não deixa de ser um assunto relevante e até urgente para o país, mas sua realização não pode sempre depender de mecanismos “quebra-galhos” como MPs.

Políticas públicas são visões de longo prazo que exigem planejamento e responsabilidade daqueles que governam.

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Apontador Selecionado pela AlwaysOn como Vencedor do AlwaysOn Global 250

Por Fabrício Menardi

Na quarta-feira passada, 27 de julho de 2010, a LBS Local, empresa líder em geolocalização da internet brasileira, recebeu por meio de sua plataforma Apontador, o prêmio AlwaysOn Global 250. O feito é inédito para uma empresa brasileira.

A plataforma Apontador foi selecionada dentre milhares de empresas de tecnologia americanas e internacionais pelo time editorial da AlwaysOn e por especialistas globais de mercado (investidores, banqueiros, jornalistas e especialistas da indústria) com base em 5 critérios: inovação, potencial de mercado, comercialização, criação de valor, e presença na mídia.

A premiação ocorreu durante a 8a edição do evento Summit at Stanford, na Universidade de Stanford em Palo Alto,  Califórnia, um dos berços mundiais de inovação em tecnologia no Vale do Silício. Cabe ressaltar que deste evento, surgiu a Zappos.com, uma empresa de tecnologia adquirida pela Amazon.com a qual obteve uma avaliação de US$ 1 Bi.

A importância de participar neste evento, muito mais do que acompanhar as tendências econômicas, políticas e comerciais que afetam a indústria global de tecnologia é atrair interesse de investidores e parceiros globais para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitem ”conectar pessoas, locais e informações ao seu redor”.

Isso a empresa demonstrou ser capaz:  apresentar ao mercado no Vale do Silício liderança, atitude e tecnologias inovadoras.

A lista completa dos vencedores do AlwaysOn Global 250 está disponível no site da AlwaysOn.

1 comment 29/07/2010

Evento: Inovação nas pequenas e médias empresas

No dia 9 de agosto, Bruno Rondani, fundador da Allagi, participará do Café de Inovação, criado pela Agência de Inovação da Unicamp (Inova). O evento consiste em um ciclo de debates, com o ideal de promover discussões em torno de assuntos relacionados à inovação tecnológica.

O tema da palestra é “Inovação nas Pequenas e Médias Empresas”, e tem como objetivo aproximar as empresas das tecnologias desenvolvidas na Unicamp, visando promover a interação entre a universidade e o mundo coorporativo.

Abaixo a programação. Para participar, basta clicar no convite e preencher a inscrição.

Serviço
Inovação nas Pequenas e Médias Empresas
4 de agosto de 2010
Auditório Ciesp – R. Padre Camargo Lacerda, 37 – Campinas – SP
Mais informações: http://www.inova.unicamp.br/

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Brasil na mira da Sony

Fonte: Folha de São Paulo – 13 de julho de 2010

Presidente da Sony quer parceria para produzir conteúdo 3D no país

Com mercado aquecido e Copa de 2014, Brasil se torna prioridade para empresa de tecnologia Companhia japonesa afirma que vai mirar, principalmente, o mercado de músicas e o de filmes em 3D no país

MARTÍN FERNANDEZ

ENVIADO ESPECIAL À CIDADE DO CABO

O Brasil é o próximo alvo da Sony. Encerrada a Copa do Mundo na África do Sul, a companhia japonesa que patrocina a Fifa já faz planos para o país sede do próximo Mundial, sobretudo para a produção de conteúdo musical e audiovisual em 3D.
“O Brasil foi um tigre adormecido, mas acordou”, disse o presidente da Sony, Howard Stringer, 68, em entrevista a meios latino-americanos na África do Sul – a Folha foi o único veículo brasileiro presente.

Copa de 2014

O Brasil é o lugar ideal para organizar a Copa. Foi um tigre adormecido, no entanto, hoje sua economia está crescendo e nós temos que estar lá, para estabelecer relações com as comunidades latino-americanas.

