Finep reduz juros de financiamento para projetos de pesquisa e inovação

por Anna Helena Juenemann

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) juntamente com o Ministério de Ciência e Tecnologia, reduziu as taxas de juros cobradas em seus empréstimos, acompanhando a recente redução da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo – de 6,25% para 6% a.a. A instituição de fomento a pesquisa e desenvolvimento tomou essa atitude, pois ela busca incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, trabalhando, portanto, com captação de recursos em fundos atrelados à TJLP a juros mais altos que os que ela oferece.

Em relação a 2008, devido à crise, houve um forte aumento do total de empresas interessadas em financiamento para a inovação, considerando que em 2008 os projetos em análise somavam R$1,6 bi, chegando em 2009 a R$3,4 bi. Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “no contexto da crise e da redução dos investimentos em capital, os empresários entendem que é o momento para acelerar investimentos em inovação”. Ele complementa expondo que o aumento da demanda por crédito em inovação pode alavancar a competitividade da indústria nacional, já que o empresariado compreendeu que pode se sair melhor em termos de produtividade da crise.

Apesar do esforço para incentivar setores nos quais o país já é líder, além de alavancar outros, a Finep sofreu cortes no seu orçamento, perdendo R$1 bi este ano, totalizando R$2,5 bi, montante igual ao de 2008.

Mais informações: Jornal Valor Econômico. 3,4 e 5 de julho de 2009. Página 2.

Segundo o presidente da Finep, Luis Fernandes, “participamos das políticas anticíclicas do governo”, já que trabalham antenados ao BNDES no que tange a Política de Desenvolvimento Produtivo, tendo estabelecido para 2009 juros a 5% a.a., fortalecendo a competitividade.

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Inscrições para curso sobre open innovation no PECE-USP

por Verónica Savignano

Estão abertas até 24 de julho as inscrições para a segunda turma do curso de treinamento “Criação de programas de inovação: Open Innovation”, oferecido pelo PECE/USP.

O curso está dividido em nove módulos em que se abordarão temas do contexto de inovação aberta, como definições de P,D&I, como o Sistema Nacional de Inovação, Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva, Licenciamento de Tecnologia, Propriedade Intelectual, Empreendedorismo e Venture Capital. O tema open innovation deve permear todos esses tópicos.

Os cursos do PECE costumam oferecer um conhecimento bastante prático aos seus alunos. Nesse contexto, este curso visa, na sua segunda edição, passar a experiência dos seus instrutores no aproveitamento de oportunidades de financiamento à inovação existentes no sistema brasileiro de inovação, sem abrir mão, porém, dos fundamentos teóricos da primeira versão do curso.

Outra novidade com relação à primeira edição é que agora o curso está inserido no  MBA de Gestão de Desenvolvimento de Produtos do PECE como disciplina eletiva.

Mais informações, no site do curso.

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Innovation Challenge Brasil

por Fabiano Armellini

O Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, em parceria com a Idea Crossing, traz ao Brasil o Innovation Challenge que tem o objetivo de criar soluções inovadoras para problemas de grandes empresas. Esta é a primeira vez que a competição acontece fora dos Estados Unidos.

A PepsiCo e a Bunge serão as patrocinadoras da edição brasileira. As empresas vão desenvolver uma pergunta que envolva a gestão do negócio e que fomente a criatividade dos grupos na busca por soluções inovadoras. O Innovation Challenge envolve duas etapas: a online e a final. Os grupos inscritos participarão de uma conference call com executivos das duas empresas, em que o objetivo será esclarecer dúvidas e obter informações para desenvolver a proposta de inovação.

Esse tipo de desafio estimula a geração de idéias por fontes externas às empresas, e se trata de uma excelente oportunidade para alunos de pós-graduação ou MBA exercitarem sua capacidade criativa em desafios reais propostos por empresas atuantes.

Os estudantes interessados em participar devem montar grupos de três a cinco alunos que estudem na mesma instituição de ensino e que estejam cursando pós-graduação ou MBA. As inscrições devem ser feitas pelo site www.brazil.innovationchallenge.com, e vão até 22 de agosto.

Mais detalhes pelo telefone (11) 4504-2400, por email (innovation@insper.org.br) ou no site www.brazil.innovationchallenge.com.

