Champions e processos para vencer os desafios do modelo marketplace

por Verónica Savignano

A multinacional do setor de alimentos General Mills, dona de marcas como Häagen-Dazs e Cheerios, anunciou ontem o lançamento de seu portal de inovação, ligado ao programa  de inovação aberta G-WIN (“General Mills Worldwide Innovation Network”) da companhia.  Em resumo, o portal é uma plataforma online na qual, por um lado, a empresa publica suas demandas em matéria de tecnologias para inovação e, por outro lado, agentes externos (muitas vezes pesquisadores) ofertam soluções tecnológicas para viabilizar a inovação buscada pela empresa.

O portal da General Mills se soma à lista de desafios tecnológicos e marketplaces (estes últimos também conhecidos como brokers tecnológicos ou portais de seekers and solvers), que tem crescido significativamente nos últimos tempos – cada um com suas peculiaridades, claro. Este tema, aliás, já foi levantado em outro post neste blog, que gerou alguns comentários interessantes.

Conversando com o professor Chesbrough no Open Innovation Seminar sobre esse fenômeno, ele comentou algumas das dificuldades intrínsecas aos modelos tipo marketplace:

  • A empresa-seeker deve publicar informação suficiente para que o solver possa entender o desafio técnico. Isso representa risco face aos competidores.
  • A tecnologia proposta pelo solver é, apenas, o início do caminho da inovação.
  • Para que uma idéia externa se transforme em inovação, é necessário que pessoas de dentro da empresa (“strong champions“, usando as palavras do professor Chesbrough) a adotem e conduzam até a realização.

O professor destacou que as limitações do modelo podem ser superadas mediante, por exemplo, a adoção de processos. Parece ser o caso da General Mills, que está há alguns anos estruturando seu programa de open innovation.  Em 2005, a empresa identificou a inovação aberta como prioridade estratégica e formou uma equipe dedicada a criar processos para achar e envolver parceiros externos. Hoje, segundo o release da General Mills, esse time é formado por 15 “empreendedores de inovação” (os champions de Chesbrough?) que trabalham dentro da companhia com cada uma das unidades de negócio para identificar oportunidades de inovação aberta.

Em 2007, a empresa anunciou ao público seu programa G-WIN e lançou seu primeiro site, onde convidava os potenciais parceiros a submeterem suas patentes à avaliação da General Mills. Na época, a empresa declarou sua adesão à inovação aberta: “A focus on open innovation has been a critical competitive advantage for General Mills. We believe the next big advance, which may reshape the food industry, has already been invented by someone outside the company, and our goal is to be the first to find it.” Longe da “síndrome do não inventado aqui”, a empresa focava na agilidade para achar os parceiros como vantagem competitiva.

Talvez com a ajuda dos processos e dos champions na companhia, a General Mills obteve bons resultados de sua estratégia de inovação aberta: mais de 40 produtos têm incorporado uma parte significativa de inovação externa desde o lançamento do G-WIN em 2007. Com o lançamento do portal, como diz o release da companhia, o processo deve se tornar mais eficiente.

3 comments 05/11/2009

BioAccelerate NYC Prize

por Claudio Mazzola

Muitas vezes, quando o assunto é políticas públicas em inovação tecnológica, costuma-se pensar logo em iniciativas do governo federal ou, em muitos poucos casos, estadual.

Eis uma iniciativa, se não pioneira, bastante interessante na esfera municipal.

O governo da cidade de Nova Iorque lançou o Prêmio BioAccelerate NYC, uma competição que visa a comercialização das principais pesquisas biomédicas realizadas nos laboratórios locais a fim de que gerem empregos e desenvolvimento para a Big Apple.

Os vencedores serão premiados com até USD 250 mil em subvenção. Em contrapartida, o governo municipal irá receber uma porcentagem das receitas da comercialização dos produtos bem sucedidos financiados pelo programa BioAccelerate NYC Prize para continuar a estimular esforços de pesquisa e comercialização neste campo da ciência.

Outro ponto interessante do projeto é a orientação de empresários da indústria biomédica a fim de ajudar os premiados a refinar o potencial comercial do projeto.

Como o jogo é do “ganha-ganha”,  muito provavelmente a ideia se popularizará. Ainda bem.

Mais informações no blog Patent Baristas ou nycbiotech.org.