Novos negócios

Para entrar num país em que a música é genial, precisamos de uma gravadora. Onde a capacidade teatral é genial, de um estúdio de cinema. Nossas possibilidades de crescimento são fortes.

Potencial

O Brasil está prestes a se converter em outro colosso, como Rússia e China. De que outro lugar virá o crescimento? Não me parece que da Europa ou do Japão, ou dos EUA. Por isso a América do Sul e a América Central são tão importantes para nós.

Parcerias

Particularmente no Brasil precisamos fazer parcerias, sobretudo para produção de conteúdo, e temos negociado muito. Em música e filmes estão as grandes oportunidades de negócios.

Há três países no mundo onde é vantajoso ter conteúdo e também aparelhos eletrônicos: Índia, Brasil e Rússia, porque há um enorme mercado de música local nesses lugares.

3D

É difícil concorrer com butiques como Apple ou Google, Microsoft, Canon, Nikkon, que têm um produto só. Usamos o 3D para mostrar a escala, o tamanho e o alcance da Sony. Todo nosso investimento em inovação está orientado para o 3D.

Fim do CD

As pessoas que compram CDs têm entre 50 e 60 anos. E os sucessos de venda são artistas de mais idade, [direcionado para] as pessoas que não querem fazer download. Esse não é o futuro da música. Se CDs continuarão a ser vendidos, não sei.

Música digital

Nós mantemos gravadoras, estamos gradualmente gerando mais dinheiro de maneira digital, tentando encontrar caminhos e compensando a queda [da venda] dos meios físicos. É realmente uma batalha.

Tivemos uma margem de lucro de 7% em música no ano passado e demitimos algumas pessoas. As pessoas geram cada vez menos dinheiro. Os executivos costumavam fazer fortunas. Não fazem mais. Tem que haver uma maneira de descobrir artistas na internet e depois respaldá-los.

Copa

Lamento muito que os times sul-americanos tenham sido eliminados. Ficaram os europeus, que jogam muito bem, mas que não emocionam o público. A Inglaterra não emociona ninguém, mas ao menos representa perigo: egos e caos correndo pelo campo. É divertido.

Tecnologia no futebol

Se você coloca uma câmera 3D no gol, nenhum árbitro deixaria de validar um gol. Há uma discussão sobre se a tecnologia tomaria tempo do jogo, mas o público consegue ver o erro no telão antes que a bola tenha mudado de posição. Ainda usaremos óculos [para assistir a 3D] por dois ou três anos, mas logo não vamos precisar.

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Open Innovation and IP Protection Can Work Together

por John Steen do Blogging Innovation

Open Innovation and IP Protection Can Work TogetherI’ve just finished reading a nice article on IP strategy and open innovation that was published in the MIT Sloan Management Review last year. It’s worth reading because the authors, Oliver Alexy, Paula Criscuolo and Ammon Salter have been doing research in this area for a while and now have a good corpus of evidence about how to successfully manage open innovation. I’ve written a blog post previously on one of Ammon’s papers where he talks about the Gollum effect, where obsessive IP protection shuts down the possibilities for valuable innovation partnerships.

The main point of the paper is that some organizations obsess about IP with a ‘one size fits all’ approach, which disables innovation. Universities in particular are becoming notorious for this and it is having a detrimental effect, as the authors explain.

“For example, Rolls Royce plc finds that it takes 18 months to negotiate a research collaboration agreement with a university partner; having routinely experienced such delays, the company is considering whether to terminate its extensive network of university research centres altogether.”

Obviously, if enough IP is patented then there will eventually be something of value that may become a ‘blockbuster’ product. However, as Tim has observed before, a patent is not a business model and the costs of holding and maintaining all this unproductive IP are staggering. In the US, 99% of all patent-licensing revenue can be attributed to 40% of patents. The main beneficiaries of the remaining 60% are the patent attorneys and at the level of firms this poor use of IP results in the destruction of shareholder value.