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Be a Bá de Inovação Tecnológica

por Claudio Mazzola

A geração da inovação depende fundamentalmente da iniciativa das empresas e empreendedores, porém, o desconhecimento sobre os instrumentos existentes, especialmente nas micro e pequenas empresas, a falta de harmonia dos regulamentos vigentes, a dificuldade de acesso aos incentivos, bem como a carência de projetos bem formulados impedem o estímulo à inovação no país.

Assim, a partir de uma iniciativa de Joel Weisz, diretor da Protec e especialista em política e gestão de inovação tecnológica, é lançado em parceria com a CNI, SENAI e IEL o livro “Projetos de Inovação Tecnológica – Planejamento, Formulação, Avaliação, Tomada de Decisões”, o qual visa oferecer as empresas e seus profissionais uma apresentação didática das técnicas para formulação, planejamento, avaliação e tomada de decisões relativas a investimentos em inovação tecnológica.

Aproveitem e boa leitura.

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1 comment 25/06/2009

Pós-graduação em inovação, venture capital e empreendedorismo

por André Saito

A FGV-SP está com inscrições abertas para a segunda turma do Post Graduate Diploma em Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo. O novo curso contribui para a crescente oferta de educação e treinamento para profissionais de inovação, uma indicação de que a área possui um corpo de conhecimento próprio e requer formação específica.

O diferencial desse programa é a integração de três áreas críticas para a inovação aberta: empreendedorismo, que trata do processo de criação de empresas; venture capital, que aborda o financiamento de negócios de alto potencial; e a inovação em si. Assim, o curso atrai desde o empreendedor em potencial até o investidor em busca de negócios inovadores, além de gestores da inovação, naturalmente.

Com um número de vagas reduzido, disciplinas que fazem parte do mestrado acadêmico e profissional da instituição, e um regime intensivo de estudos, o curso tem a proposta ambiciosa de tornar-se referência na formação de empreendedores e gestores profissionais voltados à dinâmica da inovação aberta.

Para quem tiver interesse, o site do programa tem mais informações: www.fgv.br/diplomaivce. As inscrições vão até 6/7.

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Inovação aberta na cultura e na estrutura da empresa

por Verónica Savignano

Num post do seu blog, Joel West apresentou com entusiasmo um artigo de pesquisadores de uma universidade da Alemanha, que apresenta uma visão sobre os motivos que levam uma companhia a implementar com sucesso a inovação aberta ou a não conseguir os resultados desejados na adoção do modelo.

O artigo define duas dimensões para classificar as empresas de acordo com a sua preparação para receber a inovação aberta: a dimensão estrutural (redes, processos, instrumentos, contratos) e a cultural (incentivos, barreiras à inovação, atores). As combinações entre os  graus alto e baixo dessas dimensões resultam em 4 cenários possíveis:

  1. inovação fechada ou ausência de inovação aberta (pouca estrutura e pouca cultura)
  2. departamento de inovação aberta (muita estrutura e pouca cultura).
  3. mentalidade de inovação aberta (pouca estrutura e muita cultura)
  4. inovação aberta “verdadeira” ou “integrada” (muita estrutura e muita cultura)

Ambas as dimensões, conlui Joel West no post,  são necessárias para sustentar uma estratégia de inovação aberta de bem-sucedida.

Pergunto: por que o departamento de inovação aberta pressupõe um baixo grau de cultura de open innovation?

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Novo artigo de Chesbrough: externalizando tecnologias para lidar com a recessão

por Verónica Savignano

O mais novo artigo de Henry Chesbrough (Use Open Innovation to Cope in a Downtur, publicado na edição online de junho da Harvard Business Review) é de leitura obrigatória para praticantes e estudiosos da inovação aberta. 

Muito rico nos seus cases e conceitos, o artigo aborda o esquecido aspecto “inside-out” da inovação aberta, que se refere à externalização de idéias e tecnologias por meio de, por exemplo, spin-offs e licenciamento de patentes internas. Essa externalização complementa, no paradigma da open innovation, a internalização de idéias e tecnologias no processo de inovação, ligada a contribuições de usuários e clientes, co-desenvolvimentos com parceiros, compra de tecnologias etc. 