Add comment 03/11/2009

O que vimos no Open Innovation Seminar

por Verónica Savignano

“Neste ano os participantes estão muito mais cientes/inteirados (“much more aware”) da inovação aberta”, comentou o professor Henry Chesbrough, comparando o Open Innovation Seminar 2009 (realizado pelo Centro de Open Innovation – Brasil com apoio e patrocínio oficial da Allagi) com a edição de 2008, quando ele veio pela primeira vez ao Brasil.

Vale acrescentar às palavras do professor Chesbrough que, nos painéis e sessões deste ano, pudemos ver mais empresas implementando modelos open, mais resultados de iniciativas de inovação aberta, mais casos brasileiros de sucesso em open innovation e open business models, mais variedade nas abordagens da inovação aberta e, sobretudo, mais análise por parte das empresas a respeito de suas ações de open innovation.

Cerca de 350 pessoas interessadas em inovação aberta estávamos no Renaissance São Paulo nos dias 22 e 23. É interessante notar que  o ecossistema completo de inovação aberta estava presente no evento: gestores de inovação e P&D de grandes companhias, cientistas, empreendedores, profissionais de universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento, consultores, investidores, representantes de órgãos do governo e do terceiro setor, advogados, escritórios de propriedade intelectual, contadores, profissionais do maketing…

Todos esses dados reforçam a relevância da inovação aberta num momento em que o Brasil, citando novamente comentários do professor Chesbrough, está na transição para uma economia baseada no conhecimento.

Mas as discussões, longe de tratar da pertinência ou não da open innovation, focaram nos desafios que surgem na implementação dos modelos.  O primeiro painel mostrou um panorama dos cursos dedicados a formar gestores de inovação e trouxe a discussão de como atender a necessidade de um novo profissional voltado a articular e gerenciar recursos internos e externos. Em outra mesa de debate, vimos uma Petrobrás mostrando seu auto-diagnóstico dos pontos fortes e fracos na implementação da inovação aberta, os resultados dos programas de parcerias da Natura e da Braskem e o caso da Omnisys, que, em se valendo da inovação aberta, passou de micro-empresa a centro de P&D de um grupo multinacional.

O professor Chesbrough, em sua palestra exclusiva, falou longamente sobre como gerar valor econômico a partir dos projetos de inovação que estão agonizando no funil de inovação e detalhou casos de grandes companhias multinacionais que mostraram diversas maneiras de abrir as fronteiras dos centros de pesquisa e desenvolvimento. Chesbrough também participou com comentários e, até mesmo, conselhos, sobre as falas dos participantes dos painéis do primeiro dia.

Redes sociais, empreendedorismo como modelo de inovação, avanços e desafios na interação entre ICTs e empresas…  Foram muitos os temas, os comentários e provocações. Certamente, vamos continuar a discussão. Em breve teremos acesso aos vídeos e apresentações para compartilhar com os leitores deste blog. Acompanhem!

1 comment 30/10/2009

Perguntas para palestrantes do Open Innovation Seminar

por Verónica Savignano

Queria comunicar aos leitores que há vários canais abertos para que todos participem do Open Innovation Seminar com perguntas para os palestrantes:

  • Fórum no ambiente virtual de colaboração do Centro de Open Innovation – Brasil: http://openinnovationbrasil.ning.com.
  • Hashtags no formato #OIS2009Painelx (sendo x o número do painel, que consta na programação). Por exemplo, utilizem #OIS2009Painel2 para enviar  perguntas pelo Twitter para o painel “Diálogos abertos sobre Inovação e Redes Sociais”.
  • Este blog.

Estamos a apenas seis dias do início do evento! Em sua primeira edição, o Open Innovation Seminar contribuiu para a divulgação do conceito de inovação aberta, que hoje está muito mais presente nos meios de comunicação brasileiros, como pudemos acompanhar por meio deste blog. A edição de 2008 também foi fundamental no levantamento dos programas brasileiros de inovação aberta, como o da Natura, Cristália, Omnisys…Além disso, Henry Chesbrough veio pela primeira vez ao Brasil para o evento e, junto a empresas brasileiras, iniciou a criação do Centro de Open Innovation – Brasil.