“Siemens and Proctor and Gamble for example, recently reported that they use a mere 10% of their patents but nevertheless pay millions in annual renewal fees for the remaining 90%. In addition, all the IP they have generated can create patent thickets that inhibit potential collaborators.”

So bad IP strategy can destroy value, but how can IP be aligned with successful open innovation? According to the MIT Sloan Review, IP can disable open innovation when:

  • One-size-fits-all approaches, such as “no patents no talk” predominate.
  • IP and open innovation strategies are disconnected
  • Lawyers are a roadblock to open innovation, dictating the who, when and how
  • There is a “patent everything” outlook
  • IP is treated as an end it itself
  • IP builds fences through the hoarding of patents and excessive secrecy

However, IP can be an enabler of open innovation when:

  • IP management is adaptable
  • IP and open innovation strategies are integrated
  • Lawyers help pave the way for cooperation
  • Smart patenting – which involves only valuable inventions -prevails
  • IP is seen as an opportunity for value creation and the building of ecosystems.
  • IP is available to others and, through licensing and cooperation, is likely to be profitable

In summary, IP protection can be useful when it is part of an open business model rather than a substitute for a business model. Rather than a trench to stop competition and extract rents, IP becomes a vehicle for communication and collaboration, as the authors suggest:

“Generally, intellectual property is beneficial to open innovation when it is used as a signaling device than as a control right.”

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Inscrições para o Programa de Treinamento em open innovation terminam dia 12 de julho

por Natasha Canuto
O PECE – Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da USP, em parceria com a Allagi, oferece o Programa de Treinamento “Criação de Programas de Inovação: Open Innovation”. O foco do treinamento é capacitar e preparar gestores de inovação para que consigam criar programas de open innovation nas suas empresas, desenvolvendo com sucesso seus cases, por meio da utilização eficiente dos recursos públicos disponíveis para inovação tecnológica.
O curso pretende desenvolver e aprimorar nos participantes as seguintes competências:
  • Elaborar propostas para captação de recursos públicos para projetos que estejam alinhados com as exigências dos editais;
  • Aproveitar de maneira eficiente os mecanismos de incentivo à inovação;
  • Prospectar, reconhecer, analisar e expor as oportunidades de inovação;
  • Identificar, concretizar e gerenciar parcerias para complementar competências e compartilhar riscos no co-desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica;
  • Selecionar as ferramentas para gestão de projetos e programas de inovação aberta;
  • Desenvolver um programa para implantação de uma estrutura de inovação aberta para sua empresa.
Coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Carlos Kaminski, coordenador do Curso de Especialização de Gestão e Engenharia de Produtos MBA/USP, o curso terá no corpo docente os engenheiros Bruno Rondani, Rafael Rocha Levy e Fabiano Armellini, sócios da Allagi, especializada em serviços de open innovation.
As inscrições foram prorrogada para até dia 12 de julho. Com 1 semestre de duração, as aulas serão às terças feiras, das 19h20 às 22h40, com data de inicio programada para o dia 3 de agosto.
Público Alvo:
Profissionais ligados às áreas de P&D; desenvolvimento de produtos, processos ou serviços; engenharia; gestão de operações; desenvolvimento de novos negócios; planejamento estratégico; marketing ou finanças que atuam ou pretendam atuar em gestão da inovação tecnológica em empresas de médio ou grande porte de qualquer setor de atuação que desejam criar programas de inovação tecnológica.
Curso: “Criação de Programas de Inovação: Open Innovation”
PECE: Av. Prof. Mello Moraes, 2373, cidade universitária, São Paulo.
Telefone: (11) 2998-0000, de segunda feira à sexta feira, das 9h00 às 21h.
E-mail: atendimento@pecepoli.com.br
Para mais informações, acesse o site: http://www.pecepoli.org.br/PT/TOI/