Mas qual a relação proposta pelo artigo entre a externalização e a recessão econômica? Se por um lado, diz o texto,  a história prova que as empresas que continuam investindo em inovação durante tempos difíceis são as que colhem melhores frutos quando a economia melhora, por outro lado sabe-se que o foco é fator crucial de sobrevivência. A seleção de projetos aos quais se dedicará tempo e o dinheiro se torna mais rigorosa durante a recessão.

O desafio, então, consiste em focar no core e, ao mesmo tempo, preservar as opções de crescimento, pois são elas que garantirão uma posição privilegiada no mercado quando a recessão acabar. Nesse contexto, adotar determinados modelos de inovação aberta pode ser a chave para que o desafio não se transforme em dilema sem solução.

Este artigo de Chesbrough tem co-autoria de Andrew Garman, fundador e managing partner da New Venture Partners – uma das companhias de venture capital pioneiras em explorar oportunidades de externalização de tecnologias.

Os autores propõem 5 caminhos para realizar projetos de inovação nesse contexto:

  1. Deixar que outra empresa desenvolva e/ou comercialize a inovação e virar seu cliente ou fornecedor principal.
  2. Transformar o projeto de inovação num spin-off desenvolvido e financiado por investidores externos e ficar com uma parte das ações ou, até mesmo, comprar a companhia se o empreendimento teve sucesso.
  3. Licenciar as patentes engavetadas, extraindo valor dos esforços de P&D feitos no passado.
  4. Recorrer aos parceiros do ecossistema de inovação aberta da empresa (clientes, pesquisadores, associações, colaboradores etc) para realizar o projeto de inovação, fortalecendo as parcerias.
  5. Criar espaços abertos (sistemas de gestão do conhecimento, incubadoras e parques tecnológicos, por exemplo) onde colocar idéias e projetos da companhia, reduzindo custos e expandindo a participação externa.

Finalizando o meu post, quero convidar nossos colaboradores e seguidores s a lerem o artigo e comentarem cada um dos caminhos propostos. Seria muito interessante que conseguíssemos reunir alguns exemplos brasileiros também…

 

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Crowdsourcing: consumidores contribuintes no processo de inovação

por Anna Helena Juenemann 

A visão do crowdsourcing como contribuinte à resolução de problemas sociais pode ter outra vertente, a de massa contribuinte para a inovação nas empresas, seja com opiniões dos consumidores a respeito do que deveria ser acrescido ou modificado nos produtos/serviços, seja com hackers, que os transformam sem pedir permissão, adequando-os ao que os consumidores – eles próprios – querem. A questão é que muitas empresas percebem essas manifestações como prejudiciárias à organização, como uma invasão dos consumidores e não como contribuição. Nesse caso, há exemplos de empresas que já processaram hackers. Enquanto isso, há também as que se aproveitam dessa vantagem de poder contar com os consumidores e inovam abertamente incluindo as suas idéias nos seus processos.

Atualmente eles têm se manifestado online por meio dos mais diversos canais, a exemplo de youtube, orkut, twitter, etc, expondo as suas opiniões, percepções, desejos e expectativas em relação aos produtos. A web permite aos usuários interagirem e compartilharem informações, chegando a conclusões que podem ajudar as empresas de forma gratuita, pois os consumidores mostram exatamente o que eles desejam ao se manifestarem online. Uma das hipóteses para os usuários contribuírem espontaneamente diz respeito à paixão pela marca, considerando que essa marca saberá compreender e produzir o que eles querem.

Os consumidores estão se tornando agentes no processo de inovação aberta, à medida que são capazes de eles próprios explicarem o que desejam consumir, criando comunidades de inovação, em que são unidas pessoas de diferentes áreas, que, juntas, são capazes de inovar. As comunidades de inovação tomam o lugar das comunidades de prática, com pessoas de mesma formação que criam conteúdo conjuntamente. Para as empresas que aproveitam essa oportunidade, esse processo tem facilitado de certa forma os seus processos, considerando que é mais difícil errar o que o cliente quer, pois ele sabe dizer o que deseja e como quer que fique o produto. Há, porém, empresas que ainda não percebem a oportunidade de inovar com o cliente, não  identificando-o como fonte de informação para a sua estratégia e sim como um consumidor apenas, que compra o que ela produzir, de acordo com as estratégias de preço e qualidade que ela adotar.