Neste ano, com Chesbrough novamente entre nós, o evento oferece uma programação voltada a que os profissionais envolvidos em processos de inovação (gestores, pesquisadores, advogados etc.) discutam a implementação e gestão da inovação aberta e levem conhecimento de valor para suas organizações. A programação inclui temas como:

Gestão da inovação aberta: processos, ferramentas, métricas, parcerias e gestão da propriedade intelectual

Financiamento e incentivo público à inovação

Formação dos profissionais de inovação

Redes sociais e co-criação

Venture capital, open innovation & corporate venture

Instituições de pesquisa e desenvolvimento

E palestrantes/ debatedores de organizações como FIAT, Braskem, Wal-Mart, Buscapé, Bradesco, Rapp Collins, Chemtech – Siemens, Natura, Omnisys, Masterminds, Embrapa, Embraer, Tecnisa, Agência Click, Whirlpool, entre outros.

Aproveitem para enviar perguntas sobre qualquer um dos temas ou para qualquer um dos palestrantes (inclusive Henry Chesbrough).

Bookmark and Share

Add comment 16/10/2009

Corporate venture, venture capital e inovação aberta

por Alexandre Cruz

Há um longo caminho para uma corporação sistematizar seu processo de inovação e caminhar para o chamado corporate venture.

Nele, não faltam perguntas. Quais são as estratégias de open innovation vencedoras em fundos de venture capital e corporate venture? Qual o papel da inovação aberta no empreendedorismo corporativo? Há concorrência ou complementaridade entre corporate venture e venture capital no processo de inovação aberta? Por que a inovação aberta pode ser o caminho mais rápido para implementar o empreendedorismo corporativo em grandes empresas?

No dia 22 de outubro, representantes de fundos de investimento, empresas investidas e grandes corporações (Buscapé, Bradesco, Scopus, MasterMinds) debaterão o assunto com o maior especialista em open innovation, o professor Henry Chesbrough. O painel faz parte da programação do Open Innovation Seminar.

Não percam.

Bookmark and Share

Add comment 13/10/2009

Apresentação sobre inovação aberta

por Verónica Savignano

Leitores, faço questão de recomendar esta apresentação sobre inovação aberta. Poderia comentar muitas coisas, mas prefiro poupá-los da minha introdução e deixar vocês a sós com o material logo.

Fiquem à vontade para deixar comentários e iniciar discussões por aqui.

Bookmark and Share

Add comment 07/10/2009

Manhã de inovação aberta na segunda-feira

Prezados,
O que é “open innovation”?
Por que este é um tema tão comentado no momento atual?
Qual é a sua importância para as empresas brasileiras?
Como esse tema está sendo trabalhado pelas empresas?
Para responder à essas e outras questões relacionadas, o G.A.I.A. está trazendo o que existe de melhor no País:
·        Bruno Rondani, reconhecido como um dos principais especialistas brasileiros em open innovation.
·        A empresa Padtec, um dos cases empresariais brasileiros mais representativos.
·        Prof.Bastiaan Reydon, diretor da Agência Inova e professor do Inst.Economia/Unicamp, que irá coordenar os debates com a platéia.
Esta edição de outubro da Manhã da Inovação acontecerá no auditório do CTI/”Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer”, instituto de pesquisas do Ministério da C&T.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do endereço: GAIA@cti.gov.br (havendo interesse em ter Certificado de participação, favor solicitar no ato da inscrição)
Cordialmente,
Marco A. Silveira
G.A.I.A./“Grupo de Apoio à Inovação e Aprendizagem em organizações e sistemas cooperativos”
MANHÃ DA INOVAÇÃO – 05/Outubro/2009
“Open Innovation em Empresas Brasileiras”
·         Data e hora: 05/Outubro/2009; das 9h00 às 12h00
·         Local: Auditório CTI (vide endereço abaixo)
·         Programação
·         8h45- Recepção aos participantes
·         9h00- Abertura
·         9h05- PALESTRA: “Open Innovation: Fundamentos e aplicação na realidade brasileira” –Bruno Rondani (Gerente de P&D da empresa Omnisys / Diretor-executivo do C

por Verónica Savignano

O pessoal do grupo GAIA do CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer) está divulgando a Manhã da inovação, evento de meio dia que será realizado no auditório do CTI, em Campinas, no dia 5 de outubro. Vejam aqui como chegar.

O tema do encontro será ”open innovation em empresas brasileiras”. O colaborador deste blog Bruno Rondani (diretor executivo do Centro de Open Innovation – Brasil e gerente de P&D da Omnisys) fará uma introdução ao tema e, em seguida, será apresentado o caso da Padtec. Finalmente, haverá um debate com a platéia.