2 comments 09/07/2010

Sebrae, CNI e MCT investem cerca de R$ 100 milhões para fomentar inovação nas empresas

Fonte: ASN – Agência Sebrae de Notícias

Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, diz que a tese da inovação é a chave para o desenvolvimento do País

Beth Matias

São Paulo – O Sebrae, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) irão investir conjuntamente cerca de R$ 100 milhões nos próximos três anos em projetos de gestão da inovação. Os recursos sairão de um convênio entre o Sebrae e a CNI (R$ 48 milhões) e de um edital a ser lançado na próxima semana pelo MCT no valor de cerca de R$ 50 milhões, com dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O anúncio dos recursos foi feito durante uma reunião do comitê de Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), na sede da CNI, em São Paulo, onde participaram integrantes do MCT e representantes de grandes indústrias do país como Natura, Grupo Ultra, CPFL, Embraer, IBM, Fiat, Klabin, entre outros.

Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a inovação precisa passar pelo pequeno negócio já que ele representa 99% do total de empresas no país, mas é responsável apenas por 20% do Produto Interno Bruto (PIB). “A baixa produtividade deste setor impacta na produtividade média da economia, atingindo as cadeias de valor. Por isso, precisamos fomentar a inovação nos pequenos empreendimentos, aumentando a competitividade e, consequentemente, a produtividade”, assinalou o diretor.

A palavra inovação carrega, segundo Santos, a idéia de que inovar é difícil, caro e que isso está restrito às universidades. “Inovação não é moda, mas sim uma necessidade colocada pela concorrência. Com o projeto vamos mudar a forma de relacionamento da pequena indústria com este conceito”, disse.

Por meio de núcleos de inovação que serão criados nas federações das indústrias de 20 estados, o Sebrae e a CNI deverão sensibilizar 18 mil empresas. “Cerca de 50% dessas empresas deverão seguir conosco nos cursos de capacitação. Dessas, 3,6 mil deverão chegar a fazer diagnósticos de inovação e esperamos que 2,4 mil cheguem aos planos de inovação e consigam recursos nos fundos setoriais, na lei da inovação, entre outros”, disse a gerente de Atendimento à Indústria do Sebrae, Miriam Zitz.

Desafios

Segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, o Brasil possui três desafios para construir um processo de “decolagem econômica”. Um deles é criar uma estratégia inovadora de alcance e envergadura muito maior do que o Brasil está fazendo atualmente. “Sem isso não teremos uma base competitiva sólida. A tese da inovação é chave para o desenvolvimento futuro do país”.

Os outros, segundo ele, são subir o investimento e a poupança agregada no país e criar um sistema de financiamento doméstico privado. Ele pediu aos empresários que identifiquem oportunidades para a criação de uma política de inovação para o Brasil a longo prazo. “É preciso levantar os problemas, mas também identificar as possibilidades de mobilização para enfrentá-los”.

Pela inovação

A exemplo do que aconteceu na década de 90, quando a indústria brasileira se mobilizou para garantir a competitividade dos produtos brasileiros com a criação do Programa Nacional da Qualidade (PNQ), o Movimento Empresarial pela Inovação, que reúne mais de 100 empresários, tem por objetivo fomentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e coordenar os esforços entre os setores público e privado para desenvolvimento da inovação no Brasil.

Metade de tudo o que se investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil vem do setor privado: em 2007, as empresas aplicaram R$ 17,5 bilhões em inovação. Desse total, 76,6% (R$ 13,4 bilhões) saíram do caixa das empresas e 23,4% (R$ 4,1 bilhões) tiveram apoio governamental.

Cerca de R$ 7 bilhões entre financiamentos, recursos a fundo perdido e renúncia fiscal estão disponíveis anualmente para as empresas que querem investir em inovação e tecnologia. Grande parte desses recursos, no entanto, não são utilizados pelas empresas, principalmente pelos pequenos negócios, por desconhecimento ou por falta de acesso.

Add comment 29/06/2010

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