Todavia, os consumidores buscam produtos diferenciados e pagam mais por eles, tanto que compram produtos fair trade – certificação de qualidade de produtos produzidos por pequenos agricultores e comerciantes de países em desenvolvimento. Esse exemplo é um demonstrativo de que os consumidores estão dispostos a pagar por um produto melhor. Na Europa, os produtos com essa certificação, apesar de serem mais caros, são comprados por muitos consumidores. Nos Estados Unidos, o Iphone é um exemplo de produto inovador, que une diversos recursos em um único aparelho. É caro, mas é sucesso de vendas pela sua característica inovadora. Ou seja, por qualidade diferenciada e por itens inovadores, os usuários estão dispostos a se manifestar e a pagar preços mais altos. Basta as empresas saberem como incentivar os clientes a contribuírem.

  

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Invitation: Masterclass Open Innovation and Corporate Entrepreneurship

Dear venturing friends,

Below please find the announcement of the sixth Masterclass Open Innovation and Corporate Entrepreneurship.

In the previous five successful events we trained more than hundred of your colleagues in venturing oriented business case development. The Masterclass Open Innovation and Corporate Entrepreneurship is an open course where participants from several companies and representatives from the venturing community and Universities meet.

In our view this is an important factor in realizing a high educational level and the required pluriformity. This translates in many vivid discussions on business innovation and results in a wide variety of sharpened business cases developed over the course of the Masterclass.

The previous five Masterclasses were led by Henry Chesbrough and Ken Morse. I would like to ask you to consider joining this training and also to distribute this announcement to the potential entrepreneurs in your business environment.

masterclass

From October 1th – 7th, the sixth Masterclass on Open Innovation and Corporate Entrepreneurship will be organized. This course teaches how to define and sharpen your business proposition in an Open Innovation setting. It is meant for entrepreneurs focusing on new business generation.

For this course we have invited a unique combination of three teachers leading the class, Prof. Henry Chesbrough who has introduced to the world the concept of Open innovation, Lüder Tockenbuerger who is a professor at the Steinbeis University and an expert in Sales and Management and Marcel Dissel a CEO at the AO Foundation and specializes in Innovation and Business planning.

They will lead the class from the essentials of business development based on Open Innovation towards the ins and outs of new business generation addressing all elements key for a solid business proposition. Guest speakers will address venturing in the European context and on a global scale.

This course is open to corporate and startup entrepreneurs. Additional information can be found on the Corporate Entrepreneurship website at:

http://masterclassfall2009.cisevents.hightechcampus.nl/

I hope you can forward this message to those in your organization that would be good candidates for this course or consider joining the course yourself.

On behalf of the organizers,

Dr. Carla I. Koen Adjunct Professor Innovation and International Management

Academic Director C-TV and MBI

TiasNimbas Business School – Tilburg University

Warandelaan 2 5037 AB Tilburg The Netherlands

Phone: +31 (0) 13 4668600 Mobile:+31 (0) 6 463 37885

email:c.i.koen@tiasnimbas.edu

  

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Webinar com Kodak e Dupont: como criar valor junto às universidades

por Verónica Savignano

O NCET2 realizará mais um webinar sobre open innovation. Este é da série mensal sobre relações estratégicas entre universidades e indústria.

Neste mês, o webinar contará com a diretora de Alianças Externas da Kodak e o diretor de Comercialização de Tecnologia do Centro Dupont para Pesquisa Colaborativa e Educação. Ambos vão compartilhar as suas experiências e visões sobre como trabalhar com universidades para criar valor para a empresa e também para o parceiro.

O webinar poderá ser acompanhado pela web no dia 9 de junho, das 14h às 15:30h (horário de Brasília). Para participar, basta ter uma conexão à Internet e registrar-se em https://www2.gotomeeting.com/register/244350547.

Monthly Webinar Series
on Building Strategic Relationships
Between Industry and Universities
Each month we will look at the experiences and visions of two large companies addressing the issue of building strategic relationships with universities as part of a new open innovation and commercialization environment
Speakers This Month:
Julie Gerstenberger
(Director and VP, Kodak External Alliances)
And
Robert Gruetzmacher
(Director of Technology Commercialization, DuPont’s Center for Collaborative Research and Education)
Moderated by
Val Livada
(Senior Lecturer, Sloan School of Business at MIT; Founder Weybridge Partners)

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