As inscrições, gratuitas, devem ser feitas enviando um e-mail para GAIA@cti.gov.br.

Mais informações sobre o evento:

http://www.cti.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=234:manha-da-innovacao-051009&catid=75:noticias-&Itemid=263

Bookmark and Share

Add comment 02/10/2009

OIS 2009: Métricas para inovação

por André Araujo

“Métricas para Inovação” será o tema de uma das interessantíssimas sessões de debate da edição deste ano do Open Innovation Seminar. Assunto atual e recorrente na literatura de inovação, são numerosos os relatos de casos de métricas insuficientes, de funcionamento inadequado, que não têm uso prático; em suma, não é exagero dizer que se observa que a maioria das firmas não possui métricas que possam auxiliar efetivamente na gestão da inovação. No Brasil, o cenário é ainda mais caótico: muitas empresas simplesmente não adotam métricas de inovação nos seus sistemas gerenciais.

Para ilustrar a complexidade do assunto, tomemos de início dois levantamentos realizados recentemente por grandes consultorias internacionais de gestão: o “McKinsey Global Survey Results: Assessing innovation metrics”, conduzido em outubro de 2008 e o “Measuring Innovation 2009, The need for action – A BCG Senior Management Survey”, realizado já neste ano. Enquanto o primeiro conclui que as empresas estão, de maneira geral, satisfeitas com o uso de métricas para avaliar seu portfólio de inovação, o segundo afirma, contrariamente ao primeiro, que a minoria dos executivos entrevistados se diz satisfeita com as práticas adotadas por sua empresa para medir inovação. Conclusões conflitantes que demonstram a falta de consenso mesmo entre os principais executivos, quando o assunto é métricas.

Um artigo publicado em 2006 (Innovation Management Measurement: A Review) na International Journal of Management Reviews, de autoria de Adams, Bessant e Phelps, tenta esclarecer o tema, sistematizando boa parte do que já foi estudado acerca de métricas de inovação. Os autores criam um framework, com sete dimensões, e encaixam os indicadores já propostos em cada uma destas, que são: inputs, gerenciamento de conhecimento, estratégia de inovação, cultura e estrutura organizacional, gerenciamento de portfólio, gerenciamento de projeto e comercialização.

Entretanto, sistemas de medição de inovação nas empresas freqüentemente tomam formas mais simples, o que é preferível, visto que a complexidade não favorece a compreensão por parte dos funcionários, nem a praticidade de uso no dia-a-dia da companhia. Com efeito, métricas que demandam muitos recursos para serem avaliadas provavelmente não serão tão úteis a ponto de a empresa se permitir despender todo este esforço. Talvez um dos poucos consensos em se tratando de métricas seja que estas devem ser simples, fáceis de disseminar pela empresa.

Desta forma, um esquema comumente utilizado compreende três categorias de métricas de inovação: input, processos e output. A lógica desta divisão é a de medir recursos alocados para atividades de inovação, a eficácia dos processos inovativos e os resultados que daí decorrem. Se a firma previr recursos escassos para inovação, estará fadada a colher resultados pouco expressivos, o que também ocorrerá se seus processos não funcionarem adequadamente. Ou seja, este framework simples prevê indicadores que permitem avaliar, de forma geral, os fatores necessários para o bom funcionamento do processo de inovação e os resultados gerados como conseqüência.

Há muitas outras opções de frameworks que podem ser utilizados. Um que não se pode deixar de citar é o Balanced Scorecard, que, apesar de não ser focado em inovação também prevê indicadores que avaliam o desempenho destas iniciativas da empresa, alinhando-se à estratégia da firma.

O desafio converge não para saber qual framework é melhor, mas para investigar qual é mais apropriado para cada empresa. Companhias com atuações bastante distintas provavelmente apresentarão variações significativas de um bom sistema de métricas. Da mesma forma, esquemas personalizados para cada empresa serão certamente mais eficientes que a simples replicação de alguma metodologia, por levar em conta as particularidades do ambiente que se está analisando.

Interessante na sessão que ocorrerá no Open Innovation Seminar será observar como empresas inovadoras estão lidando com métricas, quais avanços foram observados. Quais frameworks são utilizados? Constataram-se resultados práticos interessantes com a implementação das métricas? As métricas são efetivamente utilizadas para alinhar incentivos e compensações a elas? Houve extensa comunicação para a empresa das métricas adotadas? Essas e outras perguntas serão interessantes para o debate.

Add comment 29/09/2009

Ambiente de colaboração para a comunidade da inovação aberta

por Verónica Savignano

O Centro de Open Innovation – Brasil acabou de lançar, além de seu site institucional (http://www.openinnovation.wiki.br), a sua rede social no Ning (http://openinnovationbrasil.ning.com/).

Trata-se de um ambiente virtual de colaboração, que, complementando as reuniões temáticas e outras ações presenciais do centro, oferece aos membros a possibilidade de manter contato, compartilhar conteúdo (fotos, vídeos, eventos) e dar continuidade às atividades dos grupos de trabalho. Funciona como se fosse uma sede virtual. Os membros podem colaborar via fórum, bate-papo, mural de recados, blog…

A proposta parece extremamente alinhada à definição do centro como comunidade de prática. Hoje parece difícil, de fato, pensar em interação sem pensar nas ferramentas de colaboração da web 2.0…

Com apenas três dias de vida online, a rede já conta com 38 membros e quatro grupos de trabalho sobre os temas:

  • parcerias na inovação aberta
  • métricas de inovação aberta
  • prospecção tecnológica
  • políticas públicas de incentivo à inovação

Há também tópicos do fórum dedicados a receber perguntas para os participantes dos painéis do Open Innovation Seminar.

Para participar dessas discussões e da rede como um todo, basta fazer o cadastro na plataforma (clicando em “registre-se”).

Bookmark and Share

Add comment 28/09/2009

Gestão da PI entre organizações em um modelo de inovação aberta

por Cláudio Mazzola

Nos últimos anos, as atividades de P&D vêm sendo consideradas cada vez menos como processos lineares e  isolados e cada vez mais como sistemas complexos que envolvem parcerias entre agentes de naturezas distintas.

Para que essas parcerias sejam bem sucedidas, elas devem ser amparadas por uma abordagem clara da propriedade intelectual (PI).  Sem uma boa gestão da PI, pode-se minar a vantagem competitiva para as partes.

No entanto, é comum no cenário nacional haver falta de conhecimento sobre a própria PI e seus processos de gestão, bem como ausência de clareza e de objetivo durante as negociações de desenvolvimento conjunto.

Nesse contexto se insere, oportunamente, a sessão técnica sobre gestão de PI do Open Innovation Seminar. O painel promete reunir profissionais e especialistas para trocar pontos de vista e experiências sobre a gestão da PI entre organizações em todas as etapas do projeto de inovação tecnológica (antes, durante e depois).

Add comment 24/09/2009

Previous Posts


Para reproduzir o conteúdo deste blog

Allagi Twitter

Comentários

Verónica Savignano em Champions e processos para ven…
Ricardo em Champions e processos para ven…
Rafael Levy em Champions e processos para ven…
Eloisa em O que vimos no Open Innovation…
Peter Hewkin em fire ants, by scott bauer

Feeds

Bibliografia

Blogs

Centros, comunidades e associações

Cursos e Eventos

Definições

Ferramentas

Marketplaces, Portais de Seekers and Solvers e Crowdsourcing

Open innovation

Open innovation services

Políticas públicas

Portais

Seed Capital e Venture Capital

Seminários

Sistema Nacional de Inovação

Dicas de leitura

Tags

Add new tag allagi China colaboração Colaboração em rede crise economica crowdsourcing Cursos e Eventos empreendedorismo Empreendedorismo e Venture Capital evento Eventos FAPESP financiamento FINEP Gestão da Inovação google henry chesbrough incentivos fiscais industria farmaceutica innovación abierta innovation inovação inovação aberta INPI inteligencia competitiva internet lei de inovação lei do bem network Notícias omnisys openinnovation Open innovation open innovation seminar P&D parcerias patentes Políticas públicas propriedade intelectual Redes de Inovação Sistema Nacional de Inovação user innovation venture capital webinar

Este blog…

reúne pessoas interessadas em trocar idéias sobre Open Innovation no Brasil. Comente, indique, cite, publique... participe! Contato: veronica.savignano@allagi.com.br

Autores

Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.

Allagi

Allagi é uma consultoria especializada em Open Innovation. "Allagi" vem do grego αλλαγή, que significa transformar, e alude ao conceito aristotélico de transformação de potência em ato. Transformação da pedra em escultura ou das idéias em valor econômico.

Arquivos

Bookmark and Share